Estadão.com.br
Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Jornal do Carro
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

Venda de carros: melhor janeiro da história

Categoria: MERCADO

Em janeiro, as vendas de autos e comerciais leves novos caíram 23,24% em relação aos números de dezembro. Embora o resultado tenha sido negativo, algo comum no primeiro mês do ano, foi bem melhor que o registrado em janeiro de 2010, em que a queda ante dezembro passou de 36%. Com isso o mês passado foi o melhor janeiro da história – os dados são da Fenabrave, que reúne as associações de concessionárias.

Considerando-se apenas esses dois segmentos, foram emplacadas 252.697 unidades em janeiro, ante pouco mais de 329 mil vendas no período anterior. Já em relação ao mesmo mês de 2011, a alta foi de 9,8%.

Entre as surpresas de janeiro, a GM liderou as vendas de autos e comercias leves, com 20,91% de participação, e a Nissan ficou na sexta posição, com 3,32% do bolo. A Fiat conquistou a vice-liderança, com 20,54%, e ficou à frente de Volkswagen, com 20,21%, Ford, com 8,79%, e Renault (6,58%).

Na lista de automóveis mais vendidos não houve mudanças importantes. O VW Gol manteve a dianteira conquistada há 25 anos, com mais de 1.300 unidades à frente do Fiat Palio.

Dos comercias, o destaque foi a Montana. Com 3.252 emplacamentos, a Chevrolet conquistou o terceiro lugar. Aliás, as duas primeiras posições também ficaram com picapinhas. A Fiat Strada foi a líder, seguida pela Volkswagen Saveiro.

18 montadoras estão livres do IPI mais alto

Categoria: Consumo, Impostos, INDÚSTRIA, Legislação, MERCADO

EDUARDO CUCOLO

Brasília - O governo federal divulgou hoje (31) a lista definitiva das 18 montadoras que estão livres do pagamento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) mais alto na produção de veículos até dezembro deste ano, por cumprirem regras de produção nacional e investimento. A lista anterior era provisória e garantia o benefício fiscal até amanhã, 1º de fevereiro. As montadoras isentas da alta são Agrale, Caoa (Hyundai), Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mercedes-Benz, MMC (Mitsubishi), Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo e International.

Segundo portaria publicada no Diário Oficial da União, essas empresas cumprem os requisitos mínimos de produção nacional e investimento em inovação, exigidos pelo governo para conceder o benefício de redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os veículos fabricados em suas plantas locais ou importados de países do Mercosul e México.

As empresas não enquadradas, o que inclui fabricantes chinesas e de carros de luxo, pagam imposto de 30 pontos porcentuais maior desde dezembro do ano passado.

De acordo com a portaria publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as empresas habilitadas ainda estão sujeitas à verificação do cumprimento dos requisitos exigidos, bem como ao cancelamento da habilitação definitiva.

Para pagar imposto menor, essas companhias empresas devem ter conteúdo nacional acima de 65%, realizar ao menos seis de 11 etapas da fabricação de veículos no País e investir 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento. Para elas, as alíquotas de IPI para veículos variam de 7% a 25%, dependendo do modelo e potência do motor. As que não cumprem as exigências pagam imposto entre 37% e 55%, dependendo da cilindrada do motor do veículo.

 

Picapes automáticas usadas vendem bem

Categoria: MERCADO

(Hilux (acima) e L200 são as usadas com câmbio automático mais procuradas (Foto: Sérgio Castro/AE)

 

 

 

Diego Ortiz

A desvalorização, um dos maiores pavores de quem compra um carro, não passa de um leve arrepio para os donos de picapes médias com câmbio automático. Com depreciação inferior a 20% nos primeiros dois anos, esses modelos são muito procurados entre os seminovos e não passam mais de dez dias à espera de um comprador.

Agora, com a chegada da versão automática da Volkswagen Amarok, em março, a disputa promete aumentar. E a visibilidade do segmento também.

Por serem versões de topo, esses modelos vêm com vários equipamentos de série, inclusive os de segurança, como ABS e air bags, e possuem uma versatilidade grande. “As picapes são espaçosas, levam muita bagagem, motos, e podem enfrentar qualquer estrada. Por isso são carros quase perfeitos para viajarâ€, analisa José Stefan Crisci, gerente da Reavel Multimarcas (2603-3000), na Mooca.

Com aptidão para agradar perfis distintos, em geral homens de 35 a 60 anos, elas pouco são usadas para fazer off-road, mesmo que leve, mas quase todos os compradores fazem questão do 4×4. “Esses veículos são o que vendemos mais rápido, por causa do status que oferecem. Na cidade ninguém precisa de um carro assim – 70% dos que chegam nunca tiveram a tração acionada. Mas elas são imponentes e chamam atenção na ruaâ€, diz Carlos Pereira, da Mitnorth (2128-5000), autorizada Mitsubishi em Santana, na zona norte.

 

Amarok ganhará transmissão automática em março (Foto: Volkswagen/Divulgação)

 

Lá, há uma L200 Triton 3.5 4X4 2011 por R$ 81.900. Uma equivalente zero-km tem preço sugerido de R$ 104.690.

O motor a diesel também atrai clientes de usadas. No caso das novas, as versões com esse tipo de propulsor (potente e econômico) são cerca de 20% mais caras que as equivalentes a gasolina. Nas seminovas, essa diferença praticamente desaparece.

“Temos dificuldade para comprar modelos automáticos usados. Quem tem, geralmente não vendeâ€, conta Alexandre Oliver, vendedor da Tókio Nissan (2344-1600), concessionária em Santo Amaro, na zona sul.

