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Jornal do Carro

BMW M3 pioneiro tinha motor de quatro cilindros em linha (Foto: Divulgação)

BMW M3 pioneiro tinha motor de quatro cilindros em linha (Foto: Divulgação)

Leandro Alvares
Luís Felipe Figueiredo

A Motorsports, divisão esportiva da BMW, celebra em agosto os 25 anos do M3, modelo classificado pela fabricante alemã como um dos mais bem sucedidos de sua história. Nas ruas e nas pistas. A versão preparada do Série 3 surgiu em 1985, após a fabricante ter encerrado a produção do M1. Sua apresentação ocorreu no Salão de Frankfurt (Alemanha) daquele ano.

O desenvolvimento ficou a cargo de Paul Rosche, responsável pela evolução do motor turbo que deu à equipe Brabham e ao brasileiro Nelson Piquet o título da temporada de 1983 da Fórmula 1. O principal objetivo à época continua válido e é adotado até hoje: girar (muito) alto.

O propulsor do primeiro M3 foi um quatro-cilindros, 16 válvulas, de 2,3 litros. A opção por esse bloco, em vez dos tradicionais seis-cilindros em linha, deveu-se ao fato de seu virabrequim vibrar menos em rotações elevadas. Os 200 cv surgiam a 6.750 rpm.

A segunda geração lançou o motor de seis cilindros em linha (Foto: Divulgação)

Segunda geração estreou motor de seis cilindros em linha (Foto: Divulgação)

Em 1992, o E30 (código do projeto) foi substituído pelo E36, nas versões cupê e sedã. Mais potente, a segunda geração do M3 passou a utilizar um seis-cilindros 3.0 com 286 cv de potência a 7.000 rpm.

Motor de seis cilindros foi mantido até terceira geração (Foto: Divulgação)

Motor de seis cilindros foi mantido até terceira geração (Foto: Divulgação)

A terceira série (E46) veio em 2000 ainda mais robusta: a cilindrada passou a 3,2 litros e a potência subiu para 343 cv. Em 2007 surgiu o E90, feito a partir da quinta geração do Série 3. Uma das maiores mudanças estava sob o capô: o seis-cilindros deu lugar a um V8 com 4 litros e potência de 420 cv a 8.300 rpm.

O sedã também mostrou sua aptidão nas pistas em competições de turismo, como o Campeonato Alemão, em provas clássicas, como as 24 Horas de Le Mans, e até no Mundial de Rali. Em maio deste ano o M3 venceu as 24 Horas de Nürburgring.

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O comerciante Luiz Cláudio de Almeida conta que o dono anterior rodava cerca de 600 km por mês com o caminhão. Foto: Sérgio Castro/AE

O comerciante Luiz Cláudio de Almeida conta que o dono anterior rodava cerca de 600 km por mês com o caminhão. Foto: Sérgio Castro/AE

Por Nícolas Borges

Quem cruzar com este caminhão Chevrolet Brasil 1959 na rua pode achar que viajou no tempo. Afinal, não se trata apenas de um modelo antigo. Com o baú decorado por uma famosa marca de biscoitos, ele parece que está prestes a fazer uma entrega no supermercado mais próximo. O que não seria impossível, já que há pouco tempo era essa a sua utilização.

“O dono anterior trabalhava regularmente com ele, rodando cerca de 600 km por mês”, afirma o comerciante Luiz Cláudio de Almeida, que comprou o caminhão no último dia 12. A decoração do compartimento de carga foi colocada pelo proprietário anterior, por sugestão da empresa de alimentos.

Apesar do uso constante, o Chevrolet está em ótimas condições, de acordo com Almeida. “Tirando detalhes de acabamento, ele está inteirão.” Fora o motor, tudo é original. De seis cilindros em linha, o propulsor GM foi trocado por um Mercedes-Benz do L1111.

Por dentro da cabine, o laranja original da carroceria surge em várias partes de chapa aparente, como o painel e as portas. Tudo ali também é da época, exceto o volante. “Vou procurar um original”, diz Almeida, que pretende manter o caminhão na ativa.

