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Jornal do Carro

Belisa Frangione

A temperatura está caindo e, segundo previsão de institutos meteorológicos, a mínima pode chegar a 11 graus no fim de semana. Uma solução interessante para enfrentar o frio no veículo são os bancos com aquecimento. Pouco conhecido dos brasileiros, o dispositivo é comum no exterior e até bem pouco tempo estava disponível apenas em carros topo de linha, mas começa a ser oferecido em versões mais em conta.

“É um item presente em modelos europeus desde a década de 70”, diz o conselheiro da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil) Francisco Satkunas. “O sistema tem termostato que regula a temperatura e filamentos ligados a um módulo eletrônico. Pode ser acionado por botão na lateral do assento ou no painel.”

Em geral o sistema está apenas nos bancos dianteiros. “A temperatura atinge, no máximo, 25 graus”, diz a gerente da autorizada Caltabiano Land Rover Pinheiros (3095-8588), na zona oeste, Antonia Souza.

Normalmente o revestimento é de couro e tem pequenos orifícios para a circulação do ar. Manter esses bancos não requer cuidados especiais. “Para limpar, basta um pano úmido e um creme apropriado para conservar a hidratação do couro, como nos assentos comuns”, diz Satkunas.

É possível instalar o dispositivo em qualquer veículo. Na Tapeçaria Galvão (2028-4151), na zona leste, há opções feitas tanto de tecido quanto de couro. Os preços vão de R$ 1.200 a R$ 2.800, conforme o tipo.

Segundo Antônia, os bancos com aquecimento não costumam dar dores de cabeça. “É importante lembrar que, como são ligados ao módulo eletrônico, um defeito elétrico pode afetar seu funcionamento.”

O termostato não pode ser reparado. Em caso de falha é preciso trocá-lo. Na Caltabiano Land Rover, a peça para qualquer veículo da marca inglesa sai a US$ 200 (cerca de R$ 400).

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Belisa Frangione

A função do freio de estacionamento, popularmente chamado de “freio de mão” é, como o nome sugere, impedir a movimentação do carro quando estacionado. Nos modelos com câmbio manual, o sistema também pode ajudar o motorista a arrancar em aclives acentuados.

Na maioria dos veículos, o dispositivo é acionado por alavanca, mas há versões com pedal, principalmente picapes e utilitários-esportivos, e elétricas, ativadas por meio de botão. Independentemente do tipo, o freio de estacionamento pode apresentar falhas causadas por maus hábitos ou pelo desgaste natural das peças.

“Alguns motoristas puxam a haste até o fim do curso e com o carro em movimento. Além de provocar o desgaste prematuro de lonas e pastilhas, isso pode afrouxar o cabo de aço, que terá de ser trocado”, explica o diretor do Sindirepa, o sindicato das reparadoras do Estado, Sílvio Cândido.

Para conservar o sistema, especialistas recomendam atenção na hora de “puxar” a alavanca. O ideal é ouvir, no máximo, seis ‘cliques’”, diz o gerente de pós-venda da Caltabiano, autorizada Toyota no Pacaembu, zona oeste, Koh Yuean.

É preciso atenção até ao desativar o sistema. “A haste deve estar totalmente baixada”, diz o especialista na área de segurança veicular da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva (AEA), Harley Bueno.

Dois riscos comuns são o afrouxamento e o estrangulamento (ou sobrecarga) do dispositivo. No primeiro ocorre a diminuição da capacidade de frenagem e no outro, fica difícil “puxar e soltar” a haste por causa da pressão excessiva no cabo de aço. “Isso pode ocorrer caso haja falha no ajuste fino durante uma revisão, por exemplo”, afirma Cândido.

Para manter o conjunto funcionando perfeitamente é importante obedecer os prazos de revisão previstos no manual do veículo – a checagem também pode ser feita, em média, a cada 10 mil km.

Na Caltabiano do Pacaembu (3660-3040), trocar o jogo de lonas do freio traseiro de uma picape Toyota Hilux cabine-dupla custa R$ 687,50.

Na rede Oficina Brasil  www.redeoficinabrasil.com.br), a troca do cabo de aço de modelos “populares”, como um VW Gol ou um Fiat Palio, por exemplo, parte de R$ 200.

