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Jornal do Carro

O 13º chegou – a primeira parcela está sendo paga hoje. Neste ano o benefício injetará cerca de R$ 55 bilhões no mercado. E as montadoras e lojas de veículos também estão de olho nesse dinheiro. Mas, antes de sair gastando o salário extra, a regra é pesquisar.

No caso de novos, algumas lojas têm anunciado preços diferentes para o mesmo veículo – um para pagamento à vista e outro, mais em conta, para planos de financiamento. Há exemplos de carros que custam cerca de R$ 25 mil no ato e a prazo o cálculo é feito sobre o valor de R$ 22 mil.

De acordo com especialistas, trata-se de puro marketing. O preço para pagamento à vista deve ser sempre o menor.

Não há mágica. No exemplo acima a segunda opção só vale para quem financiar 100% do veículo. Nesse caso, no final do contrato o comprador terá desembolsado mais de R$ 37 mil. Ou seja, terá pago o equivalente a 1,7 carro em cinco anos. É muito.

Portanto, se você pretende trocar de veículo e quer usar o 13º, tenha isso em mente. Quanto maior a entrada, menores as prestações.

ROBSON FERNANDJES/AE
Pesquisa é fundamental

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29.novembro.2006 12:00:00

Roubo de cargas

Você sabia que quando compramos um produto que custa R$ 100, cerca de R$ 16 desse valor é cobrado por causa dos gastos com segurança que as transportadoras têm? Isso mesmo, se não existissem tantos roubos de cargas você pagaria pelo mesmo produto apenas R$ 84.

Foi o que informou, hoje, o presidente da GV Gerenciamento de Riscos, Evandro Augusto Pamplona Vaz. Segundo ele, os prejuízos com roubos de cargas por todo o Brasil chegam a R$ 700 milhões por ano. E do total de roubos de cargas, 83,75% são na região Sudeste, sendo 44% no Estado de São Paulo.

Para tentar diminuir esse números, a Associação de Empresas de Gerenciamento de Riscos e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento de veículos (Gristec) está implantando uma nova regulamentação para as empresas do setor. “A idéia é evitar que empresas despreparadas sejam contratadas por clientes mal informados”, diz Vaz.

Dentre as regulamentações está a criação de um selo de qualidade já para 2007. “Temos uma das melhores tecnologias mundiais no setor de gerenciamento de riscos, basta indicarmos aos consumidores quem são as empresas confiáveis e certamente melhoraremos esses números”, acredita.
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28.novembro.2006 12:00:00

Aproveite o calor

O verão só começa em 21 de dezembro, mas o calor já está de volta e torna mais gostoso o passatempo de lavar o carro. Quem tem a sorte de morar numa casa pode tirar proveito disso.

É tempo de juntar o aspirador, os produtos de limpeza e dar uma geral neste seu amigo. Ouvir um joguinho de futebol ou CD também está no pacote. O bem-estar que esse hobby traz vem da liberação de uma substância na corrente sanguínea chamada endorfina. Ela é produzida pela hipófise (glândula situada abaixo do cérebro) quando se pratica alguma atividade física.

Dizem que esse é um programa típico de paulistano. Mentira. Se você rodar o País, vai ver um monte de gente usando o sabadão à tarde para lavar o carro. E em todo canto tem algum vizinho metido a engraçado: “O meu é o próximo?” Aí também não dá, cuidar do carro dos outros já é demais.

Como lavagem de automóveis ainda não é ciência exata, cada um acha seu jeito o mais certo. É que o serviço tem alguns macetes. Um deles é este: antes de abrir a mangueira (esguicho, borracha, em cada bairro se fala de um jeito), comece a limpeza por dentro, batendo os tapetes e aspirando bancos e carpete. E só lave a carroceria usando o balde. Deixar a água correndo pega muito mal.

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27.novembro.2006 12:00:28

Motoristas exemplares

Como jornalista do setor automotivo sinto-me uma privilegiada em poder conhecer alguns futuros lançamentos do nosso mercado fora do País.

E talvez o melhor lugar onde já tenha dirigido foi nos EUA, especificamente em Massachusetts. Os motoristas são extremamente educados, dão passagem ao pedestre assim que ele põe o pé na faixa, param onde existe uma placa de “Pare”, não tentam ultrapassar todos que estão à sua frente e o trânsito flui numa boa, sem estresse.

Uma semana dirigindo por lá é um banho de civilidade. Você volta e começa a prestar a atenção como o brasileiro, e no caso o paulistano, dirige mal, sempre com pressa, sem obedecer os limites de velocidade (exceto quando há radar), fazendo manobras irregulares, estacionando onde não pode, etc.

Garanto que a vida de todo mundo — motoristas e pedestres — melhoraria (e muito) se fosse obrigatório fazer um “estágio” por lá antes de tirar ou renovar a CNH.

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26.novembro.2006 12:00:08

Por menos impostos

Comparado com os preços cobrados no Brasil, veículos produzidos em São Paulo, Paraná ou Minas custam bem menos nas concessionárias da Cidade do México, Buenos Aires ou Assunção.

Um dos motivos dessa contradição está na valorização do real ante as moedas locais e da menor quantidade de competidores em nosso mercado. Porém, sem dúvida, a carga tributária é o principal fator que obriga o brasileiro a gastar mais para adquirir um carro feito a poucos quilômetros de casa. O Brasil tem a maior carga tributária entre os maiores fabricantes de automóveis. Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o valor pago de IPI, ICMS, PIS e Cofins representa 27% do preço de tabela de um modelo 1.0.

Nos carros com motores entre 1 e 2 litros, os tributos representam em média 30% do preço pago pelo consumidor — variam de acordo com o tipo de combustível. Já nos carros com propulsor acima de 2 litros são mais de 36% de imposto, taxa que inibe o comércio de veículos com maior cilindrada. Já as taxações cobradas pelos governos dos vizinhos são bem mais suaves. Na Argentina, há um imposto único que representa 21% do preço do automóvel. No México, a carga tributária é de 16%, valor próximo ao cobrado pelos paraguaios

Nada mais justo que no pacote de bondades que o governo Lula prepara, que prevê renúncia fiscal de R$ 12 bilhões por ano, fosse incluída também a redução de impostos cobrados nos veículos nacionais. Afinal, ninguém duvida da gigantesca importância da indústria automobilística na economia brasileira e sua capacidade de multiplicar empregos e investimentos.

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