VW produz Voyage número 1 milhão no Brasil

Categoria: MERCADO, Volkswagen

Na segunda-feira, 23, o Voyage atingiu a marca de 1 milhão de unidades produzidas no Brasil. Projetado e desenvolvido no País, o modelo, que teve sua primeira geração lançada há 30 anos, conta com mais de 305 mil unidades exportadas para 58 países em sua história. Figurando no ranking dos oito carros mais vendidos do mercado brasileiro, o Voyage registrou 87.225 unidades comercializadas em 2011 (5,46% a mais com relação a 2010).

Atualmente, o Voyage está disponível em cinco versões: Voyage 1.0, Voyage 1.6, Voyage 1.6 I-Motion, Voyage Comfortline e Voyage Comfortline 1.6 I-Motion. A produção do modelo começou na unidade Anchieta, que fabricou 340.891 unidades do Voyage em dois períodos: entre 1981 e 1987 e entre 1990 e 1996. Nos anos de 1988 e 1989 o carro foi produzido na fábrica de Taubaté, que desde 2008 produz o Voyage na mesma linha em que faz o novo Gol.

Para receber os dois produtos, a fábrica foi ampliada e modernizada com a implantação de 308 novos robôs. Dentre as inovações tecnológicas, um dos maiores destaques é o Sistema Framer de armação da carroceria, com sensores a laser, que posiciona e solda laterais e teto ao assoalho do veículo. Patenteado pelo Grupo Volkswagen, o sistema garante aos modelos ajustes com precisão de décimos de milímetro.

História do Voyage

1981 – Lançada a 1ª geração do Voyage, com motor a álcool ou gasolina, nas versões S (Super) e LS (Luxo Super).

1982 – Eleito o “Carro do Ano” pela revista AutoEsporte, por ser considerado um veículo com estilo moderno, de baixo custo e operação econômica, além de resistente e durável, com perfeita adaptação às variadas condições de ruas e estradas brasileiras. Neste mesmo ano, o modelo começou a ser fabricado também na Argentina e exportado para países da América do Sul com os nomes de Gacel, Senda e Amazon.

1983 – Lançada a primeira série especial: Voyage Plus.

1984 – Criada em referência aos Jogos Olímpicos, a série especial “Los Angeles” trazia o Voyage na cor azul metálico e com acessórios diferenciados, como aerofólio, por exemplo. Câmbio de cinco marchas surge como item opcional.

1985 – Passou a utilizar o motor AP (alta performance) 1.6 e 1.8.

1986 – Lançada a série especial “GLS Super” com motor 1.8.

1987 – Com o Projeto 99 (Voyage e Parati), a Volkswagen do Brasil ingressou no mercado norte-americano. O projeto teve um ciclo de vida de 7 anos para o Voyage, com 202.062 unidades exportadas. As versões CL (Comfort Luxo), GL (Gran Luxo) e GLS (Gran Luxo Super) passaram por aproximadamente 2.000 modificações, incluindo suspensão e câmbio de quatro marchas com overdrive (longo), faróis, lanternas e para-choques.

1991 – Modelo surgiu com nova frente: faróis, lanternas, grades, capô e paralamas.

1993 – Lançada a série especial “Sport” com motor 1.8.

1994 a 1995 – Surgem novas cores e revestimentos. Novos rádio e toca-fitas, como itens opcionais.

1996 – A produção do Voyage é encerrada, dando lugar ao Polo Classic.

2008 – Voyage é relançado com novo design, após 12 anos. Modelo reinsere a Volkswagen num dos mais importantes segmentos de mercado: o dos carros três volumes com opção de motor 1.0 litro.

2009 – Lançada a versão I-Motion, com câmbio automatizado ASG.

2010 – Modelo trouxe equipamentos de série como o temporizador do limpador do para-brisa, o Módulo Alto-falantes e o Módulo Preparação nas versões 1.0 e 1.6.

2011 – A versão 2012 traz o módulo Trend como opcional para o Voyage 1.6.

2012 – Voyage Comfortline ganha freios ABS e airbags como equipamentos de série no modelo 2012/2012.

Turquia terá marca própria de veículos

Categoria: Fiat, MERCADO

A Turquia deverá ter uma marca própria de veículos, criada a partir de uma parceria entre o governo do país e a Fiat. A informação surgiu nos EUA, após declaração do presidente da empresa italiana, Sergio Marchionne, ao jornal turco Hürriyet, durante o Salão de Detroit, que vai até o próximo domingo.

De acordo com Marchionne, “a Turquia está pronta para produzir um veículo próprioâ€. Como parte da parceria entre a Fiat e o governo entraria o consórcio Koç, que é o maior grupo industrial do país e compartilha com a Fiat a propriedade da Tofas.

A empresa, por sua vez, produz modelos do Grupo Fiat – entre eles o Doblò – sob licença na Turquia. “Continuam as conversações com a Koç e o governo da Turquia e em breve chegaremos a um acordoâ€, afirmou Marchionne ao Hürriyet. “Para nós, um carro turco seria muito importante, pois o país (cujo território está dividido entre Europa e Ãsia) tem um grande potencial de distribuição internacional.â€

O executivo disse que as conversações sobre esse “importante passo estratégico†com o primeiro ministro turco, Recep Tayyip, tiveram início em julho do ano passado.

A Turquia já teve uma marca de veículos, a Anadol, fruto de parceria entre a Ford e a Koç. A empresa produziu veículos no país de 1966 a 1991.

Caso os planos da Fiat sejam consolidados, o Brasil será o único entre os países emergentes de grande evidência a não ter marca própria de veículos. China, Ãndia e Rússia possuem as suas.