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Jornal do Carro

21.julho.2012 12:00:06

Honda reformula a CBR1000RR Fireblade

MARCELO FENERICH

A CBR 1000RR Fireblade revolucionou o segmento de superesportivas há mais de 20 anos, ao ser revelada no Salão de Milão (Itália) por ser, além de potente, ágil nas curvas e “enxuta”. Com tabela entre R$ 59.900 (Standard) e R$ 62.900 (com ABS), a oitava geração da motocicleta da Honda chega ao País com a mesma proposta de quando foi criada: agitar o mercado.

Nessas duas décadas a Fireblade evoluiu significativamente. A começar pelo motor, que surgiu com 919 cm3, passou a 929 cm3, 954 cm3, 998 cm3 até chegar aos atuais 999 cm3 sem perder a definição original, que é equilibrar potência e controle.

O aumento tanto da capacidade quanto da força sempre foi acompanhado por avanços no quadro, freios e suspensões.

A linha 2012 traz como novidade acertos na injeção eletrônica de combustível. O ajuste permitiu que a entrega de torque seja mais linear que a das concorrentes, sem causar sustos quando se gira o acelerador em medias rotações. Até então, assim como nas rivais, havia um intervalo entre os baixos e altos regimes, fazendo com que de uma hora para a outra a moto importada do Japão se transformasse em um “boi bravo”.

Outra alteração que influenciou no ótimo controle dessa Honda, principalmente em curvas, está na suspensão. Apesar de a CBR 1000RR não oferecer controle de tração, os pneus ficam o tempo todo em contato com o piso.

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O garfo dianteiro invertido conta com um grande pistão – seus tubos têm 43 mm de diâmetro. E os amortecedores conseguem realizar seu trabalho com extrema suavidade.

Na traseira, o amortecedor traz dois tubos internos em vez de apenas um, como é mais comum. Além de funcionar de modo muito eficiente, o sistema permite ajustar a compressão e retorno com mais facilidade e precisão.

A Honda adotou rodas de liga leve com 12 pontas, no lugar das de apenas três do modelo anterior. Por serem finas, têm menor peso nas extremidades e melhoraram a dirigibilidade.

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