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Jornal do Carro

31.outubro.2009 14:10:00

Museu de grandes novidades

Tóquio - O Salão de Tóquio deste ano, que terminará na quarta, pode não ter sido emocionante em termos de lançamentos automotivos, mas isso não quer dizer que ele não seja interessante. Além de motos incríveis (leia amanhã na coluna do JC no Seu Bolso, do JT, e no caderno Autos, do Estadão) de Honda, Suzuki e Yamaha, a organização do evento tratou de exibir alguns velhinhos muito bacanas. Claro que o objetivo principal foi tapar os buracos deixados pelas 23 montadoras não japonesas que deixaram de participar, mas aonde mais se pode ver de perto máquinas como essas?

FOTOS: NÍCOLAS BORGES/AE

Mazda RX-500 - Conceito mostrado na mostra nipônica de 1970, pesa apenas 850 kg e tem motor rotativo Wankel (que a marca desenvolve e produz até hoje, no RX-8, por exemplo). São dois pistões giratórios de
491 cm³ cada que, juntos, oferecem 250 cv a 8.000 rpm


Mitsubishi A - Primeiro carro produzido ‘em massa’ na Terra do Sol Nascente, misturava ‘influências’ de vários modelos europeus e teve 30 unidades feitas de 1917 a 1921. O motor 2.8 de quatro cilindros rende
35 cv, que tinham de lidar com 1.315 kg


Honda RC160 - Essa ‘bípede’ de competição tinha motor de 250 cm³ de quatro cilindros em linha, seu primeiro do tipo com duplo comando de válvulas. Com potência de 35 cv a 14 mil giros, ela dominou uma prova
de longa duração pra motos nipônicas no Monte Asama (Japão)em 1959.
O exemplar acima venceu a corrida com Sadao Shimazaki


Toyota MR2 - Carro do ano no Japão na ‘temporada’ 1984/85, não é antigo mas vale o registro só por sua ‘missão na Terra’. Com a mecânica do Corolla instalada em posição central traseira (tração atrás também, claro), era uma opção acessível de carro 100% esportivo. Teve uma segunda geração que invadiu os anos 90

Viagem feita a convite da Toyota

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30.outubro.2009 12:00:00

Recall branco

A Volkswagen anunciou esta semana a Campanha de Oficina Ativa, ação para incentivar que os proprietários de veículos equipados com motor 1.0 VHT a se dirigirem a uma concessionária para substituição do óleo do motor.

O propulsor, que equipa os modelos Gol, Fox e Voyage, apresentou ruídos e vícios decorrentes, segundo a montadora, da deficiência na lubrificação. A fabricante também antecipou a primeira troca de óleo (que passou de 15 mil quilômetros ou um ano para dez mil quilômetros ou seis meses) e estendeu a garantia dos veículos de 3 para 4 anos. No entanto,não fará recall por entender que o problema não compromete a segurança dos consumidores.

Segundo o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), consultado durante a semana para apuração do caso, a iniciativa pode ser entendida como recall branco, ou seja, quando não é feita a convocação mas se assume o vício no veículo.

Para você, caro leitor, a iniciativa da fabricante é correta?

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29.outubro.2009 17:34:29

Fordinho com 405 cv

O Sema Auto Show, maior evento de carros preparados do mundo, ocorrerá de 3 a 6 de novembro, em Las Vegas (EUA). Entre as atrações a feira terá o Ford 34 das fotos abaixo.

FOTOS: DIVULGAÇÃO
Preparação
Modelo é uma réplica do Fordinho de 1934, mas com motor atual

O modelo que será levado à feira recebeu motor Ford V6 Ecoboost de 3,5 litros que rende mais de 405 cv de potência. O torque também impressiona: são 55 mkgf.

A carroceria é uma réplica do Ford de 1934. Além do motor, entre as modernidades estão os vidros elétricos e o sistema de ar-condicionado.

Final
Quando ficar pronto ele será assim: simpático e invocadão

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28.outubro.2009 15:08:11

Enfim, o novo Fox

VW Fox dianteira

Está aí o Fox renovado, com as mudanças mais profundas de sua existência – o carro da Volks foi lançado em 2003. A dianteira carrega uns 50% da inovação, pelo menos. Ali, a fabricante alemã deixou o hatch bem parecido com o novo Polo europeu.

Este, bem diferente do que é vendido no Brasil, será feito também no México (para o mercado americano) e estava planejado para o País. Mas a crise veio, a Volks reavaliou esse plano e…. bem, o fato é que ainda não se sabe o que ocorrerá com o nosso Polo. Mas algo deve, e precisa, ser feito para manter o fôlego do carro. A conferir.

Voltando ao Fox, na traseira só os mais observadores notarão um friso na tampa do porta-malas e um “tapinha” nas lanternas. De resto, tudo na mesma. Na cabine, estão outros 30% do porcentual de inovação. O acabamento do hatch, que era um dos piores de seu segmento, melhorou demais. O belo painel lançado com o Gol, no ano passado, substituiu o simplificado quadro oferecido até então e deu outra atmosfera ao interior.

VW Fox traseira

O restante da inovação ficou por conta de dois equipamentos inéditos no carro: o câmbio automatizado e o teto solar elétrico. Este só está disponível para a versão de topo. Os preços? Na versão 1.0, não mudou: parte de R$ 29.990. O 1.6, que começa em R$ 34.800, ficou quase R$ 1.000 mais caro. E com câmbio automatizado, o valor inicial é de R$ 37.200.

Os motores também são os mesmos. E o 1.0 é alvo de uma polêmica, com detalhes que você pode conferir na postagem de segunda-feira, com texto de Lúcia Camargo Nunes. Mais detalhes estão no Jornal da Tarde de hoje.

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27.outubro.2009 12:00:00

Effa vai para Manaus

Effa Pick Up
Picape (foto), furgão e minivan Effa serão montados na Amazônia

A Effa Motors, empresa do Uruguai que traz ao Brasil utilitários fabricados na China, promete para janeiro de 2010 descomplicar parte dessa operação montando os veículos no Brasil. No início virão parcialmente desmontados e, a partir de agosto, segundo a empresa, essa montagem será totalmente feita na Zona Franca.

A operação está atrasada. Em julho de 2008, a promessa do presidente da empresa, Eduardo Effa, era para o segundo semestre de 2009… Contudo, mais que cumprir cronogramas, a Effa terá de adequar a minivan, o furgão e a picape ao nosso mercado. Um ponto importante é o motor.

Os três utilizam um propulsor 1.0 movido a gasolina somente, um problema quando se quer vender carros baratos no maior mercado, o Sudeste. E esse propulsor tem apenas 47 cv, enquanto similares nacionais já beiram os 80 cv. E é pouco potente por ser antiquado.

A hélice do sistema de arrefecimento, por exemplo, é acionada por correia. Fica ali girando o tempo todo e roubando força mesmo com o motor frio, do mesmo jeito que ocorria num velho jipe Willys ou Chevrolet Opala. A adequação ao nosso piso e a atenção com a qualidade também precisam ser revistas.

A versão minivan testada pelo Jornal do Carro tinha suspensão dianteira mole demais e um friso de acabamento interno se soltou do teto. Na picape avaliada, aparentemente nova, a manivela do vidro girava em falso.

Se você tem um Effa, divida com a gente a experiência de dirigi-lo na cidade, as vantagens e desvantagens que tem percebido em consumo, praticidade e manutenção.

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