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“Pesquisa não é urna”. A frase, de Ulysses Guimarães, é daquelas que confirmam que o óbvio, às vezes, precisa ser dito.

E se aplica à presente eleição, na qual os institutos de pesquisa foram alçados à condição de vilões por errarem previsões defendidas com uma convicção, por vezes, até intimidatória.

O que se espera de um instituto de pesquisa, sobretudo dada a importância que adquiriu no processo eleitoral – em que passou de mero aferidor a indutor de tendências -, é que se posicione com neutralidade técnica perante candidatos e campanhas.

Nisso reside o que um instituto tem de mais caro – a credibilidade. Funciona como uma vacina que imuniza contra os efeitos de eventuais erros.

Ibope e Vox Populi , este mais que aquele, comprometeram essa credibilidade em momentos distintos da campanha.

Por isso, os erros verificados no primeiro turno provocaram tantas reações de revolta por parte de candidatos – vitoriosos e derrotados.

Logo no início, Augusto Montenegro, do Ibope, repetiu como um  mantra que Dilma Rousseff não tinha a menor chance de vencer a disputa.

Quando ela alcançou os 20%, ele decretou o fim da capacidade de transferência de votos de Lula para a sua candidata.

Mais na frente, quando se admitia como tendência a vitória de Dilma no primeiro turno, ele desculpou-se publicamente e ficou tudo por isso mesmo.

Porém, mais  grave foi Marcos Coimbra, do Vox Populi. Não só garantiu a vitória de Dilma, em cima de números de seu instituto, que mais tarde se mostraram errados, como tripudiou dos jornalistas que ousaram questionar suas previsões.

Em artigo na revista Carta Capital, chamou-os de “jornalistas tucanos, ineptos, autores de uma sucessão de análises erradas, hipóteses  furadas, teses sem pé nem cabeça. Todas inventadas para justificar o favoritismo de Serra, que só existia no desejo de quem as elaborava”.

Coimbra distorceu os fatos: ninguém achava Serra favorito, mas questionava o favoritismo de Dilma para vencer já no primeiro turno, algo que seu instituto garantiu ao seu cliente, o PT, e não aconteceu.

Coimbra foi além: “Se não fossem tão ineptas, essas pessoas poderiam, talvez, ter impulsionado as oposições na direção de projetos menos equivocados. Se não fossem tão arrogantes, teriam, quem sabe, poupado seus amigos políticos do fracasso inevitável que os espera”.

A semelhança entre o texto de Coimbra e o ataque do presidente Lula à imprensa, exatamente nos mesmos termos, não é mera coincidência: o dono do Vox Populi, que previu a vitória de Dilma no primeiro turno com 57% dos votos, reproduzia o pensamento de seu cliente.

Coimbra também condenou candidatos e imprensa por revelarem escândalos administrativos no âmbito do governo. Estranho seria se, diante de tais fatos, nada se dissesse, como se as urnas lhe impusessem uma cortina de silêncio.

Não lhe cabe tal papel, como titular de uma instituição cuja tarefa equivale à de um termômetro: medir a temperatura da campanha, sem pretender influir sobre ela.

O fato se agrava quando se sabe que seu instituto mantém contrato com o comitê de campanha do PT, o que o coloca em situação no mínimo ambígua: de um lado, promove pesquisas independentes, de divulgação pública, registradas na Justiça Eleitoral, que lhes dá o selo de isenção; de outro, presta serviços a um dos partidos e o defende em artigos de jornal e revista.

Por essa razão, o ministro Gilmar Mendes, do STF, considera fundamental que, passadas as eleições, se reavalie  o funcionamento dos institutos de pesquisas. Ou bem eles prestam serviços aos partidos ou ao público. A ambos, parece-lhe impossível. Considera inconstitucional, por ferir o princípio da isonomia, que ajam em ambas as frentes.

A iniciativa já está na agenda de políticos e partidos. O PPS vai pedir investigação das relações entre os institutos de pesquisa e os candidatos.

