Carlos Cereijo
Dearborn, EUA– O Ford Fusion Hybrid estará no Salão do Automóvel, a partir de 27 de outubro – as vendas começam em seguida, com entrega das primeiras unidades em dezembro. O preço não foi divulgado, mas segundo fontes ligadas à montadora, o sedã híbrido, que combina motor a combustão e elétrico, custará cerca de R$ 110 mil (a versão a gasolina mais cara oferecida no Brasil atualmente é a V6, tabelada a R$ 101.400).

Ford Fusion Hybrid chega no final de 2010
Nos primeiros meses, só distribuidores da região Sudeste e parte da Sul poderão vender o híbrido. Avaliamos o sedã em uma pista da Ford nos EUA. As semelhanças entre o Fusion “verde” e o com motor a combustão ficam restritas ao visual. O motor 2.5 quatro-cilindros a gasolina tem uma calibração diferente da do modelo “normal”. Esse ajuste, chamado de ciclo Atkinson, atrasa o fechamento das válvulas de admissão no momento da compressão da mistura ar-combustível. O resultado é a redução no consumo de gasolina. Por outro lado há perda de potência. No Fusion Hybrid o 2.5 produz 158 cv, 15 cv a menos que no “normal”.

Em vez da caixa automática de seis marchas, essa versão traz a CVT (de relações continuamente variáveis), que não apresenta trancos em seu funcionamento e aproveita melhor o torque do propulsor. A diferença mais marcante está no motor elétrico de 40 cv, que também acumula as funções de motor de partida, alternador e regenerador de energia de frenagem. Por dentro, as cores azul e branca se misturam com o verde dos mostradores do nível da bateria e da atuação do motor elétrico. Ao dar a partida não há ruído, pois apenas o motor elétrico entra em funcionamento. Ao arrancar (de forma suave), é esse sistema que moverá o carro até que ele alcance 75 km/h. O a combustão só entrará em ação se o motorista pressionar o acelerador de forma vigorosa. Não há trancos em acelerações e retomadas nem sinal aparente de mudança do tipo de propulsão.
Quando o motorista para de acelerar, o motor elétrico captura a energia gerada pelo movimento das rodas, que é transformada em eletricidade para recarregar a bateria. O resultado, segundo a Ford, é o consumo de 17,4 km/l de gasolina na cidade e 15,3 km/l na estrada. Os pontos negativos são o peso (100 kg a mais que o Fusion convencional) e a posição da bateria, atrás do banco. Isso reduziu o volume do porta-malas de 467 para 334 litros (medição norte-americana).
Viagem feita a convite da Ford
(Foto: Carparazzi)
Pouco tempo depois de a marca inglesa Land Rover divulgar as imagens da versão duas-portas, os espiões da Carparazzi flagraram, no circuito alemão de Nürburgring, a configuração de quatro portas do Evoque.
O novo modelo – cujo lançamento está previsto para o Salão de Paris, em outubro – será a porta de entrada da gama Range Rover. Haverá opção de tração 4×2 (no eixo dianteiro), que acaba de ser lançada no Freelander 2.
Segundo a Carparazzi, as vendas deverão ser iniciadas na Europa em meados de 2011. No Brasil, é possível prever seu desembarque entre o fim do ano que vem e o começo de 2012.
As autoridades federais americanas estão investigando possíveis defeitos nos Toyota Corolla e Matrix, a partir de 2006, que provocariam a parada involuntária do motor, bem como a periculosidade dos tanques de combustível do Jeep Grand Cherokee, de 1993 a 2004, que poderiam causar incêndios com facilidade.
A investigação sobre os modelos da marca japonesa, que diria respeito a cerca de 1,2 milhão de veículos nos Estados Unidos, foi iniciada no último dia 18, segundo o site da Administração Nacional de Segurança Rodoviária dos Estados Unidos (NHTSA, na sigla em inglês). Enquanto isso, os trabalhos no Grand Cherokee, que podem afetar cerca de 3 milhões de veículos, foram iniciados ontem pelas autoridades federais.
Segundo a NHTSA, a Toyota identificou duas possíveis causas do problema. A NHTSA informou que, desde novembro de 2009, esteve prestando atenção às supostas paralisações do motor do sedã Corolla e do Matrix (uma espécie de perua derivada do Corolla).

Porsche Panamera (Foto: Divulgação)
Brasil é o país da América Latina que mais importou Porsche entre julho de 2009 e julho de 2010. Com 752 unidades vendidas no período, o Brasil ultrapassou o México, que antes era o maior importador latino-americano. Durantes esses 12 meses, os mexicanos emplacaram 405 Porsche, seguidos por Chile com 208 unidades, Porto Rico com 103 e Argentina com 101.
“Esta posição de liderança tem um significado muito especial e consagra nossas estratégias comerciais”, diz o presidente da importadora Stuttgart Sportcar, Marcel Visconde. Dos 2.043 modelos da Porsche vendidos na América Latina, 969 foram do utilitário-esportivo Cayenne, 362 do esportivo 911, 282 do quatro portas Panamera, 244 do conversível Boxster e 186 do cupê Cayman.
Milhares de caminhões engrossam congestionamento-monsto (AP)
É isso mesmo: dez dias. O congestionamento é tão grande que deixou de ser medido em quilômetros e passou a ser contado em dias. A paradeira, com mais de 100 quilômetros de extensão, teve início no dia 14 de agosto em razão de obras em uma auto-estrada que liga as cidades de Beijing, capital do país, e Zhangjiakou.
Entre os motivos apontados pelas autoridades para a formação do mega-engarrafamento estão o afunilamento da via, seguido por acidentes e panes nos veículos, que ficam horas seguidas com o motor funcionando.
Outra causa seria a falta de experiência dos chineses ao volante. Apenas no ano passado, o maior mercado de veículos do mundo emplacou cerca de 13,5 milhões de unidades, muitas vendidas a motoristas novatos.