ir para o conteúdo
 • 

Jornal do Carro

31.dezembro.2009 16:15:22

Vespa para dois

DIVULGAÇÃO
Para dois
Modelo foi alongado e tem cerca de 3 metros de comprimento

Esta Vespa alongada foi idealizada pelo diretor da empresa na África do Sul, Andy Reid, e é utilizada em campanhas publicitárias e ações de marketing.

A ideia é destacar a versatilidade do scooter originário da Itália. Segundo informações da fabricante, ele pode ser uma boa opção de transporte eficiente para duas pessoas, com mínimia emissão de poluentes.

A stretch-limo Vespa pode até não ganhar as ruas, mas ficou bem bacana.

Comentários (2)| Comente!

Até os anos 60, os limpadores de para-brisa tinham apenas uma velocidade, o que irritava os motoristas e podia danificar o vidro. Foi então que Robert Kearns, um inventor frustrado, criou o controlador de velocidade para o componente.

Kearns vendeu a ideia à Ford, a maior montadora do mundo na época. Mas a empresa, em vez de comprá-la, a roubou. É o que conta o filme Jogada de Gênio, estrelado por Greg Kinnear, de Pequena Miss Sunshine.

DIVULGAÇÃO
Jogada de Gênio
Galaxie em cena de Jogada de Gênio, filme com bela história automotiva

Kearns (Kinnear) passa a história brigando judicialmente com a Ford pelos direitos comerciais sobre sua invenção, que em pouco tempo fez sucesso em todas as montadoras. E, além dessa história automotiva, Jogada de Gênio tem belas cenas dos protagonistas a bordo de um Ford Galaxie, um dos ícones americanos.

Aqui na redação, descobrimos o pouco conhecido filme Jogada de Gênio enquanto apurávamos uma reportagem sobre os carros que fizeram sucesso nas telonas neste ano. O Galaxie é um deles, mas acabou não entrando na edição final – por isso, você confere aqui a foto da reprodução da cena do filme.

Assim, se você gosta de automóveis e a história deles, Jogada de Gênio é uma boa dica de filme. E se quer ver o que de melhor os veículos fizeram no cinema em 2009, confira no Jornal do Carro que estará nas bancas neste sábado. Na seleção das melhores cenas automotivas do ano, há ação, comédia e até romance.

Comentários (2)| Comente!

SÉRGIO NEVES/AE
Cruzamento Sumare
Corredor da Av. Sumaré: motociclista deve ter atenção nos cruzamentos

Como parte do caminho casa-jornal-casa, circulo quase todos os dias pelo corredor de motos da Avenida Sumaré desde sua inauguração, em 2006. A via funciona de verdade, mas a experiência mostra que há horários e circunstâncias em que a faixa exclusiva deve ser evitada. De madrugada, por exemplo.

Aprendi essa lição há uma semana. Voltava para casa por volta das 3 horas da manhã. Uns 60 metros à minha frente ia uma Honda Titan, quando foi fechada de repente por um taxista que faria uma conversão proibida. Caído no chão, o motociclista chorava de dor como uma criança. Profissionais da CET que circulavam por ali perceberam o acidente e comandaram os primeiros socorros. Se estivesse andando nas faixas para automóveis (praticamente vazias naquela hora), o piloto da moto certamente não teria sido vítima da distração e imprudência do taxista.

Em agosto de 2008, o colaborador do Grupo Estado Bruno Cavaglieri, de 21 anos, morreu em consequência de um acidente parecido no cruzamento da Avenida Sumaré com a Rua Vanderlei. Em casos como estes, cinco pontos na carteira e R$ 127,69 parecem uma pena muito branda para quem faz uma conversão proibida.

Além da atenção extra durante as madrugadas, também é bom evitar o corredor após uma chuva. Explico: depois de uma dessas pancadas de verão, o corredor de motos permanece molhado e com pouca aderência por mais tempo que as faixas de carros. Nessa hora, se o tráfego na Avenida Sumaré for pequeno, é melhor procurar a segurança extra que o asfalto seco oferece.
JF DIORIO/AE

Conversão proibida é infração grave: cinco pontos e R$ 127,69

Comentários (9)| Comente!

