
Foto: Claudio Teixeira/AE
Desde que a indústria automotiva conheceu a produção em série, graças ao trabalho de Henry Ford, na sua fábrica de Detroit em 1913 (fato conhecido como Fordismo), os apaixonados por carro têm o desejo de deixar seu modelo mais bonito, atraente, diferente ou, ao menos, com a sua cara.
E os motoristas não economizam nas mudanças que vão desde os pneus até suspensão, motor, carroceria, som… sem falar do interior do carro.
No Brasil, o carro transformado foi batizado de tunado. A palavra vêm de tuning, que em inglês significa algo como “ajuste fino” ou “especialização”. Traduzindo seria a arte de se ajustar ou personalizar o automóvel .
Trata-se de um mundo rico e especializado. Por isso, até as montadoras (que antes chegaram a ser contra a moda do tuning por problemas de garantia na troca das peças) já passaram a investir em acessórios para abocanhar esse mercado crescente de “maquiagens” para seus próprios veículos.
O preço dessa brincadeira? Não importa. Os investimentos do motorista não têm limites, ultrapassam o dobrou ou até o triplo do valor do veículo. Mas, segundo os apaixonados por tuning, não há dinheiro que pague a sensação de se ter um carro único.
Você também pensa assim?
O feriado prolongado dos paulistanos contou com alguma dose de futebol e gasolina. Teve início na quinta-feira com a partida final da Copa São Paulo de Juniores, vencida pelo Cruzeiro na cobrança de pênaltis.
Neste mesmo dia 25 começaram dois outros eventos, mas com rodas em vez de bola: o “Clássicos de Competição” (no Autódromo de Interlagos) e o “Motoboy Festival” (no Centro de Exposições Imigrantes).
No autódromo se via de tudo. A categoria Super Classic, formada por carros fabricados até 1976, reunia de DKW e Puma a VW Passat.
Muitos destaques do evento eram dos anos 70, como o Maverick Divisão 3 de Luís Pereira Bueno, que venceu a prova 500 km de Interlagos de 1974 com oito voltas na frente do segundo colocado.
O público foi pequeno, 12 mil pessoas nos quatro dias, mas os organizadores gostaram do impacto que os carros geraram. Dali certamente surgirão novos eventos do tipo.
O Motoboy Festival também reuniu cerca de 12 mil pessoas. Saltos e acrobacias em cima de uma moto sempre dão audiência, mas é bom ver os expositores apostando no segmento: são marcas novas de moto que estão chegando, capacetes, acessórios…
E assim terminou o feriado prolongado dos paulistanos, com pelo menos duas opções bem mais entusiasmantes, por exemplo, que o futebol minguado do meu Palmeiras diante do Barueri (1 a 1, placar final).
Segredo de fábrica é um dos assuntos mais cobiçados pelos jornalistas automotivos. Para quem não sabe do que se trata, são aqueles carros ainda guardados como projetos pelas montadoras, geralmente a sete chaves.
Principalmente se ele for substituir algum que esteja à venda. As montadoras tentam despistar qualquer curioso pela novidade e só fazem testes com esses carros secretos com eles todos cobertos, irreconhecíveis.
Quando temos sorte encontramos carros sem disfarce, até porque esse disfarce chama mais atenção ainda. Semana passada um leitor flagrou o Peugeot 207, uma das quatro unidades francesas que roda no Brasil. Em até dois anos ele será feito aqui.
Gasta-se dinheiro e tempo para se conseguir um furo desses. E pergunto: você, leitor, gosta de ler sobre segredos? Por quê?
DEBELLIS/FOTOREPÓRTER/AE

Peugeot 207 em testes no RJ: flagrado por leitor do Jornal do Carro
Em abril próximo vai fazer quatro anos que o primeiro modelo bicombustível (álcool e/ou gasolina) começou a ser vendido no Brasil. Desde então, a participação nas vendas dos carros chamados “flex” vêm crescendo. Segundo o último boletim da associação dos fabricantes (Anfavea), na primeira quinzena de janeiro, os modelos equipados com motor bicombustível representaram exatos 81,2% das vendas no período.
Exceto a Honda, que resolveu instalar o reservatório de partida a frio num compartimento sem ligação com o motor, pelo menos por enquanto, não se viu mais novidades nos sistemas que permitem usar alcool ou gasolina, puros ou misturados em qualquer proporção. Já se falou em bicos injetores aquecidos, que dispensariam a injeção de gasolina na partida ao usar álcool. Mas e a eficiência do sistema no dia-a-dia? Há questões relacionadas ao consumo, ao rendimento e à durabilidade desses motores. Você, caro leitor, que tem um carro “flex”, está satisfeito com ele?

Até onde vai os sentimentos de uma pessoa pelo seu carro? Muita gente prefere comprar um veículo novo, zero quilômetro. Outros preferem procurar um modelo específico, mesmo que esteja em mau estado, para restaurá-lo.
Só para se ter uma idéia de até onde vai essa paixão, por falta de informações sobre o modelo, o Le Zebre que foi da família de Santos Dumont, o Pai da Aviação, demorou 18 anos para que ficasse perfeito, e hoje pertence ao acervo do Museu do Automóvel de São Paulo.
A principal vantagem nesse caso é a certeza sobre as reais condições do veículo. Além de poder montar um carro “sob medida”, isso elimina o risco de surpresas desagradáveis.
Para os amantes de automóveis, uma boa oportunidade para rever ou até mesmo conhecer alguns modelos clássicos como esse citado acima, é ir ao “Clássicos de Competição, até o próximo domingo, dia 28. O evento, que comemora o aniversário da cidade de São Paulo, resgatará a história do automobilismo brasileiro e das corridas famosas. Outros destaques são: a prova de regularidade que poderá ser disputada pelo público, as voltas de exibição dos modelos Fittipaldi FD01 e Fittipaldi FD04 e o chamado Túnel do Tempo – que mostrará a história do automobilismo brasileiro de competição –, além da exposição de automóveis clássicos dos anos 1930 aos 1970. São Paulo ainda abriga a corrida da categoria Super Classic, disputada por veículos de época.
O valor da entrada para cada dia é de R$ 30 para adultos, enquanto estudantes e crianças até 13 anos pagam R$ 15.
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