Depreciação de carros usados foi de 6,6% em 2011
- 4 de janeiro de 2012 |
- 11h01 |
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Categoria: Usados
TIÃO OLIVEIRA
A afirmação de que carro deixou de ser investimento não é novidade, mas em 2011 alguns “populares” subverteram essa máxima e ficaram mais caros. A constatação é um dos resultados de estudo feito pelo InformEstado, o departamento do Grupo Estado responsável pela pesquisa de preços de veículos usados publicada às quartas feiras no Jornal do Carro.
Na média, contudo, os modelos de segunda mão tiveram depreciação de 6,6% – só não perderam para a Bovespa, que no ano passado teve queda de 18,1%.
“Carro não é investimento, é despesa”, afirma o economista Ayrton Fontes, da MSantos, empresa especializada em varejo automotivo. De acordo com ele, muitos brasileiros ainda estão presos à cultura da época da inflação, quando havia falta de carros e, em muitos casos, cobrança de ágio.
“É preciso entender que o automóvel é como uma geladeira ou uma TV. Saiu da loja, perdeu parte do valor. E quanto mais usado, maior a depreciação ”, diz Fontes.
Ele afirma que, de modo geral, essa regra só não se aplica aos chamados “populares”. “Modelos 1.0 de entrada, como Ka, Celta e Gol, por exemplo, com até cinco anos de uso têm preços entre R$ 15 mil e R$ 17 mil. É uma depreciação bem abaixo da média.”
Os importados, sobretudo os luxuosos, foram os que mais se depreciaram em 2011. A exceção é o BMW X1 (à esquerda), cujo preço da versão 2010 subiu mais de 14% nos últimos doze meses (confira no quadro ao lado).
Entre os motivos para o resultado ruim desses carros, Fontes aponta a baixa demanda, o alto custo de manutenção e a concorrência cada vez mais acirrada.
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