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Jornal do Carro

O Parque da Luz, em frente à Estação Luz, no centro, recebe amanhã, das 8h às 13h, o
Encontro Mensal de Carros Antigos. O evento tem entrada gratuita e reúne dezenas de exemplares nacionais e
importados feitos até 1970.

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Versão de entrada, de motor 1.0, é a que tem melhor abatimento (Foto: Sérgio Castro/AE)

Michel Escanhola

O Renault mais vendido do Brasil vai mudar. O Sandero estreou no mercado nacional em abril de 2008 e, no final do mês que vem, chega às concessionárias como linha 2012 e com retoques semelhantes aos já aplicados ao sedã Logan. Enquanto isso, as autorizadas tentam desovar seus estoques, que ainda estão cheios de modelos 2011.

Para um carro prestes a ser atualizado, os descontos estão baixos. Das autorizadas consultadas, apenas uma oferece mais de 10%. É a AR Motors (3747-6000), no Morumbi, zona sul. Lá, a versão 1.0 Authentique sai a R$ 26.500. São R$ 3.190, ou 10,7%, abaixo da tabela. A concessionária tem várias unidades da Authentique 1.6 por R$ 33.500 (na tabela são R$ 34.740).

Acrescendo ar-condicionado, direção hidráulica e vidros e travas elétricos, o preço sugerido sobe para R$ 38.590. Na AR Motors, dá para comprar essa configuração por R$ 36.900.

Outra que está com o estoque lotado é a Itavema (3723-2520), no Butantã, zona oeste. Lá um exemplar da série especial GT Line sai a R$ 40.500. O abatimento ante a tabela (R$ 43.480) é de R$ 2.980, ou quase 7%. Desconto semelhante tem a versão 1.6 Privilège, cujo preço sugerido é de R$ 42.380, mas pode ser comprada por R$ 40 mil. A versão Stepway, com apelo visual aventureiro e tabela de R$ 46.580, sai por R$ 44.200.

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Mille parte de R$ 23.220, mas vai a R$ 25.050 com quatro portas (Foto: Fiat/Divulgação)

Luís Felipe Figueiredo

Ao tomar como referência a proposta original do “carro popular”, criada em 1993 por decreto do então Presidente da República Itamar Franco, mesmo o mais barato automóvel à venda no País está longe de poder ser chamado assim.

O decreto beneficiava os modelos com motor 1.0 com alíquota de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de 0,1% e estabelecia que deveriam custar no máximo o equivalente a US$ 7,2 mil. Em valores atuais, seriam cerca de R$ 11.200.

Atualmente só há três carros no País com tabela abaixo de R$ 25 mil – mais que o dobro do “limite” de Franco. Além do Chery QQ, que chega no mês que vem por R$ 22.990, sobram o Fiat Uno Mille Economy, a R$ 23.220 e o chinês Effa M100, cujo preço sugerido parte de R$ 24.500.

Dos nacionais 1.0, Ford Ka e Renault Clio saem a R$ 25.240 e R$ 25.600, respectivamente, e o Chevrolet Celta, a R$ 26.115. O mais caro é o Gol G4, por R$ 27.530. Nas concessionárias Volkswagen, o preço promocional é de R$ 23.990.

Atualmente, a adoção de medida semelhante, principalmente com drástica redução do IPI, seria inviável, segundo especialistas. Os preços mais baixos estimulariam demanda excessiva, gerando inflação.

“É justamente o contrário do que o governo quer”, afirma o consultor da ADK Automotive Paulo Roberto Garbossa. “Melhor do que reviver os ‘populares’ seria remanejar as alíquotas de IPI por faixas de potência. Seria mais justo.”

Produzido na China, Effa M100 tem preço sugerido de R$ 24.500 (Foto: Sérgio Castro/AE)

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(Fotos: Sérgio Castro/AE)

Rafaela Borges

O subcompacto Chery que chega em breve às lojas será o carro mais barato do Brasil. Trata-se do chinês QQ, que estreia no mês que vem por R$ 22.990, valor R$ 230 menor que o do atual detentor do título, o Fiat Mille duas-portas.

