Modelo pouco conhecido dos brasileiros, o Citroën Méhari está completando 45 anos de história. A escolha do nome do jipe, de visual quadradão e acabamento espartano, remete aos camelos, animais simples, mas resistentes, capazes de vencer as dificuldades dos desertos.
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Chama a atenção a semelhança com o DKW Candango, utilitário criado na Alemanha em 1954, que passou a ser produzido quatro anos depois no Brasil pela Vemag.
À época de seu lançamento, em 1968, o Méhari inovou por ter carroceria feita de plástico e cores vibrantes. Outros destaques são a capota de lona e o para-brisa do tipo safári, que “deita” sobre o capô.
A mecânica do Citroën é a mesma utilizada no 2CV. Inclui motor dois-cilindros a gasolina de 602 cm³ e 33 cv. O câmbio tem quatro marchas e havia versões com tração 4×2 e 4×4, que permite encarar terrenos com até 60° de inclinação.
Por ser barato, fácil de reparar e robusto, o Méhari atraiu a atenção do exército francês. Durante operações militares, o modelo chegou a ser lançado de aviões atado a paraquedas.
O Citroën marcou presença em ralis como o Dakar, no qual competiu em 1980, e como veículo de transporte da equipe médica da prova.
Até 1987, quando deixou de ser produzido, teve duas edições especiais, Beach e Azur, e somou cerca de 150 mil unidades comercializadas.
Diego Oriz
“A nova sensação ao dirigir”. O slogan, do cartaz anunciando o primeiro carro automático do mundo, um Oldsmobile 1940, retrata perfeitamente a revolução provocada pela chegada da tecnologia ao mercado, em 1938.
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O câmbio hidramático, como ficou conhecido à época, foi criado pelos brasileiros José Braz Araripe e Fernando Lemos. A dupla vendeu a tecnologia em 1932 por US$ 20 mil (pouco mais de R$ 40 mil atualmente) à norte-americana General Motors. Desde então, o sistema não parou de evoluir.
A primeira caixa tinha quatro marchas – as duas primeiras bem reduzidas para ajudar o motor a impulsionar os pesados carros da época. Foi usado nos veículos de combate feitos pela GM para a Segunda Guerra Mundial. Depois disso, receberam o selo de “testados em batalha”.
A maioria dos câmbios automáticos atuais é hidráulica, com acoplamento viscoso, conversor de torque e engrenagens planetárias para fornecer as relações das transmissões. Antigamente, era necessária uma quantidade significativa de energia para pressurizar o sistema de controle hidráulico, que utiliza o fluido para determinar os padrões de mudança das marchas.
Com o desenvolvimento dos veículos, aumentaram as exigências para melhorar a administração de potência e reduzir o consumo de combustível. O sistema evoluiu e a mais recente novidade no mercado é uma transmissão de nove marchas, criada pela ZF para veículos de passeio, que será lançada no Land Rover Range Rover Evoque no segundo semestre.
Hyundai, GM e Ford já desenvolvem câmbios de dez marchas. Mas de acordo com informações da ZF, o de nove está no limite da eficiência, pois a adição de engrenagens torna o processo pesado e complicado.
A caixa automática de cinco marchas foi uma evolução natural da de quatro. O objetivo, correto em termos dinâmicos e ecológicos, foi criar um overdrive para o carro rodar em estradas, por exemplo, e consumir menos combustível.
Mesmo com essa evolução, ainda há no Brasil vários modelos com câmbios automáticos antigos e pouco eficientes. É o caso dos sistemas de quatro marchas de Toyota Corolla e Peugeot 208, por exemplo.
Os de oito velocidades, considerados o supra sumo até então, também estão entre nós em carros como BMW Série 3, Hyundai Equus, Land Rover Range Rover, Kia Mohave, Volkswagen Amarok e por aí vai.
O primeiro automatizado em um carro nacional surgiu em novembro de 2007, no Meriva Easytronic. Com muitos solavancos nas trocas de marcha, não foi sucesso de crítica. Demorou até cair no gosto do consumidor já em segunda geração, com o I-Motion, da VW, e o Dualogic, da Fiat.