O deputado Rubens Bueno (PR) já anunciou essa decisão. Ele mesmo, vítima de um erro do Ibope em 2004, pelo qual processa o instituto, registra os erros cometidos agora no Paraná.

No Ibope da véspera da eleição o instituto dava a Roberto Requião 47% das intenções de voto e ao seu concorrente, Gustavo Fruet, 27%. Requião teve 24,8% e Fruet , 23,1%.

Em São Paulo, as pesquisas indicaram empate entre Marta Suplicy e Netinho e excluiram Aloysio Nunes Ferreira da disputa – logo ele que teve nada mais, nada menos, que 11 milhões de votos e elegeu-se em primeiro lugar. Já Netinho, vai continuar cantando.

Na Paraíba,  José Maranhão (PMDB) foi dado como vencedor por larga margem, mas terminou a eleição atrás de seu oponente, Ricardo Coutinho (PSB). Houve mais, bem mais, mas esses exemplos são suficientes para ilustrar o problema.

A vitória de Dilma ou Serra não altera a necessidade de se repensar as pesquisas.

Não necessariamente nos termos do deputado do PPS, que as criminaliza, mas levando em conta que uma etapa já foi vencida: os erros indicam que o eleitor não se deixou influenciar por elas.

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14.agosto.2010 17:49:29

Tira-teima

A pesquisa Estadão/Ibope, a ser divulgada na terça-feira, quando começa o horário político na televisão, vai ser o tira-teima quanto à repercussão junto ao eleitorado da entrevista de José Serra no Jornal Nacional.

O PSDB considera que a consulta do Datafolha não captou a participação de Serra na Globo, mas só a de Marina e Dilma, porque o período da consulta foi até quarta-feira e Serra foi entrevistado na quinta.

Assim, o Datafolha teria repercutido o debate da Bandeirantes, com 5% de audiência, enquanto o Ibope vai repercutir o desempenho no Jornal Nacional, quando os candidatos falaram para 70 milhões de telespectadores.

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As campanhas de José Serra e Dilma Rousseff mantêm o diagnóstico de que os últimos resultados ainda podem ser alterados pelos programas de televisão que começam depois de amanhã.

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Horário político terá Lula ao lado de Dilma, o que aumenta a preocupação do PSDB. Foto: Paulo Liebert/AE – 23.07.2010

Como os números, pela primeira vez, alinham os principais institutos de opinião, o quadro justifica a preocupação do PSDB com o baixo desempenho de seu candidato em regiões estratégicas, assim como a euforia que o PT se esforça para reduzir a um otimismo justificado.

“A ordem é andar de mocassim”, diz o presidente do PT, José Eduardo Dutra, numa advertência contra o “salto alto”. “Agora é que começa a fase do chamado contágio eleitoral”, concorda o senador Jarbas Vasconcelos, candidato em Pernambuco, surpreso não com a dianteira de seu adversário, Eduardo Campos, mas com a distância grande entre ambos.

O cálculo do PSDB sempre foi o de compensar a derrota certa no Nordeste com índices fortes na regiões Sul e Sudeste, o que não ocorre. Nesse contexto, Minas simboliza a aflição dos tucanos, que projetaram um percentual de até 40% para Serra no Estado.

O Datafolha remeteu os tucanos à eleição anterior, quando a vantagem de Lula sobre Alckmin na Bahia e em Pernambuco, de 4 milhões de votos, anulou a vantagem do PSDB em São Paulo e desequilibrou a conta nacional do partido.

O horário político terá Lula ao lado de Dilma, o que aumenta a preocupação do PSDB, que conta com a estabilidade de Marina Silva no patamar de 10%, como garantia do segundo turno. Como no futebol, é temeroso depender da performance alheia.

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O conjunto de entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos bem poderia ter o título “Onze Minutos”, do livro do escritor Paulo Coelho,que estipula esse o tempo para se atingir o orgasmo.

