Carro já não é investimento faz tempo. Porém, me assustei quando me ofereceram R$ 15 mil pelo meu Celta 06/07 Life duas-portas. O preço de tabela dele é R$ 21.240. E o pior: a melhor cotação que recebi pelo veículo foi de R$ 18 mil, numa concessionária Volkswagen. A Chevrolet, que eu (ingênuo) pensava que pagaria mais, me ofereceu R$ 16 mil!
Tudo bem que a redução do IPI baixou o preço do carro zero-km e, conseqüentemente, o valor dos usados também. Mas pare para pensar um pouco, caro leitor. Além desse “desconto” no IPI ser temporário, deve acabar em março, a revenda vende o carro adquirido acima do valor que pagou, para lucrar com a negociação. É a regra do jogo. O mundo é dos espertos. Uns ganham, outros perdem. O problema é que, geralmente, quem sai com o prejuízo é o cliente.
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Autorizdas da Fiat oferecem o Mille 1.0 duas-portas a partir de R$ 20.990
A redução do IPI para carros novos, em vigor desde a sexta-feira, fez o consumidor a voltar às lojas. No final de semana os feirões nas fábricas de GM e VW lotaram. De acordo com a Ford, suas vendas somaram 4.200 unidades no mesmo período, número que não se via há tempos.
A Fiat publicou um anúncio no Jornal do Carro de ontem oferecendo a linha 2009 do Mille a partir de R$ 20.990 para pagamento à vista. No início de setembro o mesmo modelo era anunciado por R$ 1 mil a mais.
Os sinais positivos estão surgindo por toda a parte. Resta saber até quando vão se sustentar.
Em tempo: no acumulado da primeira quinzena de dezembro o Mille manteve-se à frente do Palio em vendas, posição que voltou a ocupar em outubro.
Em almoço com a imprensa ontem, em São Paulo, o presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, disse que a empresa se preocupa com a crise mundial, mas não há motivo para entrar em pânico. Se considerarmos o panorama nacional, o executivo alemão pode até ter certa razão. Pânico, literalmente, ainda não há.
Mas é importante que o governo e as próprias fabricantes tomem medidas para evitar que o cenário trágico finalmente ocorra. A redução temporária das alíquotas do IPI (confira detalhes no Jornal do Carro de hoje), anunciada na semana passada e válida até março, foi uma delas.
Mas voltando à declaração de Schmall, no mundo a situação já é sim para fazer qualquer executivo se descabelar. Que o digam os presidentes de Chrysler e GM. Sem ajuda do governo americano, as montadoras já ameaçam entrar com pedido de falência.
Se isso realmente ocorrer, a outra americana, a Ford, pode ir junto, principalmente por causa dos fornecedores, basicamente os mesmos. Até as sólidas japonesas Honda e Toyota, que têm forte atuação nos EUA, serão ameaçadas.
Enquanto isso, na Europa, o presidente da Fiat, Sergio Marchionne, acredita que após a crise poucas montadoras sobreviverão, talvez apenas cinco. E complementa: somente aquelas com produção superior a 5 milhões de unidades anuais. Após as declarações de Marchionne, um jornal italiano publicou a informação de que a montadora italiana já estaria negociando uma fusão com a PSA Peugeot Citroën. A razão? Não desaparecer quando a tempestade passar (e os executivos não têm idéia de quando isso ocorrerá).
Em todo esse contexto, apenas uma grande montadora se mantém discreta, com os executivos falando pouco, como se não quisessem chamar a atenção. É a Volkswagen. Empresa burocrática, que ainda tem o governo alemão como acionista, a Volks é, pelo menos aparentemente, aquela que tem mais condições de sair ilesa da crise. Globalmente, já vem registrando lucro há alguns anos, enquanto as americanas e a forte concorrente européia, Renault-Nissan, vinham de prejuízo atrás de prejuízo.
Além disso, se as previsões de Marchionne estiverem certas, a Volkswagen é uma das que sobreviverá. Produz atualmente 6 milhões de unidades ao ano (segundo Thomas Schmall), somando os modelos de todas as marcas controladas pelo grupo.
E aos poucos aumenta a participação na empresa da lucrativa Porsche, que já é sua maior acionista. Para complementar, a participação da VW nos EUA, maior foco da crise, não é grande. O Brasil, por exemplo, representa muito mais nas operações do grupo.
Por tudo isso, se o assunto é apenas Volkswagen, mesmo no contexto global os executivos da alemã parecem não ter mesmo motivo para entrar em pânico. Será a Volks a mais forte candidata a sobreviver quase sem abalos à tempestade global? O que pensa o caro leitor?

Honda CG 125 Fan 2009 dá adeus ao motor com varetas. Passo à frente
Uma surpresa entre as motos apresentadas este ano foi a CG 125 Fan 2009. Ela mudou bem. Tem novo quadro, tanque muito maior (15,1 litros) e assento remodelado. E o principal: para manter seu desempenho aceitável por causa dos novos limites de emissão de poluentes que passam a valer em 1º de janeiro de 2009, a Honda finalmente deixou de lado o antigo motor OHV, com comando no bloco e varetas para acionar as válvulas (parecido com o da primeira “CG Bolinha” nacional, de 1976, ele era obsoleto por ter muitas peças móveis).
A Fan usa agora um propulsor semelhante ao da Titan 150, do tipo OHC, com comando de válvulas no cabeçote (roletado, inclusive) acionado por corrente. Mas a moto continua a usar carburador.
Em relação à Fan 2008, a nova moto perdeu potência, é verdade. Caiu dos 12,5 cv para 11,6 cv. Muita gente vai falar: “Tá vendo? O motor antigo é melhor!” Não é. Essa perda ocorreu por conta da redução de emissões, que obrigou também a colocação de um catalisador bem no início do tubo de escape.
Nos primeiros testes pelo Jornal do Carro, a moto agradou. Tem boa força em rotações baixas e continua com engates precisos e funcionamento geral eficiente. Dá um baile em qualquer marca novata, apesar de não ter itens importantes como cavalete central ou marcador de gasolina. Agora são duas versões: com partida a pedal (KS) e preço sugerido de R$ 5.140, mais partida elétrica (ES) e tabela de R$ 5.590. Chegarão na segunda metade de janeiro.
Se você é um “vareteiro” inconformado com a mudança ou acredita que o novo motor é mesmo a melhor solução, deixe aqui seu comentário.
Da seção ‘Os mais bizarros do ano’ este Mitsubishi é um de meus favoritos.
O MMR25 participou de um concurso de design que tinha no tema como seria o carro de 2025. Este conceito de rali da Mitsubishi é elétrico e seus oito motores movidos a bateria lhe dão autonomia de até 1.600 quilômetros. As rodas são multidirecionais e contam com 32 pneus (todo-terreno 8×4), perfeito para rodar de lado. Sem vidros, o piloto tem visão de 360 graus por meio de um monitor.
Será mesmo esse o futuro? Mais do que falar, veja!



