Na próxima segunda-feira estarei atravessando o Atlântico rumo à sede da Fiat para o lançamento do novo modelo 500, mais conhecido como “Topolino”. Jornalistas do mundo todo também estarão presentes (serão mais de mil, segundo a assessoria de imprensa da Fiat). É um evento importante, mas será que a marca italiana tem interesse de vender o carrinho aqui no Brasil?
Para quem não conhece, o Fiat 500 mais famoso é o modelo D, lançado há 50 anos com motor traseiro, de apenas dois cilindros, refrigerado a ar, como o do nosso saudoso Fusca. De tão econômico, não tinha marcador de combustível, substituído por uma luz espia que acendia quando faltavam 3 litros de gasolina no tanque. Chegava a fazer 19,1 km/l, segundo a fabricante.
Os detalhes da nova geração do modelo, que completa 50 anos de história, serão revelados apenas na quarta-feira, dia 4. Mas já adianto que é muito difícil a marca italiana vender o “Cinquecento” por aqui. Em todo o caso os detalhes do carro estarão no Estadão de domingo, dia 8, e no Jornal do Carro do dia 11. E ai? O que seria do novo Fiat 500 se fosse vendido aqui?
REPRODUÇÃO

Novo Fiat Siena, que será lançado em setembro. Mais um segredo desvendado
Todo mundo gosta de abrir o jornal e ver a palavra “segredo” estampada em destaque. Melhor ainda quando uma foto de um carro zebrado ou coberto por panos, enfim, camuflado, aparece junto. Começa a especulação: “Como será? Quanto vai custar?”
Nós fazemos isso para trazer mais informações para você, leitor. E isso leva tempo. Primeiro é preciso conquistar bons os contatos. Depois , começamos a juntar pequenos fragmentos, como num mosaico. Aí vem a foto. Os fotógrafos viajam, ficam horas esperando em rodovias, em cima de árvores, no meio do mato. Aí passa o carro e click…Descobrir a rota de teste do carro também é uma batalha.
As montadoras fazem de tudo para esconder. Camuflam, vão para cidades desconhecidas. Na análise delas, se uma informação vazar, prejudica as vendas. Na nossa visão, o consumidor que tem mais conhecimento compra melhor. Não há vilão nem heróis. Cada um faz o seu papel. Nós caçamos segredos…E gostamos, tanto quanto você, de ver a palavra “segredo” junto com “desvendado”.
DIVULGAÇÃO
A Mahindra Scorpio, que será feita em Manaus, terá motor diesel 2.6 de 112 cv
A Mitsubishi está lançando a Pajero TR4 Flex por R$ 71.690. Trata-se do primeiro 4×4 nacional com motor bicombustível. Ao utilizar apenas álcool o motor 2.0 do jipe produz 133 cavalos de potência.
A indiana Mahindra confirmou o início da produção da Scorpio cabine-dupla para julho. Com tração 4×4 e motor diesel de 112 cv e 28,6 mkgf, deverá estar à venda em agosto por R$ 79 mil.
No fim do ano a Nissan passará a oferecer aqui a nova Frontier. Ainda não está certo se será importada da Espanha ou Tailândia (mais provável). Esses são apenas três exemplos de novidades no segmento de off-road. E haverá muito mais até o fim do ano.
Depois de doze anos sem sedãs compactos no mercado nacional, a VW vai voltar a vender a versão de três volumes do Gol. E tudo indica que o carro deverá ressuscitar o nome Voyage.
A denominação foi usada entre 1982 e 1995, na versão sedã do primeiro Gol. Desde então, a Volks nunca mais teve um representante no segmento. Voltar utilizar o nome de seu antigo três volumes é uma estratégia interessante, já que vai associar o carro com a história da marca no país.
Por outro lado, algumas vertentes acreditam que Voyage pode passar a impressão de um carro antigo. A resposta teremos em meados do ano que vem, quando a VW começa a vender a nova geração da “família” Gol, com os já conhecidos hatch, perua e picape e o novo sedã.
E você leitor, gosta de Voyage ou acha que a Volks poderia tentar algo novo?
Quando anunciou que traria a CB 1300 Super Four, no Salão do Automóvel de 2006, a Honda mostrou uma unidade branca com detalhes vermelhos. É curioso como a idéia de ver e andar numa dessas passava invariavelmente por aquela pintura com as cores características da Honda.
Chegada a moto (R$ 44.529,59), a fabricante mostrou uma segunda versão, preta e com grafismo diferente. Alegou que 60% do lote vindo do Japão tem esta segunda pintura.
Engraçado como ela parece até outra moto, embora as duas sejam bonitas. No nosso teste, a preocupação foi andar numa unidade branca e vermelha para que os leitores a identificassem de cara.
Mas você provavelmente gosta mais de uma dessas duas. Se fosse comprar uma, qual delas escolheria?
DIVULGAÇÃO


A Honda nos deixou uma dúvida cruel: afinal, qual das duas é mais bonita?