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Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012
Jornal do Carro
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18 montadoras estão livres do IPI mais alto

Categoria: Consumo, Impostos, INDÚSTRIA, Legislação, MERCADO

EDUARDO CUCOLO

Brasília - O governo federal divulgou hoje (31) a lista definitiva das 18 montadoras que estão livres do pagamento de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) mais alto na produção de veículos até dezembro deste ano, por cumprirem regras de produção nacional e investimento. A lista anterior era provisória e garantia o benefício fiscal até amanhã, 1º de fevereiro. As montadoras isentas da alta são Agrale, Caoa (Hyundai), Fiat, Ford, GM, Honda, Iveco, MAN, Mercedes-Benz, MMC (Mitsubishi), Nissan, Peugeot, Renault, Scania, Toyota, Volkswagen, Volvo e International.

Segundo portaria publicada no Diário Oficial da União, essas empresas cumprem os requisitos mínimos de produção nacional e investimento em inovação, exigidos pelo governo para conceder o benefício de redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre os veículos fabricados em suas plantas locais ou importados de países do Mercosul e México.

As empresas não enquadradas, o que inclui fabricantes chinesas e de carros de luxo, pagam imposto de 30 pontos porcentuais maior desde dezembro do ano passado.

De acordo com a portaria publicada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as empresas habilitadas ainda estão sujeitas à verificação do cumprimento dos requisitos exigidos, bem como ao cancelamento da habilitação definitiva.

Para pagar imposto menor, essas companhias empresas devem ter conteúdo nacional acima de 65%, realizar ao menos seis de 11 etapas da fabricação de veículos no País e investir 0,5% do faturamento líquido em pesquisa e desenvolvimento. Para elas, as alíquotas de IPI para veículos variam de 7% a 25%, dependendo do modelo e potência do motor. As que não cumprem as exigências pagam imposto entre 37% e 55%, dependendo da cilindrada do motor do veículo.

 

GM volta à liderança mundial de vendas

Categoria: GM, INDÚSTRIA

A General Motors voltou ao topo da lista das maiores montadoras do mundo. No ano passado a companhia norte-americana vendeu 9,03 milhões de veículos, uma alta de 7,6% em relação ao resultado de 2010.

A japonesa Toyota, que vinha disputando a posição com a GM, ainda não divulgou seus dados de venda, mas estima que tenha emplacado cerca de 7 milhões de veículos em 2011. A queda é resultado do terremoto e tsunami que atingiram suas fábricas no Japão, em março do ano passado.

O Grupo Volkswagen, que também está na briga pela liderança mundial, vendeu 8,16 milhões de unidades em 2011. Com isso a companhia alemã, que engloba as marcas Volkswagen, Audi, Seat, Skoda, Lamborghini, Bentley e Bugatti, ficou na vice-liderança mundial entre as fabricantes de automóveis.

Os bons resultados da GM foram particularmente importantes na América do Norte, onde as vendas da companhia cresceram 11,4%. A empresa comercializou 2,9 milhões de unidades na região, o que lhe garantiu 18,4% de participação de mercado.

A Chevrolet, que completou um século no ano passado, é a marca mais importante do grupo no mundo. Em 2011 a divisão bateu recorde, com 4,76 milhões de unidades vendidas.

No Brasil a GM ficou em terceiro lugar no ranking de vendas de 2011, atrás de Fiat e Volkswagen, nessa ordem.

Renault estuda relançar o clássico 5

Categoria: apresentação, Citroën, Curiosidades, História, INDÚSTRIA, Internacional, MERCADO, Renault

FOTOS: REPRODUÇÃO

A Renault estuda lançar uma releitura do R5, modelo que fez sucesso entre 1972 e 1996 – durante esse período foram vendidas mais de 5 milhões de unidades no mundo. A intenção da marca francesa é brigar com o conterrâneo Citroën DS3, que surgiu em 2009 e também é inspirado em um carro do passado, assim como o Fiat 500, outro possível concorrente.

De acordo com a informações publicadas na imprensa francesa, o Renault 5 está em fase de desenvolvimento. A fabricante ainda avalia se sua produção será viável, mas é quase certo que o carro será fabricado. Especula-se que o compacto poderá ser visto como protótipo no próximo Salão de Paris, em setembro.
O Renault 5 seria feito a partir de 2014 sobre a plataforma da nova geração do Clio, que chega no fim do ano. A Renault informou que o modelo poderá ser uma vitrine para a marca mostrar seu potencial no segmento, tanto em termos de design quanto em qualidade de construção.

História
O Renault 5 foi revelado em 10 de dezembro de 1971 e chegou às lojas em janeiro do ano seguinte. Desenhado por Michel Boué, que morreu antes do lançamento, modelo tinha desenho atraente para a época e ficou em segundo lugar no concurso do Carro do Ano na Europa, atrás do lendário Audi 80.

