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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
Jornal do Carro
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Mercedes propõe à Renault compacto premium

Categoria: MERCADO, Mercedes-Benz, Renault

Ghosn e Zetsche firmaram parceria em 2010 (Foto: Thierry Roge/Reuters)

De acordo com o jornal alemão Boersen-Zeitung, o CEO do grupo Daimler, Dieter Zetsche, fez uma proposta de desenvolvimento de um compacto premium para a Renault. O novo produto será fruto da aliança entre as duas fabricantes. Em abril de 2010, a Mercedes-Benz e Daimler firmaram um acordo com a marca francesa para a criação de novos produtos e motores.

“Tudo é possível”, disse Jerome Stoll, vice-presidente executivo de vendas e marketing da Renault. “Sr. Zetsche disse que o segmento premium não é tabu. Um (de nós) tem que explorar isso”, afimou.  Stoll lembrou que a Renault já está em processo de desenvolvimento de modelos premium próprios, como a nova minivan Espace, esperada para 2014.

Uma aliança com a Renault faz sentido para Mercedes-Benz, que pode usar a experiência da empresa francesa na construção de carros pequenos para criar produtos competitivos no segmentos de compactos premium. Já a Renault pode usar o know-how da alemã para criar produtos premium para a marca e as irmãs Nissan e Infiniti.

*Com informações da Reuters

Vendas de carros 1.0 vão devagar

Categoria: Fiat, MERCADO

Fiat Uno Economy 1.4

MILENE RIOS

As vendas de carros novos com motor 1.0 estão em queda vertiginosa. No acumulado de janeiro a setembro o recuo foi de 7,4% ante o mesmo período de 2010 – os 1-litro representam 45,7% dos emplacamentos, a menor participação da história, segundo dados da Anfavea. Entre os usados, a procura por “populares” também está desacelerando.

“O 1.0 agora é só para trabalho”, afirma o proprietário da Primos Car, loja no Imirim, zona norte, Álvaro Peres Mari. Segundo Danilo Scheneider, gerente da São Caetano Automóveis, a preferência mudou para “modelos 1.4 e 1.6 e mais equipados.”

Rogério Acciari, vendedor da Car 2000, em Pirituba, zona norte, confirma a mudança. “Sempre tivemos mais 1.0 no estoque. Agora está meio a meio.”

 Para o consultor da ADK Paulo Roberto Garbossa, além da chegada de novas opções, a proximidade de preços das versões mais potentes com os dos 1-Litro contribui para esse cenário.

A Fiat, por exemplo, acaba de lançar uma opção mais em conta para o Uno 1.4, a Economy. Tabela a partir de R$ 28.120, a novidade custa só R$ 1.470 a mais que a 1.0 de entrada.

Se o cliente quiser um Uno 1.0 com os mesmos equipamentos do novo 1.4, terá de desembolsar mais R$ 1.338. Ou seja, nesse caso, a diferença para o com propulsor 13 cv mais potente é de apenas R$ 132.

“O consumidor está percebendo as vantagens do 1.4 ”, diz Garbossa. “Até 2020, a participação dos 1.0 deverá cair para 25%.”

Histórico
Em 2011, pela primeira vez a participação dos modelos com motor acima de 1.0 até 2.0 deverá ser maior que a dos 1.0. No ano passado, a proporção foi de 48% e 50,8%, respectivamente.

Nos nove primeiros meses deste ano os veículos com propulsor de mais de 1 litro até 2 litros representaram 52,7% do total das vendas, ante 45,7% dos menos potentes. O crescimento dessa fatia foi de 15,8% – nos acima de 2.0 a alta passa de 40%.

Alta do IPI ainda não teve grande impacto

Categoria: MERCADO

Em média, preço do Picanto subiu 12,5%. Versão de entrada foi a R$ 39.900 (Fotos: Sérgio Castro/AE)

 

 

RAFAELA BORGES

Passado pouco mais de um mês da publicação da medida que elevou o IPI em 30 pontos porcentuais para veículos importados, pouca coisa mudou no mercado. Entre as importadoras de maior volume, só a Kia reajustou sua tabela de preços. Também estão mais caros os modelos das marcas de luxo Audi e Porsche, além de outros trazidos por montadoras instaladas aqui, como o Volkswagen Tiguan.

Algumas conseguiram manter os preços porque têm nos estoques carros trazidos antes do anúncio da medida. Até agora os reajustes ficaram abaixo do teto de 28% estimado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Os carros da sul-coreana Kia ficaram, em média, 8,41% mais caros na semana passada. O maior aumento foi para o Picanto, cuja linha subiu 12,5%. A versão de entrada passou de R$ 34.900 para R$ 39.900, alta de 14,3%.