“Eu o comprei com o objetivo de fazer dele uma loja itinerante”, conta. A pintura será mudada para uma cor como a verde-oliva, para combinar com os produtos militares antigos que Almeida comercializa. Segundo ele, o baú – dos anos 40 – se encaixa bem nos seus planos. “Tem o tamanho certo e as divisórias são de pinho-de-riga ou peroba, que não dão cupim.”

Carregado de história
O Chevrolet Brasil foi batizado assim por ser o primeiro veículo que a montadora fez no País, na fábrica de São José dos Campos, no interior, em 1958. O exemplar das fotos desta página tem muita bagagem. Almeida é só o terceiro proprietário dele. O anterior ficou com o caminhão desde 1965, após comprá-lo de um tio.

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O estudante Celso Boeto faz as contas antes de aproveitar anúncios de ofertas. Foto: Sérgio Castro/AE

O estudante Celso Boeto faz as contas antes de aproveitar anúncios de ofertas. Foto: Sérgio Castro/AE

Por Viviane Biondo

O estudante de engenharia Celso Boeto estava fazendo as compras do mês em um hipermercado quando viu o anúncio de uma oferta de pneus. “Comprei porque já vinha pesquisando em várias lojas. No total, economizei R$ 100 nos quatro.”
Segundo informações das redes Pão de Açúcar e Walmart, o item foi o principal responsável pelo crescimento de 25% nas vendas da seção de componentes e acessórios automotivos no primeiro semestre deste ano ante o mesmo período de 2009. Baterias, palhetas dos vidros e produtos para limpeza do carro são outros campeões de venda.

“A conveniência e as promoções atraem o cliente. Além da possibilidade de parcelar a compra sem juros, ele não paga pela troca dos itens feita nas oficinas parceiras que ficam no próprio estacionamento das lojas”, diz a gerente de produto do Walmart, Simone Curtolo.

Para Charles Szulcsewski, coordenador de MBA em Gestão Estratégica de Negócios Automotivos da ESPM, oferecer produtos automotivos onde o cliente vai sem a finalidade de encontrá-lo é estratégico. “Atrai mais a atenção do consumidor. É como promover um veículo no corredor de um shopping center.”

Antes de sair comprando, contudo, é preciso tomar alguns cuidados. “Deve-se avaliar se a compra compensa ou se é feita por impulso pelo temor de perder o que é anunciado como oferta”, diz o coordenador do curso de Economia da Fecap, Glauco Perez da Silva. “Muitas vezes o cliente não tem ideia do preço e paga mais pela comodidade de encontrar tudo no mesmo lugar e de poder parcelar o valor.”

Boeto conta já ter escapado de uma “oferta” que parecia imperdível. “Deixei de levar a embalagem maior de óleo lubrificante porque vi que pagaria menos ao comprar duas menores, que totalizavam o mesmo conteúdo.”

Já nas lojas especializadas são os itens de menor valor que precisam ser destacados. “Em geral o balconista só entrega as peças pedidas. Produtos como xampus para lavagem e capa de volante, por exemplo, têm de estar nas vitrines”, afirma Moisés Sirzente, dono da Jocar.

A estratégia funcionou com o estagiário de direito Leandro da Glória, que foi a uma loja da rede MercadoCar comprar óleo e filtros. Levou também odorizador, maçanetas cromadas, tapetes e gastou R$ 32 além dos R$ 56 previstos. “Não pesquisei os preços. Passei pelos corredores para ver as novidades e, como sempre, acabei comprando mais coisa.”

Autopeças tambem oferecem serviços de manutenção

A venda de peças e acessórios em lojas especializadas do Estado cresceu 20% no primeiro semestre de 2010 em comparação ao mesmo período de 2009. “A alta é impulsionada pelo aumento da frota desde 2005 e pela inspeção veicular obrigatória”, afirma Francisco De La Torre, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Peças e Acessórios para Veículos (Sincopeças).

