LUÍS FELIPE FIGUEIREDO
Programado para desembarcar no País no ano passado, o Optima teve o lançamento adiado por causa da alta no IPI para importados. O sedã pode ser encontrado em algumas concessionárias da Kia com preço sugerido a partir de R$ 96.900.
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Rival de Chevrolet Malibu (tabelado a R$ 99.900), Ford Fusion 2.5 (R$ 84.500) e Honda Accord 2.0 (R$ 99.800) e feito sobre a mesma arquitetura do Hyundai Sonata, o Optima era chamado Magentis, como o carro oferecido aqui – sem resultados expressivos de vendas – até o fim de 2010. Além do Brasil, alguns países da Europa adotavam o nome diferente, agora unificado em todo o mundo.
O motor é o Theta II quatro-cilindros, na versão de 2,4 litros (o anterior usava a 2.0). A potência é de 180 cv (ganho de 16 cv). O torque é de 23,6 mkgf (ante os 20,1 mkgf) e chega às 4.000 rpm, 600 giros mais cedo. O câmbio é novo, desenvolvido pela Kia. Trata-se de automático sequencial de seis marchas (antes eram quatro), com opção de trocas manuais.
Somados, os dois fatores contribuíram para dar ao Optima desempenho melhor que o café com leite morno do Magentis. E há modo “econômico”, acionado por um botão no volante.
A suspensão, independente nas quatro rodas, é bem acertada. Permite ao sedã usar pneus de perfil baixo (225/45 R18) sem que o motorista perceba cada ranhura do piso e mantém a carroceria firme em curvas.
Melhor que a mecânica é o visual, moderno e que agrada aos olhos. Há LEDs na traseira e para uso diurno, na dianteira. Mas os faróis são convencionais e não de xenônio, como era esperado. A saída dupla de escape (de verdade) ajuda a baixar o ruído.
Por dentro, o acabamento é refinado, com painel envolvente. Os 2,79 metros de entre-eixos (mais 7 cm) garantem bom espaço para até três passageiros.
O ar-condicionado de duas zonas agora possui saída para a traseira, que fazia falta no anterior. Há seis air bags, bancos de couro e auxílio para saída em aclives entre os itens de série. Para o motorista os ajustes do banco, que eram por alavancas, passaram a ser elétricos.
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