A Audi manteve os preços dos modelos 2011, mas elevou em 10% a tabela dos 2012, que chegaram às lojas há duas semanas. Carro mais acessível da marca, o A1 2012 é tabelado a R$ 98.890. O hatch 2011 parte de R$ 89.900.

 

Até o dia 31 de outubro, A1 sai por R$ 98.890 na linha 2012. Unidades 2011 mantêm os R$ 89.900

 

 

 

Kia e Audi anunciaram que as novas tabelas valem até o dia 31 de outubro. Depois disso deverá haver nova alta. A Porsche elevou os preços de seus carros em 19%.

Estão isentos do IPI mais alto os carros feitos no Mercosul e México. Para isso, devem ser trazidos por marcas que produzem aqui e atendam ao índice de nacionalização médio de 65%.

Após reclamação do Uruguai, o Brasil abriu a primeira exceção. Os veículos montados no país vizinho pela Kia e pela chinesa Lifan, que não fabricam aqui, podem entrar sem recolher a alíquota maior.
Outra chinesa, a Chery, obteve liminar na Justiça do Espírito Santo para reajustar a tabela só 90 dias após a publicação da medida. O governo recorreu.

A maioria das marcas com fábrica no Brasil que importam de EUA, Canadá, Europa e Ásia ainda não reajustaram seus preços. A Peugeot, por exemplo, tirou o 3008 da tabela e deixou de vendê-lo temporariamente. Isso porque ainda não definiu o novo preço do crossover francês.

Great Wall estreia no País em 2012

Categoria: Chinesas, Lançamento, MERCADO

TIÃO OLIVEIRA

A chinesa Great Wall confirmou a construção de uma fábrica no País, ainda sem data para sair do papel. A partir de meados do ano que vem a marca passa a vender aqui utilitários-esportivos, picapes, sedãs e hatches em parceria com o Grupo Caoa, representante local da sul-coreana Hyundai e da japonesa Subaru.

No Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) estão registradas as patentes de dois carros da Great Wall. Segundo fontes ligadas à empresa, há pelo menos quatro modelos em fase de homologação: o jipe Haval, a picape Wingle, o sedã Voleex C30 e o hatch C20R.

O Haval chegará inicialmente na versão H3. Com 4,62 metros de comprimento, ele é 5 cm maior que um Chevrolet Captiva. O motor é um Mitsubishi 2.0 a gasolina de 122 cv e o câmbio, manual de cinco velocidades.

Da Wingle, a versão mais cotada para vir ao País é a 3 (há também a Wingle 5). A picape cabine-dupla de 5 metros tem três opções de motor: 2.4 a gasolina de 136 cv e duas turbodiesel de 109 e 122 cv (common rail).

O Voleex C3 é 3 cm menor que um sedã Ford Focus. O motor, 1.5 com comando variável, gera 105 cv. Há opções de câmbio manual de cinco velocidades e CVT.

O C20R tem visual aventureiro no estilo do VW CrossFox. O motor é o mesmo da linha Voleex e o câmbio, manual de cinco marchas. Há apliques de plástico na carroceria e suspensão elevada.

Vendas de carros crescem 3,4%

Categoria: MERCADO

As vendas de carros novos cresceram 3,4% na primeira quinzena em relação ao mesmo período de setembro. Nos quinze primeiros dias de outubro as montadoras comercializaram 119,4 mil automóveis e comerciais leves no mercado nacional. Esses números referem-se ao período de nove dias úteis nos dois meses.

Embora o resultado seja parcial, indica estabilidade nas vendas neste mês, o que pode reverter a tendência de queda registrada em setembro. No mês passado os emplacamentos recuaram 4,7% ante agosto.

Se a curva for mantida, o setor deverá fechar o mês com vendas totais (incluindo ônibus e caminhões) de 310 mil veículos. Esse resultado é próximo ao de setembro, quando foram comercializadas 311,6 mil unidades.

Motos
Na primeira quinzena os emplacamentos de motocicletas somaram 68.759 unidades. Esse número representa um recuo de 8% ante o mesmo período de setembro, segundo a Abraciclo, entidade que representa a maior parte das montadoras do País.

A previsão da entidade é de que sejam emplacadas cerca de 153 mil motos em outubro, crescimento de 2% em relação aos resultados de outubro de 2010.