Enquanto o modelo nacional vem “pelado”, o asiático traz de fábrica o recheio básico de seus irmãos à venda aqui: ar-condicionado, direção hidráulica, freios ABS, air bags frontais e por aí vai. E sua carroceria é de quatro portas.

O comportamento do carrinho chinês surpreende. Como pesa apenas 890 kg, parece que tem motor mais eficiente que o 1.1 a gasolina que gera só 68 cv. Como comparação, o 1.0 flexível do Gol G5 produz 76 cv com etanol. E o Volkswagen tem oito válvulas, ante as 16 do do QQ.

O Chery não perde fôlego em subidas e embala rápido. Nas retomadas, não é preciso fazer muitas reduções no câmbio manual, que tem cinco velocidades. O engates são um pouco ruidosos e os motoristas mais afoitos podem ter dificuldade de engatar uma ou outra marcha. Mas isso não incomoda muito.

Rebarba atrás do volante pode até ferir dedos do motorista

Então, tudo é festa com esse pequeno chinês? Nem tanto. Há aspectos negativos que podem incomodar o consumidor. A começar pelo insuportável ruído do motor a partir das 2.500 rpm. É de enlouquecer. E o propulsor começa a reverberar na cabine logo que se dá a partida.

Nas cinco unidades disponíveis para avaliação havia várias peças mal encaixadas tanto por dentro quanto por fora. Em todas, o espaço entre a tampa do capô e o para-choque era muito maior do lado direito do que do esquerdo. E atrás do volante, à direita, há uma rebarba que pode ferir os dedos do motorista.

Atrás cabem apenas dois adultos, que podem ficar com as pernas apertadas

O QQ é essencialmente urbano. Por ser 14 cm menor que Fiat Mille, é fácil de estacionar em vagas apertadas. No banco de trás, cabem dois adultos, que ficarão com as pernas apertadas se tiverem mais de 1,65 metro de altura.

Não dá para entrar com “sede” em curvas. As rodas de 13” e o centro de gravidade alto fazem a carroceria inclinar muito.

Rodas de 13 polegadas atrapalham o comportamento em curvas

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Leandro Alvares

Quando se pensa no nome de Ayrton Senna, logo vem à mente a imagem de carros de Fórmula 1. Mas o tricampeão – cuja morte, ocasionada por um acidente no GP de San Marino (Ímola), completa amanhã (1) 17 anos – também sempre esteve ligado a modelos de rua. Alguns foram preservados por sua família.

É o caso do esportivo Honda NSX 1992 (acima) e da perua Audi S4 Avant 1993/1994, mantidos em uma garagem na zona sul da capital. “Ele também tinha no Brasil uma perua Mercedes-Benz 300, que usava para viagens”, conta o irmão do piloto, o empresário Leonardo Senna. “Em Portugal ele tinha outro NSX, além de dois Mercedes (190 E 2.3-16 e 500 SEL) na Inglaterra”, acrescenta.

 

Dos carros “comuns” utilizados por Senna quando estava no País havia um Escort XR3, em 1984. Naquele ano, o então estreante na F-1 pela equipe Toleman-Hart chegou a estrelar um comercial para a TV da versão esportiva do hatch Ford.

Um ano antes, quando ainda corria na Fórmula 3 Inglesa, ele foi garoto propaganda de outro Ford, o sedã Corcel II com motor a etanol. “O Campeão da economia”, conforme alardeava o anúncio da marca.

Mas qual seria o modelo predileto do tricampeão? “Ele gostava muito do NSX, pela esportividade, mas a perua Mercedes e, posteriormente, a Audi S4 também eram bastante apreciadas, por serem mais adequadas ao hobby dele: aeromodelismo”, afirma Leonardo.

Confira um vídeo de Senna acelerando o Honda NSX no circuito de Suzuka, no Japão:

FOTOS: DIVULGAÇÃO

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