A sensação de entrar num carro destes é a de vesti-lo. As pernas ficam esticadas e o tronco, meio espremido entre a porta e o console central. O conforto é meio limitado, mas compensado pela possibilidade de abrir a capota e aproveitar um dia de Sol.
Bom também é virar a chave e acelerar. O Jornal do Carro pôde andar na versão Red Line do Saturn Sky, um conversível com 264 cv a 5.300 rpm. O torque também é alto, 36 mkgf a partir de 2.500 rpm. Cada esticada de marcha (são cinco) faz o corpo colar no banco. De acordo com a fabricante, ele foi a 220 km/h na pista de testes brasileira. Teria fôlego para ir além. Zero a 100 km/h? Em apenas 5,5 segundos.
Pena que não esteja à venda aqui. Veio ao País como parte de um intercâmbio de modelos que a GM promove em diferentes mercados. Nos EUA ele custa a partir de US$ 29.025 (cerca de R$ 55 mil). Em nosso mercado, o espaço para conversíveis é pequeno. Preço elevado e fatores como vulnerabilidade a furto e vandalismo são alguns dos fatores que explicam isso.
É uma pena, pela liberdade que propiciam num país quente como nosso. Se você já curtiu um conversível do tipo Puma, Ford Escort XR3 ou Chevrolet Kadett GSi entre os anos 70 e 90, conte para a gente a sua experiência.
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Saturn Sky Red Line: US$ 29.025 nos EUA. É pena, mas não virá ao Brasil
Estou avaliando um Palio 1.4 para o Jornal do Carro. Não vou entrar no mérito do carro, que aliás me agradou bastante, mas uma pequena coisa está me irritando. Parece um detalhe, mas atrapalha – e bastante.
É a chave do carro, que conta com os controles de travamento das portas e alarme embutidos.
Da forma como está é muito comum ao acionar a ignição apertar o botão que liga o alarme e aí, no meio da rua, poucos segundos depois de ligá-lo, o antifurto dispara. Ou mesmo quando você vai abrir o porta-malas com a chave na mão e aperta, sem querer, a bendita tecla.
Posso garantir que não sou eu o problema, porque já fiquei observando isso acontecer com manobristas.
Você paga pelo menos R$ 33 mil num carro e é obrigado a conviver com uma mancada dessas.
E você? Conhece outra penalidade como essa em seu carro ou de algum conhecido? Divida esta angústia conosco.

Botões de travar e destravar o carro ficam na chave: péssimo manuseio
Ontem o Jornal do Carro publicou uma matéria mostrando que é possível encontrar nas revendas da Capital unidades do Jeep Cherokee fabricados no início da década de 90 com preços mais baixos que os do Fiat Mille zero-quilômetro. O sonho de consumo de ricos e famosos dos anos 90 está mais acessível que o popular da Fiat!
Esta reportagem me fez lembrar de outros carros que eram considerados “sonhos de consumo”. Lembro da minha fascinação pelo Escort XR3. Ícone dos anos 80. Literalmente sonhava em andar neste Ford. Já alguns amigos eram fãs do Kadett GSi. Engraçado, na minha memória este carro está associado a cor branca! E lembro de um tio que torcia para ganhar na loteria só para comprar o Monza EF500, uma série limitada do Chevrolet que comemorava a vitória de Emerson Fittipaldi no GP de Indianápolis em 1989.
E hoje, quais são os carros dos sonhos do brasileiro? Qual era o seu modelo preferido? E atualmente, qual é o veículo que o faz torcer o pescoço para espiar na rua?
Agora que o governo liberou o uso dos navegadores que indicam o caminho para o destino selecionado por meio de mapas e instruções por voz, fiz um teste com um deles. Depois de idas e vindas com o tal aparelhinho grudado no pára-brisa, confesso que fiquei um pouco decepcionado.
Não há como negar que para quem não faz a menor idéia de como chegar a tal lugar, o GPS ajuda. Mas faltou precisão em algumas indicações e os caminhos sugeridos não agradaram na maioria das vezes por causa das ruas cheias de más surpresas e que dificilmente passaria, principalmente à noite. Diante disso, pergunto aos caros leitores que já utilizaram o GPS no Brasil ou no exterior, o que acham dele. Vale mesmo a pena pagar cerca de R$ 2 mil por um GPS?
Segundo dados do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) , em 2006, a Polícia Rodoviária Federal autuou 17.914 motoristas por circularem com veículos sem as mínimas condições de segurança em rodovias brasileiras. P elo jeito, ninguém liga para manutenção corretiva, quanto mais para preventiva.
Só para se ter uma idéia, de primeiro de janeiro a 25 de junho foram registrados aumentos de 10,56% no número de acidentes em relação ao mesmo período de 2006, 8,17% no índice de mortos e 11,21% no total de feridos.
De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, as oito principais causas de acidentes declaradas pelos motoristas são: falta de atenção, excesso de velocidade, desobediência à sinalização, falha mecânica, não manter distância segura, ultrapassagem indevida, defeito na via e sono. A falha mecânica ocupa a quarta posição das principais causas de acidentes.
Manter a revisão do veículo em dia é uma das recomendações do Grupo de Manutenção Automotiva (GMA), mesmo quando as distâncias percorridas são pequenas. Faróis regulados para ver e ser visto (lâmpadas reserva); pneus calibrados e em bom estado; e motor revisado, com óleo e nível da água do radiador em dia. Além disso, é aconselhável verificar os freios, amortecedores, óleo, pneus, documentos e equipamentos obrigatórios. O veículo deve estar em perfeito estado para que sua viagem seja tranqüila.