Em dezembro foi a vez de o Ford EcoSport tornar-se o primeiro brasileiro a ter um automatizado de dupla embreagem. Esse sistema era oferecido até então apenas em carros bem mais caros e/ou com apelo esportivo, como Audi, Ferrari, Porsche e Lamborghini.
Hoje, das 9h às 14h, o Shopping Metrópole, em São Bernardo do Campo, se transformará em palco da 24ª edição do Encontro de Fusca. Com entrada grátis, o evento, organizado pelo Fusca Clube Brasil, deve reunir 800 veículos, entre modelos originais e modificados.
Para expor veículos é preciso levar dois quilos de alimentos não perecíveis, que serão doados à Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania de São Bernardo do Campo.
Além de Fuscas vindos de várias partes do País, os organizadores esperam receber veículos como Brasília, Variant, Karmann-Ghia e SP2. Haverá ainda tendas onde serão vendidas peças, antiguidades e revistas de automóveis antigas.
Serviço
24º Encontro de Fusca
Local: Shopping Metrópole
Endereço: Pça. Samuel Sabatini, 200, Centro, São Bernardo do Campo
Horário: 9h às 14h
www.shoppingmetropole.com.br
O designer Mike Lubrano criou esta montagem com o famoso DeLorean dirigido por Dr. Emmett “Doc” Brown no filme De Volta para o Futuro para um campanha de moda nos Estados Unidos. A intenção da peça era criar um táxi de Nova York que pudesse viajar no futuro, para a época em que cliente desejasse. De acordo com Lubrano, o DeLorean simboliza o futuro que mescla perfeitamente com a tradição dos táxis da cidade americana.
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A partir de quarta-feira, dia 7 de novembro, o Jornal do Carro passa a fazer parte do Estadão. Para marcar essa importante novidade, o JC ganhará um visual mais moderno e será ainda mais completo, com novas seções. A marca passa a ser também a dos Classificados de Autos às quintas-feiras, sábados e domingos no Estadão.
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A edição de quarta-feira manterá o formato tabloide, que consagrou o JC desde o seu lançamento, em 4 de agosto de 1982. Aos domingos, o suplemento será standard, em linha com os demais cadernos de classificados do Estadão.
Com a reformulação, o visual do caderno ficou mais elegante e limpo. O projeto, que acompanha as mais recentes tendências internacionais, privilegia fotos, infográficos e ilustrações, e a nova tipologia facilita a leitura.
Essas atualizações valorizaram ainda mais o caderno, reconhecido como a mais completa e abrangente publicação semanal sobre o setor de veículos do País.
O Jornal do Carro continuará a trazer as informações mais quentes do mercado de automóveis novos e usados, além de reportagens sobre segredos da indústria, motos, modelos antigos, manutenção preventiva e corretiva, tecnologia e serviços.
Todas as atuais seções serão mantidas, assim como a mais completa tabela de preços do mercado, com os valores dos modelos novos e as cotações médias de veículos usados, que continuará a ser publicada no de quarta-feira. As tabelas de novos e usados, que já faziam parte da edição de domingo, também serão mantidas.
Multimídia
O JC surgiu com 16 páginas a partir de uma coluna publicada desde o lançamento do Jornal da Tarde, em 1966. O sucesso do suplemento foi imediato e se mantém até hoje.
Um dos destaques era a pesquisa de preços de automóveis usados. O número de modelos contemplados passou de pouco mais de 30 carros e seis motocicletas, em 1982, para 1.420 modelos e quase 5 mil cotações.
A edição de quarta-feira traz 20 páginas dedicadas exclusivamente às tabelas. No caso de veículos novos, há informações detalhadas para facilitar a vida do leitor, como comprimento e largura, capacidade do porta-malas, potência do motor (com gasolina e etanol, no caso dos flexíveis), além de garantia de fábrica e país de origem, entre outras.
Com a transferência para o Estadão, a abrangência e a circulação do Jornal do Carro vão aumentar significativamente. Distribuído em toda a Grande São Paulo, o JC passará de uma tiragem média, às quartas-feiras, de 60 mil exemplares para cerca de 200 mil exemplares. E, no começo do próximo ano, a marca se transformará em uma plataforma digital multimídia de alcance nacional.