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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
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Montadoras do interior reduzem produção

Categoria: INDÚSTRIA

JOÃO CARLOS DE FARIA

Taubaté - Trabalhadores de montadoras localizadas no Vale do Paraíba vivem momentos de apreensão, seja pela diminuição das vendas, retraindo o mercado ou pela ameaça de fechamento de um turno, com possíveis e demissões na planta da General Motors, em São José dos Campos, a 90 quilômetros da capital paulista.

Em Taubaté, a Volkswagen (foto) já suspendeu a produção do sábado passado por excesso de veículos no estoque – cerca de 80 mil em todo o País – o que deverá ocorrer também amanhã, além da possível redução da produção hoje e nos dias 24 e 25 próximos.

Na Ford, que também tem uma fábrica na cidade, parte dos trabalhadores da fábrica de motores Sigma está de férias coletivas há uma semana, mas o motivo é a readequação para receber novos investimentos anunciados pela empresa, no valor de R$ 500 milhões.

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“Já existe um acordo com a Volkswagen, de flexibilidade da jornada, que eles utilizam conforme a sua necessidade”, disse o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté, Isaac do Carmo. Ele afirma que o fato não preocupa a entidade, pois o mercado, segundo ele, espera a baixa dos juros por parte dos bancos, o que ainda não ocorreu.

Corte
A ameaça de demissões na fábrica da General Motors (GM) em São José dos Campos, continua na pauta do Sindicato dos Metalúrgicos local, que tentou sem sucesso, na quarta-feira, discutir o assunto com a direção da montadora. A tentativa ocorreu durante a reunião entre a entidade e a empresa com o objetivo de definir um valor para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) deste ano.

A GM se recusou a tocar no assunto e, segundo os sindicalistas deu indicação de um cenário de dificuldades para este ano. “Eles disseram que vão discutir isso depois”, disse o presidente do sindicato, Vivaldo Moreira.

Na cidade há uma preocupação com a falta de perspectivas da fábrica, que perderá os modelos Corsa, Classic, Meriva e a Zafira, permanecendo apenas a fabricação da S10, único investimento recebido nos últimos cinco anos. Os modelos Cruze, Cobalt e a minivan Spin foram para São Caetano e o novo compacto da marca, para Gravataí (RS).

A situação da planta pode resultar no fechamento de um turno da produção do MVA, causando a demissão de cerca de 1,5 mil trabalhadores.

Na semana passada, a direção do Sindicato chegou a se reunir com o prefeito Eduardo Cury (PSDB) para discutir o assunto. Cury se propôs a agendar um encontro com a empresa. Cury e membros do seu governo vinham acusando a entidade de ser radical e com isso afastar a possibilidade de investimentos por parte da empresa. Os sindicalistas, no entanto, negam haver intransigência de sua parte.

A empresa, que não se pronunciou sobre o assunto, tem 8 mil trabalhadores em São José dos Campos, e deve se reunir com os sindicatos de São José e São Caetano do Sul nos próximos dias 16, 17 e 18.

Em Santa Branca, a 97 quilômetros da capital paulista, os trabalhadores da Wirex Cable deram início a uma paralisação na manhã da quarta-feira, em resposta às demissões realizadas pela empresa, sem nenhuma negociação com o sindicato.

JAC diz que não dá para exportar

O presidente da JAC Motors no Brasil, Sergio Habib, estimou ontem que em cerca de três anos será impossível exportar carros fabricados no Brasil, devido aos altos custos de produção no País. “Quando você exporta um carro, se você comprou peças no Brasil e pagou mais por elas, o mercado lá fora não vai pagar mais caro pelo seu carro por causa disso”, afirmou o executivo após participar de evento realizado pela revista ‘The Economist’, no Rio. (Colaborou Glauber Gonçalves)

Montadoras vão reduzir produção

Categoria: INDÚSTRIA

 

 

FRANCISCO CARLOS DE ASSIS
CLEIDE SILVA

A indústria automobilística encerrou abril com estoques suficientes para 43 dias de vendas. É o maior nível desde novembro de 2008, no início da crise global, quando o encalhe nas fábricas e lojas chegou a equivalentes 56 dias de vendas.

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Na virada do mês, havia 366,5 mil veículos nos pátios, quantidade muito maior que a das vendas de abril, de 257,8 mil unidades. Segundo dados divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em abril o número de emplacamentos recuou 14,2% ante março.

Algumas montadoras se preparam para adotar medidas que permitam reduzir a produção. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, João Alves de Almeida, diz que a Fiat o procurou para acertar um período de dez dias de férias coletivas a partir da próxima semana para cerca de 2 mil trabalhadores. A Fiat nega a informação.