28.dezembro.2009 12:00:09

Geely Volvo!

Ouvi uma vez de um executivo da Volvo que um dos maiores orgulhos da montadora, após ser vendida para a Ford, era ter conseguido manter sua identidade e relativa independência mesmo sob comando dos americanos.

A marca sueca, que produz carros na longínqua e fria Gotemburgo, é símbolo de tradição e segurança. Semana passada, a Ford anunciou sua venda para a chinesa Geely, que pagará US$ 2 bi pela marca de luxo – por um terço do que os americanos a adquiriram há 10 anos, US$ 6 bilhões.

Tem muita história para contar essa fabricante que, em 22 de junho de 1915, teve o nome Volvo registrado. Somente 12 anos depois, em 1927, o logotipo seria lançado no modelo ÖV 4. A produção se estendeu para caminhões, ônibus, turbinas de avião e motores de barco, entre outros.

Voltemos aos carros. Os saudosistas viram a passagem de mãos, em 99, como futuro incerto. Mas olhando para trás é inegável que a Ford fez bem à Volvo. Seus carros ficaram mais bonitos, com linhas menos quadradas e mais modernas. Sem perder a tradição e mantendo a excelência na qualidade, inovou com um SUV (XC90) e um compacto (C30).

Os chineses serão mais espertos se conseguirem tornar uma marca consagrada em bom negócio do que imporem seus padrões de qualidade.

Geely, aliás, quer dizer ‘boa sorte’, explicando o ‘trocadilho’ do título.


Depois da compra, vamos esperar para que a chinesa Geely ao invés de oferecer carros como esse…


… Mantenha o mínimo de qualidade que a sueca Volvo impõe ao produzir carros como o C30

Comente!

27.dezembro.2009 12:38:56

O fim do “big block” GM

Mais mudanças na GM, agora em seu “coração”: a empresa anunciou o encerramento da produção do motor V8 “big block” (bloco grande) a gasolina, que era feito em Tonawanda, no Estado de Nova York, há 51 anos. A decisão havia sido tomada em junho, como parte da reestruturação da companhia. O diretor da fábrica lamentou o fim do motor. Disse que “apesar da tecnologia ultrapassada, era um motor resistente, de manutenção simples e confiável.”

DIVULGAÇÃO
Fim do V8 Big Block GM

Desenvolvido em 1958 de acordo com a tendência da época de grande cilindrada (para acompanhar os automóveis, também enormes), esse motor tinha o apelido de “Rat” (rato), uma brincadeira com o V8 de bloco pequeno, chamado “mouse” (camundongo). Nos tais bons tempos, foi usado em modelos como Corvette, Camaro e Impala.

Fácil saber por que: tinha 8,1 litros de cilindrada. A versão mais recente desse motor era a L18, fabricada desde 1999. Sua potência chegava a 345 cv, menos do que outros motores mais modernos. Equipava picapes grandes como a Chevrolet Avalanche – que agora ficou apenas com o V8 de 5,3 litros e 325 cv, capaz de rodar com gasolina ou E85 (álcool com 15% de gasolina).

Apesar do prazer que um V8 é capaz de proporcionar, não consigo sentir pena do Big Block. Se ao menos fosse mais moderno… Mas tinha bloco e cabeçote de ferro fundido (também, com esse tamanho todo, difícil fazê-lo de alumínio), comando de válvulas no bloco, entre outras coisas. Pesado, uma aplicação enorme de energia sem a contrapartida da potência. Para mim, ele é exemplo de anacronismo, de um brutamontes com cérebro de amendoim. Que venham outros melhores – não necessariamente elétricos, apenas melhores.

Comentários (13)| Comente!

Seções

Blogs do Estadão