A Globo deu mais um minuto, mas nenhum candidato logrou uma performance que fizesse jus ao cronômetro do eleitor. Este, voyeur involuntário, passivo e compulsório, ficou esperando um clímax que jamais aconteceu. E de improvável finalização.

Pelo menos no plano da discussão de propostas político-eleitorais, esse tempo é insuficiente para um orgasmo cívico. O sistema favorece, tanto no contexto dos debates quanto no das entrevistas, a abordagem marqueteira dos temas, levando os candidatos a uma atitude de quem, numa camisa-de-força, tem no menor movimento, uma sensação de vitória.

Tipo, acabou meu suplício. Nada pior num debate do que a regra do tempo. É necessário? É. Mas o tempo, cada vez menor, premia a abordagem superficial em que o alvo – nesse caso, o voyeur -, para quem a festa é realizada, fica a ver navios.

Nesse contexto, resta a performance, em detrimento do conteúdo. Vive-se a síndrome do pânico a cada pergunta – não pelo seu conteúdo, ou da dificuldade em respondê-la -, mas pelo risco de não fazê-lo a tempo.

Em tal contexto, vigora a experiência. As candidatas Dilma Rousseff e Marina Silva perdem nesse quesito para José Serra. A agravar a situação, a constatação de que as questões postas aos três fugiu à lógica ao cobrar de Marina e Serra o mensalão, tema muito mais apropriado à candidata do PT, na medida em que participou do governo cuja base de sustentação o protagonizou, e do qual se apresenta como a continuidade.

Serra venceu o campeonato das entrevistas globais, por ser capaz de racionalizar o tempo de abordagem de cada tema, mas foi performance. A alma política continua sendo uma dívida dos candidatos com o eleitor, que anseia por algo além das respostas curtas e objetivas, que colocam os candidatos na defensiva ,disputando quem leva o eleitor para a cama.

Mas o eleitor quer mesmo é casar – com quem lhe dá mais afeto, segurança e futuro.

O eleitor não quer a performance dos onze minutos. Quer posição, quer lado, quer consistência. Quer os 11 minutos dentro da estabilidade social.

Numa síntese, as circunstâncias de tempo, e de marketing, associadas a uma limitação legal, tirou das campanhas a alma política que se espera ver nos candidatos. Fica o passionalismo que é inimigo do equlíbrio e da busca por soluções.

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Foi o candidato que passou menos tensão.  Não aceitou a provocação de comparar os governos Lula e FHC, reconheceu os avanços da gestão do PT, mas tentou afirmar-se como candidato do futuro. Confrontado com as alianças  indesejáveis, tentou demonstrar que delas tem o controle. “Todos os que me apóiam conhecem meu estilo”, disse, tentando configurar o cenário em que os que aderem sabem que não terão uma recepção simpática ao fisiologismo.

Serra foi facilitado pelas perguntas. Para além de entender porque  o mensalão foi tema para ele e Marina – e não para Dilma-,vale a  conclusão de que foi o que melhor respondeu à questão das alianças por não negá-las como fator eleitoral indispensável.  Admitiu-as como inevitáveis, porém administráveis num eventual governo do PSDB.

Confrontado  com a incômoda presença de Roberto Jefferson na aliança do PSDB – ele, denunciante e parte do esquema do mensalão -, preferiu localizar historicamente o PTB como velho parceiro , relegando a Jefferson um papel menor no processo.

Teve espaço para desenvolver sua gestão e suas idéias na Saúde e foi contemplado pelo casal de apresentadores com o bônus de discorrer sobre as vantagens de um sistema de pedágio que premia os resultados das rodovias estaduais. Não foi pressionado nos temas mais delicados como a autonomia do Banco Central e , instado a manifestar-se sobre o governo FHC, não fez por menos: foi o governo que plantou a estabilidade da qual se beneficiou Lula.

Fixou-se num tema para escapar da armadilha do genérico: ficou na Saúde, ponto forte de sua gestão mais visível, o  ministério da Saúde. Comparou os números sempre usando o governo de São Paulo como referência. Foi mais fácil para ele do que para os que o antecederam.