Sábados extras de trabalho que estavam programados para este mês foram cancelados na Fiat e na fábrica da General Motors no ABC paulista, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano do Sul, Aparecido Inácio da Silva.

Maserati terá cupê para brigar com o 911

Categoria: Ferrari, Fiat, INDÚSTRIA, Internacional, Maserati

 

A Maserati está desenvolvendo um cupê de motor central-traseiro para brigar com o Porsche 911. A informação é do site italiano Al Volante.

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O objetivo, conforme o site, citando entrevista com o CEO da Maserati, Harald Wester, é “rejuvenescer” toda a linha de produtos da fabricante, que pertence ao grupo Fiat. Uma das novidades será um utilitário-esportivo derivado do conceito Kubang. Outra será esse cupê, cujo lançamento deve ocorrer em 2015.

Embora haja pouca informação sobre o carro, estima-se que seu nome deverá ser GranSport, com previsão de vendas de até 2 mil unidades/ano. Com preço inferior a 150 mil euros, fará frente ao Porsche 911 e ao Audi R8. Estima-se que ele seja semelhante ao Alfa Romeo 4C (que será produzido pela Maserati). Sua estrutura será de fibra de carbono, com uma versão atualizada do motor V8 de 4,7 litros fornecido pela Ferrari. O câmbio será automatizado de dupla embreagem.

Ford do Brasil terá presidente estrangeiro

Categoria: Ford, INDÚSTRIA

 

 

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TEXTO: RAFAELA BORGES
FOTO: VOLVO/DIVULGAÇÃO

A partir do dia 1º de junho a Ford do Brasil passará a ter novo presidente. Trata-se de Steve Armstrong, que atualmente é vice-presidente de operações da Getrag Ford Transmissions, na Alemanha.

Antes, Armstrong passou pela Suécia, onde ocupou o mesmo cargo na Volvo Automóveis (N. do R.: a Ford do Brasil não soube informar a nacionalidade e a idade do executivo. Porém, de acordo com entrevistas publicadas em agências internacionais, ele tem 48 anos).

Armstrong, que entrou na Ford Motor Company em 1987, substitui o brasileiro Marcos de Oliveira, que desde 2007 ocupava a função de presidente da Ford Brasil e Mercosul.

Oliveira, 52 anos, decidiu se aposentar após 28 anos de atuação na Ford, em que ocupou cargos nos Estados Unidos e também a presidência da subsidiária mexicana.

GM pode ter mulher na presidência mundial

Categoria: GM, INDÚSTRIA

Mary Barra na apresentação do Buick Encore no Salão de Detroit, em janeiro (Foto: GM/Divulgação)

 

 

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A General Motors parece estar gostando da experiência de ter mulheres em posição de comando. Tanto que o presidente mundial do grupo, Dan Akerson, disse que um dos candidatos à sua sucessão é Mary Barra, a principal executiva do sexo feminino da empresa.

A montadora já tem algumas mulheres em sua posição de comando. A começar por Grace D. Lieblein, norte-americana que preside a GM do Brasil. Grace veio da subsidiária do México, onde também ocupava o cargo de presidente. Além disso, aqui ela substituiu outra mulher, Denise Johnson.

 

Isela Constantini (esq.) comanda a GM Argentina, Uruguai e Paraguai e Grace Lieblein (D), a subsidiária do Brasil (Foto: Helvio Romero/AE)

 

Na Argentina, a posição de presidente passou a ser ocupado no início do ano por uma brasileira. Trata-se de Isela Constantini, responsável também pelas operações de Uruguai e Paraguai. Aqui no Brasil, Isela era diretora-geral de pós vendas.

Para Akerson, as mulheres sabem lidar melhor com mudanças, característica importante neste momento para a GM, que ainda sofre os efeitos do processo de concordata iniciado em 2009 – quando o atual presidente assumiu seu cargo.

As declarações, de acordo com a agência norte-americana Automotive News, foram feitas durante um congresso na segunda-feira em Palm Beach, na Flórida, onde foi discutido o papel das mulheres na economia.

“De todo modo, quem decidirá o nome de meu sucessor é o conselho”, afirmou Akerson.

Mary Barra, de 50 anos, está na GM desde 1980. Em fevereiro do ano passado ela assumiu o posto de vice-presidente global de desenvolvimento de produtos. É também integrante do conselho da Opel – subsidiária europeia da GM.

De acordo com analistas do mercado financeiro, além de Barra, também são fortes candidatos ao posto de Akerson o vice-presidente do conselho da GM, Steve Girsky, de 50 anos, e o vice-presidente de operações para a América do Norte, Mark Reuss, de 48.