A Chevrolet anunciou o preço do sedã Cruze (fotos) no mercado norte-americano. Lá, o modelo terá preços entre US$ 16,995 e US$ 22,695, ficando posicionado entre o Cobalt Sedan, que na versão de topo de linha custa US$ 17.840 e o sedã Malibu, que tem tabela a partir de US$ 21,825. Aí você deve estar se perguntando: e eu com isso?
Além do Malibu, que chega às concessionárias brasileiras no fim do mês por R$ 89.900 (na configuração LTZ, que custa US$ 26,605 nos EUA), o Cruze deve desembarcar por aqui, podendo, inclusive, substituir o Vectra nacional. O Cruze tem 2,69 metros de entre-eixos, o mesmo que o Honda Civic. Quanto ao comprimento, são 4,6 m (o Honda tem 4,49 m).
FOTOS: DIVULGAÇÃO


Apenas como referência, afinal há uma enorme diferença tributária entre EUA e Brasil, caso o Cruze chegue aqui importado, recolhendo 35% de imposto (o que é pouco provável, pois ele deve ser fabricado aqui), o modelo de entrada custaria no mercado nacional cerca de R$ 60 mil.
Uma curiosidade: o Camaro V8, que será vendido no Brasil por cerca de R$ 150 mil, custa “meros” US$ 30,945 nos EUA – essa quantia, usando a cotação do dólar a R$ 1,85 (valor de ontem, 04), resulta em R$ 57.248. Um Vectra GT parte de R$ 57.006.
O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, disse há pouco que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, informou aos empresários que continuarão as discussões para uma política de desenvolvimento do carro elétrico no Brasil. Hoje, cinco minutos antes do anúncio da nova política, Mantega desistiu de dar entrevista coletiva.
Para Belini, o adiamento de uma ou duas semanas não vai atrapalhar esta oportunidade no Brasil. Por isso, afirmou, o setor mantém a expectativa alta em relação ao programa. “Continuaremos estudando para formular uma política de 10 ou 20 anos”, afirmou. Ele disse que entende “perfeitamente” a decisão do governo de que esta é uma realidade que precisa ser aprofundada. (Renata Veríssimo)

Nissan Leaf terá preço competitivo na Europa (Foto: Divulgação)
A Nissan divulgou hoje os primeiros preços do Leaf, o carro que promete ser o primeiro 100% elétrico acessível do mundo. Pelos valores, percebe-se que a montadora japonesa vai cumprir o que prometeu. Não quer dizer que se trata de um veículo barato, mas ele deverá ter uma relação custo-benefício bem interessante.
Os preços anunciados foram para os quatro primeiros países europeus que receberão o hatch movido apenas a eletricidade: Holanda e Portugal, onde as vendas começarão em dezembro, e Irlanda e Reino Unido, que terão o Leaf a partir de fevereiro. Esses mercados foram escolhidos por conta de seus programas de incentivo a veículos sem emissão de poluentes e pelo desenvolvimento da infraestrutura de recarga das baterias.
Quase sempre, os valores definidos estão pouco abaixo de 30 mil euros. Em Portugal, o preço será 29.995 euros, já com o desconto de 5.000 em impostos que será dado pelo governo. O carro não paga, por exemplo, o IPVA deles. Comparando com a referência entre os hatches médios, o Leaf até que se sai bem. Nossos patrícios pagam hoje 21.764 euros pela versão de entrada do Volkswagen Golf quatro-portas, com motor 1.4 de 80 cv a gasolina. Parece uma diferença enorme, mas não é.
Com alguns equipamentos que são de série no Nissan, como navegador GPS, viva-voz Bluetooth e sistema auxiliar de estacionamento, o Volks (vale dizer que essa é a sexta geração; aqui temos a quarta) vai para 24.331,69 euros. E a opção diesel mais em conta, 1.6 de 90 cv, começa em 24.900,35 euros. Claro que não se sabe como serão os gastos com manutenção, entre outros detalhes, mas considerando o custo por quilômetro rodado bem inferior do Leaf – a eletricidade é mais barata que a gasolina e o diesel - o hatch japonês promete ser, antes de tudo, um bom negócio pro bolso a médio ou até curto prazo.
Recentemente, numa feira voltada à área de segurança, a Honda expôs várias motocicletas. Esses eventos representam uma oportunidade de negócio importante para a marca. Em 2009, apesar da crise que afetou o setor de duas rodas, as vendas no segmento de segurança cresceram 11,4% na comparação com o ano anterior.
Nessa conta, além da segurança privada, entram também órgãos governamentais como polícia e bombeiros. Já nos acostumamos a ver motos com esta acima em estacionamentos de shoppings e supermercados. No patrulhamento de estradas, a Polícia Rodoviária Federal pode optar por modelos como a CB 600F Hornet ou a Shadow 750. Os bombeiros também se beneficiam das motos no atendimento a vítimas de trânsito.
Em regra, os grandes negócios são fechados com Honda e Yamaha, empresas capazes de fornecer não só motos como treinamento especializado para quem vai pilotar. No Estado de São Paulo, a Honda realiza seus cursos em Indaiatuba. A Yamaha, em Guarulhos ou num trajeto fora de estrada perto de Mogi das Cruzes.
Yamaha forneceu Lander 250 para atendimento médico de urgência
Na apresentação durante o lançamento do novo Uno, a Fiat chamou o simpático carrinho de quadrado mágico, o que faz lembrar imediatamente do fracasso brasileiro na Copa da Alemanha de 2006. Mas ao contrário do grupo formado por Adriano, Kaká, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho há quatro anos, o pequeno hatch tem grandes chances de dar certo.
Além do visual incomum, de linhas retas com cantos arredondados na carroceria e o interior cheio de elementos circulares, coisa rara de se ver no segumento de entrada, o Uno mostra qualidades dinâmicas. Mesmo com o motor e 1 litro e até 75 cv (com álcool), o desempenho agrada. E o acerto de suspensão confirma que a Fiat está voltando a fazer carros bons de curva e que o ótimo Punto não foi um “deslize”.
Veja mais sobre a segunda geração do Uno na edição de hoje do Jornal do Carro, amanhã no caderno Autos, do Estadão, e no vídeo abaixo.