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dilma

Dilma faz campanha na Praça da Sé, em São Paulo. Márcio Fernandes/AE – 07.07.2010

A versão do PT de que o programa de Dilma Rousseff registrado no Tribunal Superior Eleitoral, depois trocado por um mais moderado, deveu-se a uma troca de arquivos, não resiste a duas observações:

1) O reenvio do arquivo correto não demoraria mais que um minuto, mas o novo programa levou um dia inteiro para ser registrado – e só o foi no limite do prazo final, o que revela improviso;

2) O primeiro tinha as rubricas de Dilma; o segundo, não, o que indica que não houve tempo de buscar suas assinaturas.

O Plano Nacional de Direitos Humanos 3, base do programa original registrado no TSE saiu da Casa Civil na gestão de Dilma, que também alegou, à época, não tê-lo lido.

Esse fato, mais o desconhecimento do dossiê contra Serra produzido no núcleo de campanha do PT e a promessa  de João Pedro Stédile de ampliar as invasões do MST num eventual governo Dilma, dão munição ao PSDB para explorar sua falta de liderança sobre as alas radicais do seu partido.

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Os grandes mestres da política ensinavam que não se exerce o ofício com o fígado – mas com inteligência e estratégia.

Tudo o que faltou ao PSDB nesse contexto de escolha do vice de José Serra. A começar pela tentativa dos tucanos de armar um casamento de conveniência, no qual a noiva não aparece em público, não priva da intimidade, mas entra com o patrimônio – no caso, eleitoral.

SERRA24

Jovem, Índio da Costa não teve tempo de construir uma biografia política. Foto: Dida Sampaio/AE

A definição que poderia ter saído antes, de forma discutida e estratégica, surge tardiamente, com a marca do improviso e com um só efeito palpável, pelo menos por ora, que é o de sacramentar a aliança com o DEM.

Não saiu antes por duas razões: a divisão interna do DEM, que jamais propusera um candidato a vice, e a rejeição do PSDB ao parceiro.

Uma aversão quase física separou José Serra – para quem o vocábulo “direita” é o mais feio do dicionário político – da cúpula atual do DEM, com a qual não conseguiu fazer uma só reunião desde que lançou a candidatura. A ponto de permitir que surgisse um candidato no vácuo de poder que se instalou na campanha.

A crise aberta com a indicação do senador Álvaro Dias (PR) despertou no PSDB o instinto de sobrevivência que superou a notória submissão do partido, e de seu candidato, ao patrulhamento ideológico que o PT – que desfila escancaradamente com Sarney, Renan, Collor e outros -, cobra aos demais, porém não aplica a si próprio.

Jovem, Índio da Costa não teve tempo de construir uma biografia política. Tem em seu currículo o mérito recente da relatoria vitoriosa do projeto da ficha-limpa, que já diz algo positivo sobre ele. Mas é duvidosa a afirmação de que possa agregar votos a Serra fora do Rio, sua base eleitoral.

Muita coisa precisa ser arrumada ainda na campanha do PSDB, mas o fim da novela do vice, deixou claro que o candidato precisa assumir o comando da sua campanha e o passado positivo de seu partido, que construiu a estabilidade da economia.

Já há quem esteja convencido de que Lula disse o que não queria, ao anunciar uma campanha comparativa de seu governo com o do PSDB, que o antecedeu. Infundiu no PSDB o temor de que os números positivos da gestão tucana fossem esquecidos num cenário de economia pujante e de poder de consumo ampliado.

Ao aceitar a provocação, o PSDB excluiu de sua campanha o que tem de melhor – a paternidade dos fundamentos econômicos mantidos pelo governo que o sucedeu e, por extensão, seu quadro mais expressivo, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Exclusão pouco inteligente, porque omiti-lo da campanha, não apagará seu vínculo com o partido, mas poupa Lula de um debatedor que até aqui mostrou ser o único que o incomoda.

