Entrevista: diretor de desenvolvimento do EcoSport
- 9 de janeiro de 2012 |
- 11h07 |
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Categoria: apresentação, Entrevista, Ford, INDÚSTRIA, Lançamento, MERCADO
TEXTO: DIEGO ORTIZ
FOTO: FORD/DIVULGAÇÃO

Brasília - Lançado em 2003, o Ford EcoSport é um sucesso de vendas, com mais de 750 mil unidades emplacadas. Um dos destaques da nova geração, mostrada no País na quarta-feira passada, é que o jipinho passa a ser um modelo global – trata-se do primeiro carro mundial da marca desenvolvido no Brasil. Durante a apresentação do novo Eco, o diretor de desenvolvimento de produto da Ford na América do Sul, Matt O’Leary, era pura empolgação. Nesta entrevista o engenheiro norte-americano fala sobre os desafios para criar um carro destinado a vários mercados ao redor do mundo.
Como foi o desenvolvimento do novo EcoSport no Brasil?
A plataforma é a mesma do novo Fiesta (mexicano). Basicamente o carro é o mesmo, mas tivemos de trabalhar forte o design e a engenharia para adequá-lo ao gosto de consumidores de vários mercados. Esse é o maior desafio de um produto global. Trabalhamos no Brasil com um time muito jovem, de engenheiros do mundo todo, como indianos, por exemplo, que têm experiências diferentes, e gastamos muito tempo no treinamento desses profissionais para que eles pudessem trabalhar em nosso sistema global. Havia cerca de 100 engenheiros envolvidos no projeto. Desses 40, são da América Latina, a maioria do Brasil.
Quais países participaram desse projeto?
Brasil, Índia e Argentina, mais diretamente, além de engenheiros de todas as partes do mundo onde temos operações. Como foram os engenheiros brasileiros que criaram esse segmento de veículo, nada mais justo do que dar a eles a chance de trabalhar na segunda geração do EcoSport usando uma plataforma global. Esse projeto tinha de ser feito aqui.
O nível dos brasileiros envolvidos no projeto é satisfatório?
Esse é o primeiro produto global da Ford feito no Brasil, mas não é o primeiro Ford aqui. Tanto os engenheiros quanto os profissionais das outras áreas estavam mais do que gabaritados para dar vida a esse projeto. Prova disso é que o primeiro EcoSport, lançado em 2003, no Brasil, foi um sucesso tão grande que motivou sua entrada nos nossos projetos globais. Os brasileiros que trabalharam diariamente no projeto são entusiastas e têm conhecimento técnico muito grande. Eles estão interessados no consumidor, no produto, na competitividade do mercado, em tudo. É muito gratificante quando isso acontece, pois fica mais fácil dar andamento e concluir as etapas no prazo.
Por que o novo carro foi revelado simultaneamente na Índia?
O EcoSport agora é um produto global, que deverá ter boas vendas em todo o mundo. No entanto, os únicos lugares em que as vendas de veículo estão crescendo são os países emergentes, como o Brasil e a Índia. A Índia é um mercado muito importante para nós. Mostramos o Figo (compacto parecido com o Fiesta feito em Camaçari) lá e o país tem várias semelhanças com o Brasil, como o bom desempenho do segmento B, de carros pequenos.
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