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O PT realiza prévias amanhã (20) para definir o candidato à prefeitura de Recife, na tentativa de colocar fim às disputas internas no partido. De um lado, o atual prefeito, João da Costa, que busca a reeleição e tem a máquina administrativa a seu favor. De outro, o deputado Maurício Rands, secretário de governo, que tem o apoio do ex-presidente Lula e do governador Eduardo Campos (PSB).

O resultado das prévias, contudo, coloca em xeque a aliança do PT com o PSB de Eduardo Campos na capital pernambucana. Pelo acordo, o governador apoia o candidato petista em Recife, em troca do apoio do PT ao PSB no plano estadual.

No entanto, nem Eduardo Campos nem a corrente majoritária do PT (Construindo um Novo Brasil) querem a reeleição de João da Costa, apontado como centralizador. Costa se afastou do partido depois de romper com o ex-prefeito João Paulo Lima, que o antecedeu no cargo e apoiou sua eleição em 2008.

Se Costa vencer Rands e se habilitar para a reeleição, Eduardo Campos ameaça desfazer a aliança com os petistas. O plano B do governador seria lançar a candidatura do ministro da Integração, Fernando Bezerra Coelho.

No plano nacional, o governador Eduardo Campos – presidente nacional do PSB – é um aliado estratégico de Lula e do PT. Em troca do apoio do PSB à candidatura de Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, o ex-presidente Lula garantiu o apoio do PT à reeleição do prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), numa reedição da polêmica tríplice aliança na capital mineira, que também inclui o PSDB.

 

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Tem 1h42m de duração a fita de vídeo que registra a visita do deputado Agnelo Queiroz (PT-DF) a Durval Barbosa para assistir aos filmes do mensalão do DF.

Agnelo: visita que custou caro. Foto: Rafael Neddermeyer/AE

Agnelo: visita que custou caro. Foto: Rafael Neddermeyer/AE

Agnelo não assistiu calado à sessão. Além das manifestações de espanto diante da dimensão do escândalo à sua frente, conversou bastante com Barbosa.

O suficiente para que seja o primeiro a torcer pela sua derrota nas prévias do PT em que disputará com Geraldo Magela a candidatura à sucessão de Arruda.

Pelo que soube ali e silenciou, Agnelo já forneceu munição suficiente para ser usada contra ele numa campanha.

Pelo que conversou com o anfitrião naquele dia, ficará barato se sair com prejuízo estritamente eleitoral.

A existência da fita, comentada aos quatro cantos em Brasília,  não é negada por Agnelo e seu conteúdo é sempre tangenciado pelo deputado.

O que para aliados e adversários é uma confissão de culpa antecipada e confirmação das versões que comprometem o pré-candidato petista.

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