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Alvo de rumores de que aceitaria uma fusão com o PMDB após as eleições, o Democratas aposta todas as fichas no resultado das urnas em outubro. O partido tem candidatos competitivos em regiões estratégicas e as principais apostas são as candidaturas a prefeito do líder na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães (ACM) Neto, em Salvador (BA), do ex-governador João Alves em Aracaju (SE) e do ex-deputado Moroni Torgan em Fortaleza (CE).

No total, são oito candidatos competitivos em capitais. As outras apostas são: deputado Rodrigo Maia no Rio de Janeiro, deputado Mendonça Filho em Recife (PE), deputado Pauderney Avelino em Manaus (AM), deputado Davi Alcolumbre em Macapá (AP) e Jeferson Morais em Maceió (AL).

O presidente nacional do DEM, senador José Agripino Maia (RN), afirmou ao blog que o partido “vai muito bem, obrigado” e rechaçou os rumores de fusão com o PMDB. Para Agripino, a união dos dois partidos é algo que favoreceria somente os peemedebistas.

Em Salvador, ACM Neto lidera as pesquisas, mas numa corrida acirrada com o ex-prefeito e radialista Mário Kertész (PMDB) e o deputado Nelson Pelegrino (PT), que tem o apoio do governador Jaques Wagner (PT).

O partido também tem candidatos competitivos em outros grandes colégios eleitorais como Jairo Ataíde em Montes Claros (MG), Matteo Chiarelli em Pelotas (RS), Rodney Miranda em Vila Velha (ES), Miriam Lacerda em Caruaru (PE) e José Ronaldo em Feira de Santana (BA).

 

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A cúpula do PT orientou seus diretórios a garantir a cabeça de chapa, nas eleições de outubro, em pelo menos 100 municípios com mais de 150 mil habitantes, a fim de aprofundar sua participação nas médias e grandes cidades brasileiras. No entanto, as disputas internas estão levando o partido a perder espaço nas capitais, na atual fase de escolha das candidaturas e formação das chapas.

O vice-presidente do PT José Guimarães (CE) afirmou, em entrevista ao blog, que o se o partido eleger o prefeito de 4 capitais, “será ótimo”. Por ora, ele aponta como principais apostas – além de São Paulo – Recife, Fortaleza e Salvador.

 

 

Em 2008, o PT elegeu prefeitos em 6 capitais e 28 cidades com mais de 150 mil habitantes. Em 2010, também passou a administrar Goiânia, capital de Goiás, com a renúncia do prefeito Iris Rezende (PMDB) para concorrer ao governo estadual.

Guimarães lamenta que o partido não tenha nomes fortes para concorrer nas capitais das Regiões Sul e Sudeste. “Ninguém quer se lançar”, dispara. Mas não é bem assim. Em Curitiba (PR), a corrente majoritária do PT, Construindo um Novo Brasil (CNB), trabalha pela aliança com o PDT do ex-deputado Gustavo Fruet, foi um dos mais ferrenhos adversários do partido na CPI que investigou o “mensalão”. Para isso, contudo, pressiona os deputados federais Dr. Rosinha e Angelo Vanhoni a recuarem das pré-candidaturas.

Em Porto Alegre (RS), o PT se divide entre a pré-candidatura do deputado Adão Villaverde, presidente da Assembleia Legislativa, e o apoio à reeleição do prefeito José Fortunati (PDT). Em Florianópolis (SC), a sigla não tem nomes expressivos para a prefeitura, mas o partido investe as fichas na reeleição de Carlito Merss, prefeito de Joinville (SC), município com mais de 300 mil eleitores.

Em Vitória (ES), o prefeito João Coser (PT), que se reelegeu em 2008, apoia a candidatura do ex-governador Paulo Hartung, do PMDB, contra sua correligionária, a deputada e ex-ministra Iriny Lopes (PT), que colocou sua pré-candidatura em campo.

O cenário não está menos conturbado nas capitais apontadas por Guimarães como favoritas do partido. Em Fortaleza, cinco petistas disputam a vaga de candidato à sucessão de Luizianne Lins (PT). Em Recife, um petista, Maurício Rands, lançou-se contra outro petista, o atual prefeito João da Costa, que pretende se reeleger.

Dessas quatro capitais, o PT só está menos desunido em Salvador, onde o governador Jaques Wagner (PT) e o vice Otto Alencar (PSD) costuram uma ampla aliança para eleger o deputado Nelson Pellegrino (PT). Por enquanto, na Bahia, os principais adversários do PT não estão no PT, mas no PMDB do ex-ministro Geddel Vieira Lima e no DEM do deputado ACM Neto.

 

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