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Segunda-feira, 28 de Maio de 2012
Jornal do Carro
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Entrevista: diretor de desenvolvimento do EcoSport

Categoria: apresentação, Entrevista, Ford, INDÚSTRIA, Lançamento, MERCADO

TEXTO: DIEGO ORTIZ
FOTO: FORD/DIVULGAÇÃO

Brasília - Lançado em 2003, o Ford EcoSport é um sucesso de vendas, com mais de 750 mil unidades emplacadas. Um dos destaques da nova geração, mostrada no País na quarta-feira passada, é que o jipinho passa a ser um modelo global – trata-se do primeiro carro mundial da marca desenvolvido no Brasil. Durante a apresentação do novo Eco, o diretor de desenvolvimento de produto da Ford na América do Sul, Matt O’Leary, era pura empolgação. Nesta entrevista o engenheiro norte-americano fala sobre os desafios para criar um carro destinado a vários mercados ao redor do mundo.

Como foi o desenvolvimento do novo EcoSport no Brasil?
A plataforma é a mesma do novo Fiesta (mexicano). Basicamente o carro é o mesmo, mas tivemos de trabalhar forte o design e a engenharia para adequá-lo ao gosto de consumidores de vários mercados. Esse é o maior desafio de um produto global. Trabalhamos no Brasil com um time muito jovem, de engenheiros do mundo todo, como indianos, por exemplo, que têm experiências diferentes, e gastamos muito tempo no treinamento desses profissionais para que eles pudessem trabalhar em nosso sistema global. Havia cerca de 100 engenheiros envolvidos no projeto. Desses 40, são da América Latina, a maioria do Brasil.

Quais países participaram desse projeto?
Brasil, Índia e Argentina, mais diretamente, além de engenheiros de todas as partes do mundo onde temos operações. Como foram os engenheiros brasileiros que criaram esse segmento de veículo, nada mais justo do que dar a eles a chance de trabalhar na segunda geração do EcoSport usando uma plataforma global. Esse projeto tinha de ser feito aqui.

O nível dos brasileiros envolvidos no projeto é satisfatório?

Esse é o primeiro produto global da Ford feito no Brasil, mas não é o primeiro Ford aqui. Tanto os engenheiros quanto os profissionais das outras áreas estavam mais do que gabaritados para dar vida a esse projeto. Prova disso é que o primeiro EcoSport, lançado em 2003, no Brasil, foi um sucesso tão grande que motivou sua entrada nos nossos projetos globais. Os brasileiros que trabalharam diariamente no projeto são entusiastas e têm conhecimento técnico muito grande. Eles estão interessados no consumidor, no produto, na competitividade do mercado, em tudo. É muito gratificante quando isso acontece, pois fica mais fácil dar andamento e concluir as etapas no prazo.

Por que o novo carro foi revelado simultaneamente na Índia?
O EcoSport agora é um produto global, que deverá ter boas vendas em todo o mundo. No entanto, os únicos lugares em que as vendas de veículo estão crescendo são os países emergentes, como o Brasil e a Índia. A Índia é um mercado muito importante para nós. Mostramos o Figo (compacto parecido com o Fiesta feito em Camaçari) lá e o país tem várias semelhanças com o Brasil, como o bom desempenho do segmento B, de carros pequenos.

Viagem feita a convite da Ford

Salão de Detroit mostra recuperação dos EUA

Categoria: apresentação, INDÚSTRIA, Internacional, MERCADO, Salões

TEXTO: CLEIDE SILVA
FOTO: JOHN F. MARTIN/EFE

 

Detroit (EUA) - Com aumento das vendas em 2011, algumas montadoras reativando fábricas e trazendo de volta funcionários dispensados nos últimos dois anos, a indústria automobilística dos EUA dá sinais de que a recuperação está a caminho, ainda que lentamente.

No ano passado o setor vendeu 12,8 milhões de veículos, 10% a mais que em 2010, com resultado bem acima do de 2009, o pior dos últimos 27 anos, com 10,4 milhões de unidades. Antes da crise, o mercado chegou a comprar 17 milhões de veículos ao ano.

A perspectiva de continuar crescendo este ano, e adicionar mais 1 milhão de unidades no volume atual, deu novo fôlego ao Salão Internacional do Automóvel de Detroit, um dos maiores eventos do setor no mundo, que será aberto ao público entre os dias 14 e 22 na cidade berço da industria automotiva.