Na Chevy Auto Center, (3875-7099), que fica na zona oeste, trocar o cabo de aço de um BMW , por exemplo, custa cerca de R$ 1 mil. Na mesma oficina, as lonas traseiras de um Celta 1.0 saem a R$ 150.

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Thiago Lasco

Encaixar o carro em uma vaga apertada é um desafio até para motoristas experientes. Os outros veículos aparecem no retrovisor, mas pode haver obstáculos difíceis de ver, como canteiros e carrinhos de supermercado. Para ajudar nessa tarefa, os sensores de estacionamento, antes restritos a carros de luxo, estão cada vez mais populares.

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O funcionamento do sistema é simples: sensores no para-choque traseiro (em alguns modelos, também no dianteiro) detectam a aproximação de um objeto e enviam um aviso à central instalada na cabine, que emite “bips” de alerta.

Muitas concessionárias vendem o dispositivo como acessório. Na Volkswagen Caraigá Morumbi (3525-8000), na zona sul, o sensor custa R$ 390 para Gol e Fox e R$ 590 para Jetta e Tiguan.

A Fiat Auguri (3318-8888), na zona oeste, cobra R$ 500 pelo acessório, compatível com Palio, Punto e Grand Siena. Já na Dutra (2799-5900), na zona norte, o preço para qualquer modelo Chevrolet é de R$ 800.

Em lojas independentes, os preços costumam ser menores. A Classic Som (5542-9177), na zona sul, tem o item a partir de R$ 200. No centro, a Auto 330 (3331-3321) oferece o item a R$ 320 (simples) e R$ 600 com sensores também no para-choque dianteiro. A MD27 (5051-0022), na zona sul, tem opções a partir de R$ 460.

As montadoras alertam que a instalação fora de autorizadas pode comprometer a garantia do carro. “Se houver um problema e for constatado que a causa da pane foi a instalação do sensor, há perda da garantia da parte elétrica”, diz Maria Adelaide Siqueira, da Auguri. “Se for instalar fora, é melhor esperar o fim da garantia.”

O instalador Alexandre Vieira, da VW Caraigá, tem uma justificativa. “Nos veículos de tecnologia mais moderna, qualquer fio ligado errado pode queimar o módulo central.”

Já o conselheiro da Sociedade dos Engenheiros da Mobilidade (SAE Brasil), Francisco Satkunas, explica que apenas os dispositivos que já vêm de fábrica no veículo são ligados ao módulo. “Os instalados como acessórios são conectados a uma pequena central independente, junto à lâmpada de ré, cujo calor aciona os sensores.”

Algumas autorizadas, como a própria Caraigá, vendem acessórios não originais. Nesse caso, os reparos só podem ser feitos na loja em que foram instalados.

MANUTENÇÃO
Satkunas diz que os sensores de estacionamento não costumam dar defeito. “São sistemas robustos, que usam tecnologia simples e baixa amperagem”. Por serem ligados à luz de ré, porém, podem deixar de funcionar corretamente se a lâmpada queimar.

Os equipamentos que vêm de fábrica têm manutenção mais complicada, devido à tecnologia sofisticada. “Em caso de colisão do carro, não basta trocar o sensor atingido. É preciso recalibrar todo o sistema, e poucas oficinas têm o equipamento necessário para isso”, afirma Satkunas.

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Belisa Frangione

Na hora de trocar os pneus, escolher produtos de boa qualidade e seguir as determinações da fabricante do carro são fundamentais. Com isso é possível diminuir o risco de acidentes, uma vez que componentes desgastados têm a aderência reduzida, o que compromete a dirigibilidade tanto em dias chuvosos quanto em pista seca.

O próprio motorista consegue verificar se está na hora de substituir as peças. Dá para checar o desgaste a partir de um ressalto na área inferior dos sulcos, que não pode atingir o mesmo nível da superfície da banda de rodagem. Segundo normas internacionais, a profundidade dever ser de, no mínimo 1,6 milímetro.

Fazer o rodízio, em média a cada 10 mil km, é outra providência simples que aumenta a durabilidade dos pneus. Como os da frente são mais exigidos (nos veículos de tração dianteira), essa prática torna o desgaste mais homogêneo.

