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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
Jornal do Carro
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Hyundai revela sucessor de Santa Fe e Vera Cruz

Categoria: apresentação, Carparazzi, Hyundai, Internacional, MERCADO, Salão do Automóvel, Salões, Segredo

A Hyundai revelou as primeiras imagens da próxima geração do Santa Fe. Uma versão conceitual do utilitário-esportivo será mostrada durante o Salão de Nova York, em abril e o modelo definitivo deve ser apresentado no Salão de Paris, em outubro.

ILUSTRAÇÃO: HYUNDAI/DIVULGAÇÃO

O jipão será rebatizado de ix-45 e trará desenho mais conservador, alinhado à atual identidade visual da marca sul-coreana. No mês passado uma uniade foi flagrada rodando em testes com disfarces no norte da Escandinávia pela agência Carparazzi.

FOTO: CARPARAZZI

De acordo com fontes ligadas à Hyundai, o ix-45 irá substituir também o Veracruz, que está igualmente defasado.

Sob o capô, o utilitário deverá ter apenas motores de quatro cilindros nas versões de entrada e uma opção turbinada para substituir o V6 atual. Já o câmbio será o mesmo automático de seis marchas usado pela Hyundai no Sonata e no ix35, entre outros.

ILUSTRAÇÃO: HYUNDAI/DIVULGAÇÃO

O novo modelo também virá com o sistema Blue Link, que permite ao motorista ligar e desligar o motor, acender os faróis, travar e destravar as portas e ajustar o rádio por meio de uma tela sensível ao toque ou pela internet, via telefone celular ou computador.

FOTO: CARPARAZZI

 

Esportivos no Salão de Genebra

Categoria: Internacional, Salões

Uma das principais mostras de veículos do mundo, o Salão de Genebra, na Suíça abriu na quinta-feira e vai até o dia 18 com muitas estreias mundiais. Várias delas estarão em breve nas ruas brasileiras. Mas são sempre os esportivos – de marcas tradicionais e outras pouco conhecidas por aqui – o destaque.

Foto: Martial Trezzini/AP

Em nenhum outro salão há tantos esportivos de pequenas fabricantes. Um bom exemplo é o Roding Roadster (alto). Versão final do protótipo mostrado em 2010, tem motor 3.0 central-traseiro, da BMW, que gera 320 cv. Com 900 kg, o carro acelera de 0 a 100 km/h em 4 segundos.

Fotos: Diego Ortiz/AE

Com o Agera R a Koenigsegg busca ser a produtora do mais rápido carro de produção – o modelo passa de 440 km/h. Para isso traz um V8 biturbo que gera 1.140 cv. São 25 cv a mais que o da versão 2010.

Dos esportivos “tradicionais”, brilharam o Lamborghini Aventador J – pedido único de um comprador especial, sem ar-condicionado nem teto –, o Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse (com 1.215 cv), o Maserati Gran Turismo Sport, agora com 466 cv em seu V8 4.7, e o Lotus Evora GTE Carbon Fiber F1, que marca a chegada do finlandês Kimi Räikkonen à equipe de Fórmula 1. Além da Ferrari F12 Berlinetta, a principal atração da feira.

Entre os carros-conceito, a maioria é de um segmento que virou febre na indústria: crossovers. Entre os destaques está o Cross Coupé, da Volkswagen, que antecipa como será o próximo Tiguan. A Land Rover mostra a versão conversível do Evoque, que pode ser produzida em 2015. A Nissan exibe o Hi-Cross e a SsangYong, o XIV-2, que até agrada pelo visual.

Touring Superleggera Disco Volante. Foto: Martial Trezzini/AP

Carros pequenos para compradores cautelosos

Categoria: Comportamento, INDÚSTRIA, Internacional, Salões

Colleen Barry e Frank Jordans/Associated Press

GENEBRA – Os carros pequenos apresentados em primeira mão na Feira do Automóvel de Genebra esta semana não são os veículos econômicos de formato de caixote do ano passado. As montadoras europeias reduziram as dimensões dos utilitários-esportivos e colocaram todo o luxo imaginável em subcompactos que serão vendidos a preço elevado, na tentativa de fascinar os consumidores e devolver-lhes a confiança depois de anos de crise.

Peugeot 208: menor que o 207. Foto: Sandro Campardo/AP

O desemprego e as medidas de austeridade tornaram os consumidores europeus um tanto assustadiços, as fábricas estão ociosas e há pouca coisa que as montadoras possam fazer sem deixar os políticos mais nervosos. A resposta que encontraram veio com força com carros pequeno de grande valor, com menor ênfase em formas alternativas de motores, como os automóveis elétricos e híbridos que dominaram as recentes edições do evento suíço.

“Três anos atrás, todo mundo foi apanhado desprevenido e temem que isto volte a acontecer, caso o euro entre em colapso ou a China pare de comprar”, disse Frank Rinderknecht, CEO da Rinspeed, uma empresa suíça de design, especializada em desenvolver novos conceitos para a indústria automotiva.