O Cobo Center, gigantesca arena onde é realizado o salão anual, ampliou o espaço para abrigar mais expositores. Companhias que haviam abandonado a feira por questões de economia de custos voltaram, caso da japonesa Nissan, ausente por três anos.

Entre os mais de 500 veículos que serão expostos, 32 são lançamentos, a maioria de modelos globais. As três maiores marcas americanas, GM, Ford e Chrysler, devem retomar o glamour na apresentação de produtos, depois de dois anos mornos por causa da crise que quase levou duas delas à falência.
“O salão deste ano marca a saída da crise”, diz Thomas Wendt, da consultoria Roland Berger nos EUA. “As fabricantes americanas vão mostrar que estão de novo no jogo.”
Um dos sinais da retomada foi a recente reabertura de uma fábrica da Chrysler em Detroit que estava desativada desde julho de 2010. A unidade vai produzir o superesportivo SRT Viper, que será mostrado no salão. A GM também reiniciará as atividades de uma planta no Tennessee, fechada há dois anos. Serão contratados 685 trabalhadores para a produção do Chevrolet Equinox, outro que está na mostra.

Viagem feita a convite da Anfavea

Mini One automático parte de R$ 78.950

Categoria: apresentação, Lançamento, MERCADO, Mini

FOTO: MINI/DIVULGAÇÃO

A Mini já vende no Brasil a opção automática do One, versão de entrada do modelo inglês. Tabelada a partir de R$ 78.950, a nova configuração tem câmbio de seis marchas.

O motor é o mesmo da versão com caixa manual. Trata-se do 1.6 16V a gasolina de 98 cv. De série há itens como ar-condicionado, direção com assistência elétrica, rodas de liga leve, ABS e air bags.

 

Prius recebe ‘tapinha’ antes de vir ao Brasil

Categoria: apresentação, Emissões, Híbridos, INDÚSTRIA, Internacional, Lançamento, MERCADO, Salões

TEXTO:  TIÃO OLIVEIRA
FOTOS: TOYOTA/DIVULGAÇÃO

Gamagori (Japão) – Entre as novidades que a Toyota levará ao Salão de Tóquio, que começa no sábado, dia 3, está o Prius com (sutis) retoques no visual. O modelo, que está na terceira geração, recebeu atualizações na dianteira e traseira, além de novos materias no interior.

 

Na parte frontal, a principal novidade está na parte inferior do para-choque, que traz visual mais esportivo e incorpora faróis auxiliares. Atrás, os filetes das lanternas foram remodelados. Já as rodas, que são de alumínio e recobertas por calotas plásticas, ganharam detalhes pretos.

Por dentro há novos materiais de acabamento e o painel digital, em que é possível acompanhar o modo de operação do carro, como o tipo de propulsão em tempo real (combustão, elétrico ou combinado), os gráficos estão mais fáceis de ler. 

Híbrido mais vendido do mundo, o Prius será vendido no  Brasil a partir de meados do próximo ano. O preço ainda não foi definido e depende de fatores como IPI e eventuais mudanças na taxação de veículos “verdes”, mas a tabela deverá ficar entre R$ 100 mil e R$ 120 mil.

Viagem feita a convite da Toyota 

 

Renault-Nissan terá veículo de 2.500 euros

Categoria: apresentação, INDÚSTRIA, Internacional, MARKETING, MERCADO, Nissan, Renault

A aliança Renault-Nissan pretende desenvolver uma plataforma que dará origem a compactos com preço em torno de 2.500 euros ( cerca de R$ 6.200) na Europa. Os modelos serão vendidos também no Brasil. As informações são do novo responsável pela divisão de veículos de baixo custo do grupo, Gérard Detourbet, e foram publicadas no site francês La Tribune.

A nova base é destinada à produção de modelos para mercados emergentes, como o leste europeu, Índia e Brasil. Detourbet, que assumirá o cargo em janeiro, afirmou que o novo produto permitirá ao grupo franco-japonês entrar de fato na briga pelo disputado segmento de “carros populares” no País. De acordo com o executivo, a companhia desenvolverá uma base totalmente nova. Ele disse que não se trata de adaptações nas plataformas de Logan e Clio.

Na Europa, a Renault foi a pioneira a ter modelos de baixo custo com o lançamento do Logan, em 2004, de sua subsidiária romena Dacia. No Brasil, os novos produtos poderão ser feitos em São José dos Pinhais (PR) ou na fábrica que o grupo vai erguer em Resende (RJ), que entrará em operação em 2014.