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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
Jornal do Carro
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VW descarta vender ações da Suzuki

Categoria: INDÚSTRIA

Representantes da Volkswagen vão se reunir com dirigentes da Suzuki Motor para tentar desatar o nó em que se transformou a aliança entre as duas empresas. Mas a alemã não pretende vender a participação de 19,9% que possui na japonesa, de acordo com declarações do executivo-chefe da Volks, Martin Winterkorn, publicadas no jornal Handelsblatt.

“Se atual equipe de administração da Suzuki não quiser trabalhar conosco, então, talvez a próxima geração vá querer”, afirmou o executivo.

Há tempos a Suzuki pediu à VW que vendesse as ações que resultaram na parceria. A hipótese havia sido levantada no início do acordo, em 2009, mas foi descartada por Osamu Suzuki, presidente da companhia japonesa.

A Suzuki reclama da “mão pesada” da Volks e sua interferência em acordos com outras empresas. Entre elas está a Fiat, que fornece motores à nipônica.

O contrato com a companhia italiana foi ampliado recentemente, o que teria desagradado a diretoria da VW. A própria Suzuki quer recomprar as ações em posse do grupo alemão.

Fiat 500 vai mal no mercado dos EUA

Categoria: Fiat, INDÚSTRIA

(Foto: Fiat/Divulgação)

 

 

O Fiat 500 não está fazendo sucesso no mercado norte-americano e a marca já tem 184 dias de estoque no carrinho. Por isso, foram demitidos 100 funcionários da fábrica de motores da Chrysler em Michigan, onde é produzido o propulsor 1.4 Multiair do carrinho.

As informações são da agência norte-americana Automotive News, que revela ainda a existência de um problema entre os concessionários para comercializar o carro nos EUA. Há distribuidores que conseguiram vender menos de 50 unidades do 500 desde março, quando ele foi lançado no País.

Ainda conforme a Automotive News, de março até 31 de outubro o mercado norte-americano absorveu 15.826 unidades do 500. A meta revelada pela Fiat na época do lançamento do carro era comercializar 50 mil exemplares ao ano. Ainda assim, a montadora diz que está satisfeita com os resultados obtidos.

O 500 à venda nos EUA é produzido na fábrica da Chrysler no México, de onde também saem, desde agosto, as unidades destinadas ao Brasil. Diferentemente do que ocorre nos EUA, por aqui o carrinho está se saindo bem. E algumas concessionárias, tem espera de quatro meses.

‘Dinossauros’ automotivos estão em fim de linha

Categoria: INDÚSTRIA, MERCADO

RAFAELA BORGES

A “era jurássica” na indústria automotiva brasileira está prestes a chegar ao fim. Até 2014, a maioria das quase duas dezenas de “dinossauros” – ou veteranos de sucesso, em uma leitura otimista – deixará de ser oferecida nos show rooms das concessionárias. Na lista, há desde a sessentona Kombi até os que completarão dez anos em dezembro, como o Chevrolet Corsa.

A renovação já começou. No mês passado, após quase 15 anos de “batalha”, o Chevrolet Astra se aposentou. No lugar do três-volumes entrou o Cobalt, cujo projeto foi desenvolvido na Coreia do Sul. A vaga do hatch será ocupada em 2012 pelo também sul-coreano Sonic.

Da Fiat, após muitas reestilizações o velho Palio saiu de cena. Pela primeira vez em 15 anos o modelo mudou de geração – o nome consagrado foi mantido.

Um dos motivos para essa renovação é a legislação. Em 2014, todos os carros vendidos no País deverão ter air bags e freios ABS e passar por testes de colisão mais rigorosos. Há também o progresso econômico. Nosso mercado de veículos, que oscila entre a quarta e a sexta posição no ranking mundial, está se ampliando e tem grande potencial de crescimento.

Há marcas chegando aos montes, muitas vendendo importados modernos com preços competitivos. Algumas de alto luxo, como a BMW, devem instalar fábrica aqui, o que aumentará a oferta de modelos repletos de alta tecnologia.

Esse cenário obriga as fabricantes a se mexerem. Principalmente as mais antigas, caso de Chevrolet, Fiat, Ford e Volks. Anteriores às francesas, japonesas e sul-coreanas, entre outras, as veteranas têm mais “velhinhos” em suas linhas de produtos.

Há ainda um fator externo importante. Para reduzir custos e aumentar participação em países com mercado em crescimento, todas as montadoras colocam em prática estratégias que incluem o desenvolvimento de veículos globais.

Assim, carros como o VW Golf, que está na quarta geração no Brasil e na sexta na Europa, e Ford Ka, que é uma reestilização do hatch lançado aqui em 1999 bem diferente do europeu, deixarão de existir em breve. Eles ficarão em dia com seus equivalentes estrangeiros.

E por falar em VW, o Gol “velho” (G4), criado nos anos 80, vai, enfim, descansar. Para o seu lugar virá o moderninho Up!. A Ford, que tem Ka, Ranger e Fiesta em sua lista de dinossauros, promete renovar toda sua linha até 2015.

Economia faz Porsche rever novo roadster

Categoria: INDÚSTRIA, Internacional, Porsche

A decisão da Porsche de produzir um roadster de entrada, mais barato que o Boxster, poderá ser adiada por causa da ameaça de crise econômica global. A afirmação foi feita pelo CEO da companhia, Matthias Müller, à sucursal alemã do Financial Times.

Segundo o executivo, se a fabricante decidir levar o projeto adiante, as vendas do carro só começariam no fim de 2014, ou mais tarde ainda. A decisão poderá ser tomada apenas no próximo ano, segundo Müller.

O novo dois-luares seria o produto mais em conta da fabricante alemã, com preço na faixa de 40 mil euros (cerca de R$ 90 mil). Sua produção seria ao lado do Cajun, novo utilitário-esportivo compacto da marca, menor que o Cayenne.

Ford investe R$ 500 milhões em Taubaté

Categoria: Ford, INDÚSTRIA

Fernanda Guimarães

A Ford anunciou um investimento de R$ 500 milhões em sua fábrica de motores e transmissões em Taubaté, interior de São Paulo. De acordo com a empresa, o aporte irá aumentar a capacidade da unidade para
motores Sigma e 520 mil transmissões por ano.

A fabricante norte-americana destaca que esse aporte é adicional aos R$ 600 milhões que foram anunciados em 2008, para o início da produção dos motores Sigma.