De 1999 para cá, a Honda produziu quase 120 mil NX4 Falcon
Com a entrada em vigor agora em janeiro de novos limites de emissão de poluentes para motos (Promot 3), a Honda parou de produzir a NX4 Falcon. Lançada no segundo semestre de 1999, ela surgiu para substituir a 350 Sahara.
Equipada com motor de um cilindro e 30,6 cv, a Falcon mostrou potencial já no segundo ano de vida, com 13,9 mil unidades produzidas. Nestes nove anos e sem nenhuma reestilização, foram quase 120 mil Falcon.
O melhor ano foi justamente este 2008, em que a Honda já montou mais de 22 mil unidades. Embora isso seja mais do que a produção de Harley-Davidson e Kasinski juntas, o número fica pequeno perto de outras Honda. A fábrica consegue montar por mês mais que o dobro disso da CG 125 Fan e também da 150 Titan.
Tabeladas em R$ 13.881, as Falcon remanescentes ainda estarão nas revendas no começo de 2009. Quem sonha com a moto deve estar atento e pesquisar nas próximas semanas. É bem provável que as concessionárias façam promoções de queima de estoque.
Se você tem uma Falcon ou já pilotou a moto, deixe aqui suas impressões. Vale dizer que a Honda também “matou” as atuais Twister e Tornado 250, mas estas deverão voltar de cara nova logo mais.
A Prefeitura recuou e, no próximo ano, apenas carros fabricados entre 2003 e 2008 deverão passar pela inspeção veicular. Apesar disso serão pelo menos 2,5 milhões de carros verificados.
O dono do carro pagará a taxa de R$ 52,73, que será devolvida caso não tenha débitos no Detran.
Haverá inspeção visual (fumaça, possíveis vazamentos), depois medição de ruídos e a inspeção de emissões. Se algo for reprovado, o motorista terá 30 dias para retornar com o carro em ordem, sem ônus.
Vale lembrar que quem não fizer a inspeção não poderá licenciar o carro – isso significa também que não poderá revendê-lo. E se for pego em fiscalização terá o carro apreendido.
Mas a vida não será só sossego para os donos de carros anteriores a 2003, promete a Prefeitura. Segundo a Secretaria do Verde e Meio Ambiente haverá uma espécie de radar móvel que vai registrar carros poluentes e convocá-los à inspeção.
A seguir, confira o calendário das inspeções. Pode não ser a notícia mais agradável para o último post do ano, mas sabemos, motoristas ou não, que isso é mais do que necessário numa cidade como São Paulo. Vamos manter o nosso carro em ordem, assim, melhorar um pouco nossa qualidade do ar.
Desejo a todos um FELIZ 2009!
MARQUE NA SUA AGENDA AS DATAS DE INSPEÇÃO E LICENCIAMENTO:
PLACA FINAL 1: inspeção entre fevereiro e abril
licenciamento: abril
PLACA FINAL 2: inspeção entre março e maio
licenciamento: maio
PLACA FINAL 3: inspeção entre abril e junho
licenciamento: junho
PLACA FINAL 4: inspeção entre julho Maio e julho
licenciamento:julho
PLACAS COM FINAL 5 e 6: inspeção entre junho e agosto
licenciamento: agosto
PLACA FINAL 7: inspeção entre julho e setembro
licenciamento: setembro
PLACA FINAL 8: inspeção entre agosto e outubro
licenciamento: outubro
PLACA FINAL 9: inspeção entre setembro e novembro
licenciamento: novembro
PLACA FINAL 0: inspeção entre outubro e dezembro
licenciamento: dezembro
Do país onde lojas de automóveis chegaram a vender dois carros pelo preço de um como estratégia para driblar a recente crise financeira mundial é o triciclo de mais de R$ 8.800.
Para celebrar o centenário da marca, a tradicional fabricante britânica de automóveis Morgan anunciou o lançamento do “SuperSport Junior Pedal Car”, um triciclo para crianças entre 6 e 13 anos.
O brinquedo de três rodas é feito de alumínio e os que desejarem ter acabamento em couro precisarão desembolsar mais R$ 868. Apesar do preço salgado, nada de motor. É preciso pedalar para o brinquedinho funcionar.