Os motores tinham entre 850 cm³ e 1,4 litro, o câmbio era montado à frente do propulsor e a alavanca de mudanças ficava no painel. A versão R5 foi lançada nos EUA em 1976 com o nome de Le Car (‘o carro’).

Número de 2011 mostra Brasil em 4º

Categoria: INDÚSTRIA

A JATO Dynamics do Brasil divulgou os dados mensais das vendas de veículos em todo o mundo no mês de novembro de 2011. A grande novidade é que o Brasil pulou para o quatro lugar no mês, mesmo com retração de 2% em relação a novembro de 2010. Culpa da crise mundial, que afetou muito os outros países do globo. No total, foram vendidos 305.209 veículos no País.

A China liderou o ranking com 1,19 milhão de veículos emplacados em novembro, mas também registrou queda de 9,6% no período. Os Estados Unidos, segundo da lista, teve crescimento de 13,9%, com 994.724 unidades entregues. Já o Japão mostrou a maior recuperação entre os quatro primeiros depois de baixar a poeira da crise financeira e das catástrofes naturais que sofreu. O país teve crescimento de 22,1% em relação a novembro de 2010, e anotou no mesmo mês de 2011 392.280 vendas.

Entre as fabricantes, a Toyota retorna à primeira posição nas vendas de novembro de 2011, com aumento de 5,4% se comparada ao mesmo período de 2010. A Volkswagen segue logo atrás com 9,9% de veículos vendidos a mais no mês em relação ao ano anterior. Porém, as posições se invertem no acumulado do ano. A Ford segue em terceiro lugar com aumento de 7,5%. A Chevrolet na 4ª colocação mostrou crescimento de 6,5% nas vendas do mês em comparação a 2010. Destaque para a Nissan, em 5º lugar que obteve um aumento de 24,2% em novembro em relação ao ano passado.

Entrevista: diretor de desenvolvimento do EcoSport

Categoria: apresentação, Entrevista, Ford, INDÚSTRIA, Lançamento, MERCADO

TEXTO: DIEGO ORTIZ
FOTO: FORD/DIVULGAÇÃO

Brasília - Lançado em 2003, o Ford EcoSport é um sucesso de vendas, com mais de 750 mil unidades emplacadas. Um dos destaques da nova geração, mostrada no País na quarta-feira passada, é que o jipinho passa a ser um modelo global – trata-se do primeiro carro mundial da marca desenvolvido no Brasil. Durante a apresentação do novo Eco, o diretor de desenvolvimento de produto da Ford na América do Sul, Matt O’Leary, era pura empolgação. Nesta entrevista o engenheiro norte-americano fala sobre os desafios para criar um carro destinado a vários mercados ao redor do mundo.

Como foi o desenvolvimento do novo EcoSport no Brasil?
A plataforma é a mesma do novo Fiesta (mexicano). Basicamente o carro é o mesmo, mas tivemos de trabalhar forte o design e a engenharia para adequá-lo ao gosto de consumidores de vários mercados. Esse é o maior desafio de um produto global. Trabalhamos no Brasil com um time muito jovem, de engenheiros do mundo todo, como indianos, por exemplo, que têm experiências diferentes, e gastamos muito tempo no treinamento desses profissionais para que eles pudessem trabalhar em nosso sistema global. Havia cerca de 100 engenheiros envolvidos no projeto. Desses 40, são da América Latina, a maioria do Brasil.

Quais países participaram desse projeto?
Brasil, Índia e Argentina, mais diretamente, além de engenheiros de todas as partes do mundo onde temos operações. Como foram os engenheiros brasileiros que criaram esse segmento de veículo, nada mais justo do que dar a eles a chance de trabalhar na segunda geração do EcoSport usando uma plataforma global. Esse projeto tinha de ser feito aqui.

O nível dos brasileiros envolvidos no projeto é satisfatório?

Esse é o primeiro produto global da Ford feito no Brasil, mas não é o primeiro Ford aqui. Tanto os engenheiros quanto os profissionais das outras áreas estavam mais do que gabaritados para dar vida a esse projeto. Prova disso é que o primeiro EcoSport, lançado em 2003, no Brasil, foi um sucesso tão grande que motivou sua entrada nos nossos projetos globais. Os brasileiros que trabalharam diariamente no projeto são entusiastas e têm conhecimento técnico muito grande. Eles estão interessados no consumidor, no produto, na competitividade do mercado, em tudo. É muito gratificante quando isso acontece, pois fica mais fácil dar andamento e concluir as etapas no prazo.

Por que o novo carro foi revelado simultaneamente na Índia?
O EcoSport agora é um produto global, que deverá ter boas vendas em todo o mundo. No entanto, os únicos lugares em que as vendas de veículo estão crescendo são os países emergentes, como o Brasil e a Índia. A Índia é um mercado muito importante para nós. Mostramos o Figo (compacto parecido com o Fiesta feito em Camaçari) lá e o país tem várias semelhanças com o Brasil, como o bom desempenho do segmento B, de carros pequenos.

Viagem feita a convite da Ford