Renegar feitos, lideranças e parceiros, ou admiti-los constrangidamente, são escolhas que podem fazer de Serra “o melhor presidente que o Brasil jamais teve”, na definição da revista The Economist.

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Desabafo de um senador tucano, antes do vazamento do nome de Dias para vice de Serra. “A campanha está mambembe, tudo é improvisado, há  amigos fazendo tarefas por favor, no lugar de profissionais contratados”. Um exemplo, segundo ele, é a agenda do candidato cuja definição depende da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS). Reclamou também da concentração das decisões e das informações, e que jamais recebeu um briefing da campanha, que deveria ser diário.

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jef

Twitter de Jefferson conseguiu o DEM, que não conseguira oferecer um nome e Serra.

Foto: Wilton Junior/Arquivo AE

O fato de o nome do senador Álvaro Dias vazar, ao invés de ser anunciado, é emblemático do amadorismo com que o PSDB conduz sua campanha eleitoral.

A escolha (?) de Dias não é de José Serra, mas do partido, sem consulta aos aliados, reproduzindo máxima corrente nos meios políticos de que o PSDB é um clube de notáveis e não um partido político.

E, nesse momento, com apenas um notável a bordo, o candidato, considerando que Aécio Neves reduziu se internou em Minas (e anunciou a volta ao surfe) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso cansou de ser evitado pelo partido – assim como o DEM – e foi cuidar da vida.

A campanha ficou centralizada no candidato, a estrutura é precária, cada um é porta-voz de si mesmo e, nesse contexto, o principal aliado, o DEM, soube pelo twitter de Roberto Jefferson, do PTB, que havia sido preterido em favor de uma chapa puro-sangue com Álvaro Dias no lugar de Aécio Neves.

Serra já decidira que, sem Aécio, o melhor seria um vice figurativo, o que o levou a se fixar em nomes sem qualquer expressão política, como a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim.  Desconsiderou o acordo com o DEM (de que fora Aécio, a vaga seria sua) e brindou o eleitor com um festival de hesitações.

Esse processo humilhou o DEM que percebeu o constrangimento do PSDB em tê-lo como parceiro, submisso ao patrulhamento ideológico exercido pelo PT,  sustentado num conceito anacrônico de direita e esquerda que ainda sobrevive no Brasil.

O twitter de Jefferson uniu o DEM que não conseguira oferecer um nome a Serra durante todo esse tempo. As próximas horas definirão se a aliança terá a solidez de uma parceria ou se ficará limitada a acordos regionais sem envolvimento da militância.

A declaração de Dias de que desiste para pacificar o DEM e a atitude de Serra de lavar as mãos, dizendo-se alheio à decisão, são sintomas de que tudo pode voltar a ser como antes no quartel de Abrantes.

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Para complicar mais um pouco a crise com o DEM, o próximo Datafolha já vem com Álvaro Dias como vice de Serra.

O instituto protocolou ontem no TSE a pesquisa, cujo resultado deve sair no próximo final de semana. Na rede Twitter, o veneno é de que o Datafolha soube antes do DEM que o vice seria Álvaro Dias.

A novidade é que a pesquisa indaga ao eleitor se ele sabe quem é o vice de seu candidato e se ele influi no voto.

O instituto também introduz perguntas sobre mudança de voto. Quer saber do eleitor se ele está totalmente decidido em relação ao voto no primeiro turno ou se ainda pode mudar. Neste caso, pergunta para quem o voto seria redirecionado.

O questionário aborda ainda a performance dos candidatos na televisão e se o eleitor viu propagandas de Serra, Dilma ou Marina Silva (PV), ou entrevistas de cada um, desde  o início do ano.

Por fim, o Datafolha vai sondar o eleitorado sobre o desempenho da Seleção Brasileira na Copa do Mundo da África do Sul e do técnico Dunga. A pesquisa terá 2.650 entrevistas com eleitores de 163 municípios de quase todos os Estados.

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