Com a entrega há pouco do seu parecer, o ministro Ricardo Lewandovski encerra teoricamente mais uma episódio em que o Supremo Tribunal Federal ficou exposto negativamente. Menos mal que, apesar dos pesares, o ministro não estendeu o debate e nem o prazo de seu texto final.
Em que pese a dramaticidade com que descreveu seu trabalho, ao justificar a irritação com as cobranças, ao ministro Lewandovski não soa lícito reclamar de pressão: o mensalão é um processo que tramita há cinco anos e, desde final do ano passado, está digitalizado e à disposição dos ministros do STF.
Não se trata, pois, de precipitar a votação como disse o revisor ao reagir à cobrança de seu parecer. Trata-se de sustar um banho-maria imposto à ação, por anos, a pretexto de evitar que contaminasse eleições sucessivas. Tese bisonha, dado que no Brasil sempre se está em campanha, já que há eleições a cada dois anos. E também porque a pauta de um tribunal não pode estar submetida à conveniência eleitoral.
O que se pretendeu mesmo foi alcançar a prescrição através de um movimento protelatório entremeado de campanhas pela inocência dos réus e pressões pelo adiamento do julgamento. Por isso, menos mal que a polêmica se encerre com a entrega do texto a tempo de preservar o cronograma aprovado pelo STF.
Do contrário, o ministro correria, sim, sério risco de ser avaliado como fator de retardamento do processo, o que rejeitou publicamente.
Colegas de Lewandovski asseguram que ele não compareceu à reunião que aprovou o cronograma e recusou juízes assessores oferecidos pelo tribunal, o que é seu legítimo direito, mas esvazia suas críticas.
Porém, o que chama mais a atenção são suas recentes declarações em que traduz de forma bastante peculiar a missão do revisor. Diz que trabalhou diuturnamente porque precisa apresentar um “voto paralelo”, algo que possa servir de contraponto ao parecer do relator, ministro Joaquim Barbosa.
A regra formal, porém, estabelece que ao revisor cabe identificar omissões, confirmar, complementar, ou retificar o relatório, não fazendo menção nem a voto e nem a um substitutivo.
Mas o que se depreende das declarações de Lewandovski é a de que seu texto (de teor até o momento desconhecido) entra no mérito, antecipando assim um voto, e transformando-o em uma espécie de segundo relatorio do processo.
Ele é revisor do relatório produzido por Joaquim Barbosa, pois do voto do relator todos os juízes que integram o STF são legítimos revisores. Se confirmada a expectativa que suas declarações criaram na Corte Suprema, ele estará dando a uma peça técnica caráter de voto de mérito, depois de dizer-se com “a faca no pescoço”.
Essa expressão ele utilizou numa ligação telefônica, ouvida à sua revelia, ainda em 2007, num desabafo com seu interlocutor. Ele reclamava da pressão da mídia, à qual atribuía influência sobre o resultado da votação que decidiu pela abertura de ação penal contra 40 acusados no mensalão, entre os quais o ex-ministro José Dirceu e o deputado José Genoíno.
Lewandovski foi voto divergente, sustentando que não ficara comprovada a formação de quadrilha nos casos de Dirceu e Genoíno. Divergiu do relator ainda mais 12 vezes. Ele hoje entrega a revisão depois de protestar contra uma alegada pressão sobre seu trabalho. Novamente a faca no pescoço, sem repetir literalmente a frase.
Já não se trata mais, portanto, de atribuir a reclamação a uma pressão por cumprimento de prazos, dado que ela foi utilizada a primeira vez em 2007. A questão parece estar muito mais vinculada à divergência com o relator e a discordância quanto ao cronograma do julgamento (que em algum momento Lewandovski previu para 2013), do que por qualquer outra razão.
O texto entregue hoje à tarde esclarecerá melhor a questão, sobretudo se o teor do parecer for mais apropriado a um relator do que a um revisor.
Tags: Joaquim Barbosa, José Dirceu, José Genoíno, mensalão, Ricardo Lewandovski, STF
Atendendo a pedido do Lula, Lewandovski irá “AMACIAR” para José Dirceu. Inicialmente iria protelar o processo para que ocorresse prescrição, mas como a pressão da opinião pública foi grande, irá fazer de tudo para criar uma tese para “inocentar” José Dirceu.
Como constatamos ao longo do julgamento, parecer não foi de um revisor. Foi de um protetor dos amigos e padrinhos. Foi muito além de um “contraponto”! Foi de leviandade para com o país!
Não digo que deveria “sair condenando” como os demais ministros também não o fizeram! MAs a falta de coerência entre seus VOTOS PARA OS MANDANTES vs os votos para os EXECUTORES é gritante!
Nas maõs de Lewandowsky e sua patota, perderam os executores, ganharam os mandantes! Beleza de voto, ministro! Aliás, não honra nem toga, nem o título! Não deveria ser chamado de ministro, mas de obstrutor da justiça!
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O Ministro revisor ( Lewandovski ), está mais para defensor-mor, dos petistas que ladroavam o dinheiro público e privado, na gestão (?) Lula via MENSALÃO!
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