O modelo projetado é inspirado no primeiro veículo produzido pelo fundador da marca e tem o início da produção estimado para agosto de 2009. No entanto, a empresa adverte que ele só será fabricado quando mais de 200 pedidos forem confirmados. A expectativa é que sejam vendidas cerca de 500 unidades.
Resta saber se vai ter milionário inglês querendo gastar alguns dos seus tostões para presentear os filhos com um brinquedinho destes em tempos de crise.

Após a Toyota declarar prejuízo de US$ 1,7 bilhão (o primeiro em 70 anos), foi a vez do CEO da Honda, Takeo Fukui, vir a público na semana passada afirmar perdas de US$ 1,4 bilhão e que “não vê sinais de recuperação no horizonte”, referindo-se ao mercado em geral. Antes, a segunda maior fábrica de automóveis do Japão havia anunciado sua retirada da Fórmula 1.
MICHAEL CARONNA/REUTERS

Fukui: “se o iene subir mais, vamos para o exterior”
Fukui quer que o governo de seu país adote medidas para desvalorizar o iene, moeda japonesa. Isso é algo que as fábricas brasileiras pediam há algum tempo, quando o real estava forte frente ao dólar. Com o iene valorizado, os pagamentos que entram na moeda norte-americana valem menos quando convertidos. Caso nada aconteça, as medidas sugeridas por Fukui seriam radicais para os estáveis padrões japoneses. Da opção pela importação de veículos à ampliação da produção no exterior, além da transferência dos escritórios para outros países (incluindo estúdios de desenvolvimento de produto), tudo pode acontecer. Passando, claro, pela demissão de funcionários temporários e até dos permanentes.
Chrysler parada
Enquanto isso, nos EUA, circulou no semana passada a notícia de que a Chrysler suspendeu sua produção no mínimo até 19 de janeiro, sem data exata para retomar as atividades. Isso tudo apesar da liberação dos esperados US$ 4 bilhões de ajuda pelo governo americano. Será que há algo mais grave?
Museu da Ulbra
Certo é que também na semana anterior ao Natal a Justiça Federal de Canoas (RS) determinou a lacração dos automóveis que compõem o acervo do Museu de Tecnologia da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra). A penhora ocorreu por ação de cobrança de dívida com a União de aproximadamente R$ 2 bilhões. Grande parte dos veículos foi doada, inclusive pela General Motors do Brasil. Não está proibida visitação ao local.
O segmento dos hatches de entrada passou por mudanças significativas em 2008. O Ford Ka reestilizado chegou em janeiro, dividindo opiniões. Os apaixonados pelo estilo e personalidade “New Edge” criticaram. Já quem não cogitava comprar o modelo de entrada da fabricante, levando em consideração principalmente o visual, mudou a opinião que tinha há mais de dez anos, quando o carro foi lançado. De acordo com a Fenabrave, o acumulado de vendas foi de 60.754 veículos de janeiro até a primeira quinzena deste mês. Ele está em 5º no ranking de vendas dos modelos de entrada
Em junho, foi a vez da Volkswagen alterar sua linha. E o modelo foi nada mais nada menos que o Gol, campeão de vendas do segmento, com 275.939 emplacamentos até a primeira quinzena de dezembro deste ano, segundo a Fenabrave. Com plataforma baseada na do Polo e bom acabamento, o líder de mercado há 21 anos veio caro na versão básica e chegou às vitrines por R$ 28.890.
Com dois importantes concorrentes no segmento, Palio e Mille, a Fiat preferiu atualizar o terceiro colocado em vendas no segmento. Com 13.500 emplacamentos até a última quinzena dese mês, segundo a Fenabrave, o Mille só perde para o Gol e Palio, que teve 191.890 unidades vendidas.
Para dar sobrevida ao modelo, que deve permanecer na linha até 2012, quando será substituído, a marca investiu pouco em visual e mais em economia. A versão mais simples do carro que voltou a se chamar Uno foi batizada de Economy. Tem reduzido consumo do motor 1.0 de 66 cv, graças a alterações no câmbio, suspensão e propulsor, e um econômetro, que indica se a forma de guiar é ou não econômica. Igual ao do Chevrolet Monza, nos anos 80.
O 4º colocado é o Chevrolet Celta, com 127.387 emplacamentos e nenhuma alteração no ano.
Para você, leitor, qual foi o melhor (novo) hatch de entrada deste ano?