Até as construtoras de carros mais caros puseram sua ênfase em automóveis menores. A Mercedes procura compradores jovens – ou seja, abaixo dos 50 – para o novo Classe-A. A Audi apresentou a terceira geração da série A3, que há 15 anos foi o primeiro compacto no mercado premium. E a Volvo lançou seu V40, um carro de cinco portas que une um design compacto à linha de sedãs, peruas e utilitários-esportivos.

Entre as fabricantes para o mercado de massa, a Ford lançou o B-Max, um subcompacto para a família, enquanto a Fiat apresentou o seu 500L, uma versão maior de seu pequeno carro de cidade, o 500, que está sendo fabricado na Sérvia. A Toyota pôs uma cara mais ameaçadora na versão híbrida do Yaris, seu carro mais vendido, para dotá-lo de um aspecto mais imponente. Ao mesmo tempo, a Peugeot virou de ponta cabeça a convenção automotiva fabricando o novo 208 menor do que o antecessor.

Estes lançamentos constituem algo totalmente diferente dos carros pequenos do passado, que eram veículos espartanos, feitos para economizar. Embora continuem econômicos em termos de consumo de combustível e com emissões controladas, estes modelos são fabricados com os mais recentes recursos em matéria de segurança, e bastante luxo buscando dotar de um visual aprimorado os segmentos compactos e subcompactos que representam cerca de 80% do mercado europeu.

“Lembra quando os carros menores eram baratos e de aspecto simpático? Agora os consumidores querem a melhor qualidade, a maior eficiência em termos de combustível, segurança e design”, disse o CEO da Ford, Alan Mulally.

O problema das montadoras do mercado de massa europeu é que a demanda dos consumidores encolheu em razão da pressão da crise da dívida soberana: este ano, as vendas deverão cair cerca de 5% para 12,9 milhões de unidades, segundo o Centro de Pesquisa Automotiva.

As montadoras do mercado de massa da Europa anunciam perdas consideráveis: Fiat, Peugeot-Citroen PSA, Adam Opel da General Motors e Renault. Enquanto isso, as empresas associadas e controladoras registram lucros apesar dos prejuízos europeus, graças às vendas nos mercados emergentes ou nos Estados Unidos.

Sergio Marchionne, CEO da Fiat e Chrysler, adverte que, a não ser que as montadoras possam fechar as fábricas improdutivas, uma ou mais montadoras falirão a médio ou longo prazo, Mas segundo ele, o problema não pode ser solucionado no plano nacional, e aconselhou as autoridades europeias a elaborar um “plano conjunto” para a indústria automobilística que permita fechar as fábricas ociosas. Se isto não acontecer, “alguns de nós talvez acabem desaparecendo”, afirmou. “Precisamos tomar muito cuidado. Estamos brincando com o fogo”.

Marchionne disse que a Fiat pode sobreviver graças à sua parceria com a Chrysler. Seu objetivo é produzir carros para recuperar o mercado americano nas fábricas italianas, que, segundo os analistas, estão funcionando com 60% de sua capacidade.

Lamborghini Aventador J: tudo pela leveza

Categoria: Internacional, Lamborghini, Salões

A Lamborghini mostra no Salão de Genebra o Aventador J, versão conversível do superesportivo lançado ano passado e definido como o carro sem capota “mais radical” de sua história. O nome faz dupla referência: a primeira, ao regulamento de carros de corrida da FIA (Federação Internacional do Automóvel); o apêndice J define as especificações desses carros. Também se refere ao Jota, de 1970, versão modificada do Miura da qual foi feito apenas um carro.

Uli Deck/EFE

Com apenas dois lugares, o Aventador J não tem sistema de ar-condicionado nem teto (ainda que retrátil) – tudo para reduzir o peso. O motor é o mesmo V12 de 6,5 litros, com 691 cv, ao qual está acoplada a caixa de câmbio automatizada de sete marchas.

Foto: Martial Trezzini/EFE

Ford B-Max deverá ser feito no Brasil

Categoria: Ford, Salões

(Foto: Ford/Divulgação)

 

 

DIEGO ORTIZ

Genebra – Uma das atrações da Ford no Salão de Genebra (Suíça), que abre as portas ao público nesta quinta-feira, o monovolume Ford B-Max deverá ser feito em Camaçari, na Bahia. O modelo mundial compartilha plataforma com o próximo Ford EcoSport, a ser lançado em maio, e com o Fiesta mexicano.

O Fiesta atualmente importado do México também passará a ser feito em Camaçari. Isso ocorrerá no início de 2013. A versão brasileira passará por reestilização e ficará com dianteira diferente da mexicana.

O B-Max, por sua vez, concorrerá com Fiat Idea, Nissan Livina e o futuro monovolume da Chevrolet.