Para evitar a contínua queda nas vendas de motocicletas, diversas fabricantes realizam promoções de seus modelos. Porém, os números de emplacamentos de motos caem mês após mês.
O segmento caiu 7,6% no primeiro semestre em relação ao mesmo período de 2011. Para evitar um retrocesso ainda maior, a indústria negocia a instauração de incentivos com o governo, mas encontra resistência ao pedido de corte da alíquota da Cofins, atualmente em 3%.
Depois de abrir mão de R$ 2,1 bilhões em cortes de impostos para estimular as vendas de carros, o Planalto não quer ceder na questão da Cofins, informou o presidente executivo da Fenabrave – entidade das concessionárias de veículos –, Alarico Assumpção Júnior.
Os fabricantes querem que o governo zere a Cofins, assim como fez em 2010 para aquecer o mercado após a crise financeira.
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De acordo com Assumpção, as partes buscam alternativas ao cenário mais restritivo nas liberações de crédito, o principal foco de preocupação da indústria de motos.
Conforme o presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti, o setor de motocicletas ainda sofre com o crédito. A taxa de aprovação está em torno de 17%.
De janeiro a junho, os emplacamentos somaram 848,6 mil unidades, valor bem abaixo dos 918,2 mil registrados no primeiro semestre de 2011.
Somente em junho foram emplacadas 123.966 motos, contra 149.885 em maio: uma queda de 17,29%. Já em relação a parcial do ano, a redução foi ainda maior chegando a 23,38%.
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