Atenção também ao alinhamento e à calibragem, que deve ser feita, em média, uma vez por mês. Segundo especialistas, em um veículo que roda com 20% da pressão inferior à indicada no manual, o desgaste dos pneus será 30% maior.

“Tem pneu de todo tipo”, afirma o engenheiro de produto para pneus de passeio e caminhonete da Michelin, Flávio Santana. “Entre as opções há desde os para quem utiliza o veículo só no asfalto aos usados no off-road, por exemplo. Existem até produtos destinados a motoristas mais arrojados.”

Mas é preciso ficar atento às especificações técnicas. “Essas informações estão impressos nas laterais”, afirma o analista técnico do Cesvi-Brasil Alessandro Rúbio. “Usar pneu errado compromete o desempenho e, principalmente, a segurança.”

Especificações
Em um pneu 175/70 R13, por exemplo, o primeiro número refere-se à largura da banda de rodagem (em milímetros). O segundo é a relação porcentual entre a largura e a altura. O “R” significa construção radial, e o 13, o diâmetro interno em polegadas. Depois dessas marcas, o número indica a capacidade de carga e a letra, a velocidade máxima que a peça suporta.

Na rede de lojas Caçula de Pneus (3040-6464), o Pirelli 225/55 R18 para um Mitsubishi Outlander custa R$ 834,10. No Extra (4003-0363), o par do General Tire 195/55 R15 do VW Voyage sai por R$ 487,13.

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BELISA FRANGIONE

Existem seguros para todos os tipos de perfis de cliente e, por isso, o interessado pode encontrar alguma dificuldade na hora da escolha. Especialistas recomendam: seja ele qual for, faça a contratação antes mesmo de sair com o novo carro da loja.

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Para o sócio da Escolher Seguro (4062-0762), Marco Kemp, o primeiro passo é checar quais serão as necessidades do segurado e, então, procurar um corretor. “O interessado tem de saber se uma apólice básica, que cubra furtos e colisões, lhe atenderá bem ou se ele precisará de serviços residenciais, por exemplo, como chaveiro, eletricista e encanador.”

Essas necessidades são definidas por meio de um questionário aplicado pelo corretor. São feitas, em média, 25 perguntas que vão desde dados pessoais até sobre como é a utilização diária do veículo.

“A partir daí conseguimos traçar qual será o produto mais adequado e no preço que o segurado busca. O fato de o carro não ficar em garagem, pode aumentar muito o valor do prêmio”, explica o proprietário da Giromag (2092-3110), corretora de seguros na zona leste, Waldir Giro.

Outro aspecto primordial para a definição do preço da apólice é o local onde a pessoa mora, trabalha e estuda. “A probabilidade de um veículo ser roubado nos Jardins, na zona sul, é de 1%. Já na região do Aricanduva, na zona leste, esse índice sobe para 4%”, conta o diretor de auto da SulAmérica (3003-7135), Eduardo Dal Ri.

Os valores definidos para cada perfil, que dependem de variáveis como sexo, idade e estado civil, são resultado de estudos estatísticos feitos pelas companhias. “Todas as seguradoras reúnem as informações dos sinistros de suas carteiras e se baseiam também em acontecimentos do cotidiano. São esses dados que permitem saber, por exemplo, que uma mulher casada, com mais de 30 anos, se envolve menos em acidentes do que um rapaz solteiro de 18”, diz o superintendente técnico de automóveis da Marítima (3335-2990), Adilson Silva.

Segundo informações da Escolher Seguro, o prêmio médio da apólice anual para um Audi A3 zero-km é de R$ 3.200, enquanto para um Chevrolet Celta 1.0 são R$ 1.100.

Da Porto Seguro, o preço anual para qualquer modelo parte de R$ 1.650 e pode variar de acordo com as coberturas contratadas. “Atualmente as pessoas não abrem mão de confortos como guincho sem limite de quilometragem, carro reserva e serviços de manutenção residencial. Isso aumenta o valor do prêmio, mas são facilidades muitas vezes primordiais para o segurado”, afirma o diretor de Automóveis da Porto Seguro (0800-727-2766), Marcelo Sebastião.

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