Além disso, houve aumento do número de famílias com carros e da oferta de serviços rápidos de manutenção. Na rede MercadoCar há lanchonete e café grátis para os clientes. Segundo Szulcsewski, essa preocupação tem bons motivos. “As decisões que envolvem o carro, desde a compra até a manutenção, mobilizam a família toda porque implicam ajustes no orçamento da casa.”

Para a analista de sistemas Sandra Garcia, que desde o fim da garantia de fábrica de seu Ford Fiesta prefere trocar óleo, filtros e lâmpadas de faróis e lanternas no MercadoCar, a indicação de seu pai foi essencial. “Ele sempre veio aqui, então confio e é prático.”

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Fusion usado repete bom desempenho que apresenta entre os novos. Foto: André Lessa/AE

Fusion usado repete bom desempenho que apresenta entre os novos. Foto: André Lessa/AE

Por Leandro Álvares e Luís Felipe Figueiredo

A Hyundai acaba de lançar a linha 2011 do Azera no País. O sul-coreano, equipado com motor V6 3.3 com 20 cv extras, manteve a tabela de R$ 90 mil e concorre com Ford Fusion e Honda Accord, entre outros.

No mercado de novos ele vai bem e perde em vendas só para o Fusion (dos três o Accord é o lanterna), segundo dados da Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionárias. A opção por um desses sedãs usados também é um bom negócio, pois eles oferecem relação custo-benefício atraente. “São modelos de alto valor agregado, bem equipados”, explica o consultor da ADK Paulo Roberto Garbossa.

A Supravel (4555-5588), multimarcas em Santo André, no ABC, tem um Azera preto, ano 2008, à venda por R$ 60.900. O preço está abaixo dos R$ 62.768 da cotação publicada no JC de quarta-feira. Também no ABC, a São Caetano Automóveis (4221-4000), em São Caetano do Sul, tem uma unidade 2009, prata, a R$ 67.990 (na pesquisa a média é de R$ 66.795).

Já um Ford Fusion 2.5 ano 2010 com 12.300 km sai por R$ 76.900 na Auto Leste (2302-2000), zona leste. Como comparação, a tabela do zero-km é de R$ 82.160. Segundo o vendedor Fabrício Silva, esse tipo de carro “tem um público bem específico”.
Na zona norte, a FMF Automóveis (2949-2319) oferece há cerca de dois meses um Fusion V6, também 2010, por R$ 81 mil. Esse valor está R$ 20.400 abaixo da tabela de um novo. O vendedor Carlos Alberto garante comparado ao Honda e ao Hyundai, o Ford é o mais fácil de revender. “O Accord é o pior”, afirma.

Na Studio Carro (3554-1112), zona sul, há dois Accord 3.0 EX V6 na cor prata à venda, um 07/07 com 15 mil km por R$ 62 mil e outro 06/06 com 100 mil km a R$ 48 mil. “A revenda de sedãs grandes seminovos vai bem para modelos com até 5 mil km. Quando o carro está bem rodado, acima dos 100 mil km, é quase certeza que teremos uma vaga ocupada no pátio de seis meses a um ano”, afirma o vendedor Elmo Franchini.

Garbossa explica que os cuidados na hora da compra de sedãs como esses passam pelo estado de conservação e certificação de sua procedência. A eventual garantia de fábrica é outro atrativo, mas nesse caso é preciso confirmar se ela vale de fato. “Todas as revisões devem ter sido feitas em concessionárias”, alerta.

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A Volkswagen deve lançar no ano que vem um sistema de som automotivo híbrido. Segundo a fabricante, ele unirá as funções de um aparelho automotivo convencional à interface com a internet. A ideia é permitir que o ouvinte crie listas de temas desde noticiário até programas de música da rede.

Os testes serão feitos na Alemanha, onde a Volks já fez uma parceria com a rádio Hit-Radio Antenne, de Niedersachseen.

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