Nesses tempos de violência e medo cada um se protege como pode. E muita gente (inclusive eu) escolhe ter alarme e película escura nos vidros, que tem que estar de acordo com o que manda a lei, ou seja: o pára-brisa precisa ter pelo menos 75% de transparência, porcentagem que pode cair para 70% no caso dos vidros laterais dianteiros e 50 % para os demais. Até aí tudo bem.
O problema é existem pessoas que rodam com vidros escuros demais, que viram uma espécie de “troço preto” que prejudica a visibilidade não apenas do motorista infrator mas também de quem segue atrás. Isso pode provocar acidentes por obstruir a visão de quem tem o costume de dirigir olhando através do vidro do carro da frente, o que pode ser decisivo para escapar de uma batida por dar mais tempo para desviar do problema. Além disso, não há como ver quem está ao volante. Se é um menor de idade, um bandido, ou sabe-se lá quem.
Como, mais uma vez, a fiscalização que coibe o uso de vidros muito escuros é precária, o “troço preto” continua se espalhando por aí. Aliás, para quem quer se proteger dos chamados “seqüestros relâmpago”, andar às escuras impede que se perceba a ação dos criminosos dentro do carro. Vale a pena correr esse risco? É isso aí, caro leitor. Bom debate sobre o tema e tenha um feliz 2007, com saúde e paz.

Os últimos dias de 2006 prenunciam que no próximo ano deverá haver uma reviravolta na indústria automobilística mundial.
Um jornal japonês informou nesta semana que o presidente da Ford se encontrou com o da Toyota para discutir uma eventual parceria entre as duas fabricantes.
A Toyota, inclusive, tomará o lugar da GM como maior fabricante mundial de veículos em 2007 – independentemente dessa união. Deverá vender 9,34 milhões de unidades no ano que vem.
Já a China fechará o ano com 7 milhões de unidades produzidas, volume que lhe confere o terceiro lugar entre os maiores países fabricantes do mundo, atrás de Estados Unidos e Japão.
E no ano que vem a China deverá subir para o segundo lugar, atrás apenas dos EUA.
Não dá para saber até onde os japoneses conseguirão avançar. Tampouco os chineses. Mas é certo que mudanças são sempre importantes. Fazem parte da vida e do amadurecimento de pessoas e empresas.
Resta-nos sentar no camarote e assistir o desenrolar da história de um lugar privilegiado.
Uma ótima passagem de ano e Feliz 2007.
Foto: Patricia Santos/AE

O balanço do feriado de Natal realizado pela Secretaria de Estado dos Transportes, entre os dias 22 e 25 de dezembro deste ano, registrou uma queda de 15,6% no número de vítimas fatais ocorridos na malha viária do Estado de São Paulo, comparado ao ano de 2005.
Mas me questiono: será que os responsáveis pelos números positivos são as tecnologias de segurança dos veículos, a melhoria na qualidade das estradas ou a maior cautela dos motoristas?
A primeira hipótese talvez seja a menos provável. Sabemos que no Brasil ainda não é comum os motoristas prezarem por itens de segurança na hora de avaliar uma compra. Você já viu alguém ficar em dúvida entre um modelo mais simples mas com air bag duplo e outro mais potente, com visual mais atraente porém sem o item de segurança?
Vale lembrar ainda que no Brasil os modelos mais compactos e baratos são os mais vendidos. E, segundo pesquisa recente divulgada pelo Insurance Institute for Highway Safety no Jornal New York Times, os carros pequenos podem ser forçados para trás mais facilmente durante acidentes do que veículos grandes. Além disso, suas zonas de deformação são menos capazes de proteger o lado do passageiro. Ou seja, os modelos que mais rodam no País também são os menos seguros.
Mas se falta dinheiro no bolso para investir em carros com vários itens de segurança e até para reformar todas as estradas brasileiras, sobra orientações, radares e controladores de velocidade para evitar abusos na direção.
O mais importante continua sendo cada um dirigir com consciência e responsabilidade.
Paz, saúde, amor e, principalmente, mais segurança e boas notícias em 2007!
A crise nos aeroportos desviou o destino de muitos brasileiros neste final de ano. Alguns que iam para longe decidiram viajar para locais próximos, de carro. Caso de muitos que vão querer passar o reveillon nos litorais norte e sul de São Paulo.
Seja lá qual for o destino, é importante tomar certos cuidados antes e depois de pegar estrada. Eis algumas dicas básicas. Quem tiver sugestões serão bem-vindas!
1- Faça uma revisão no carro. E lembre-se: a manutenção preventiva é mais barata que a corretiva e evita aborrecimentos
2- Planeje a quantidade de bagagem que vai levar e evite coisas supérfluas (que você pode alugar para onde vai, por exemplo)
3- Nunca exceda a carga do veículo (confira no manual)
4- Evite viajar sob calor intenso, que pode irritar motorista e passageiros
5- Se tiver crianças pequenas leve brinquedos e invente distrações para entretê-las
6- Especialistas recomendam parar a cada duas horas para fazer um lanche, trocar de motorista e ir ao banheiro
7- É muito importante o motorista estar descansado. Uma das maiores causas de acidente é o cochilo ao volante
8- Se pegar congestionamento tente ouvir rádios de notícias ou músicas mais calmas
9- Ganhe tempo adquirindo cartões de pedágio
10- A maioria das estradas tem controle de velocidade. Obedeça a sinalização

Congestionamento na Regis Bittencourt: ninguém merece
A paixão não chega a ser igual a de clubes de futebol, mas é enorme a quantidade de brasileiros fiéis “torcedores” de fabricantes. Eu pessoalmente conheço quatro. Dois deles são fanáticos pela Ford. Coitado daquele que falar mal de seus produtos. O acabamento do Fiesta é ruim? ok, eles até aceitam concordar com a crítica mas sem antes explanar a beleza de seu design e a eficiência de seu conjunto mecânico.
Os outros dois possuem há anos modelos da Chevrolet e Volkswagen. “São confiáveis e têm manutenção barata”, dizem. Surge ainda os fãs-clubes das marcas nipônicas, cada dia maiores.
Muitas vezes, a paixão da pessoa por uma certa fabricante tem relação com a sua infância. É passada de pai para filho. O curioso é que muitos desses fanáticos nunca dirigiram carros de outra montadora, nem para tentar experimentar uma comparação.
Há ainda, como no futebol, os arqui-rivais: Chevrolet x Ford, Fiat x Volkswagen, Peugeot x Renault, Honda x Toyota, Mercedes x BMW. Uma vez eu ouvi de um importante executivo de uma importadora alemã: “Para nós, não há importância em ser o líder de mercado. Queremos somente vender mais que os nossos inimigos.”
E você, tem alguma fabricante favorita?