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26.maio.2010 11:16:35

Processo de julgamento da intervenção no DF entra na reta final

gurgel

Gurgel descarta o fechamento da Câmara em caso de intervenção.

Foto: Dida Sampaio/AE – 18.12.2009

O processo de julgamento do pedido de intervenção no Distrito Federal entrou na reta final. Até ontem, prazo final, Câmara Distrital e Governo se manifestaram ao Supremo Tribunal Federal sobre o assunto.

O relator, ministro César Peluso, presidente do STF, pediu essas manifestações no último dia 20, sobre o parecer do Procurador-Geral, Roberto Gurgel quanto aos critérios da intervenção.

No parecer, Gurgel descarta o fechamento da Câmara em caso de intervenção, mas a submete ao interventor até a renovação dos mandatos, em 1º de janeiro de 2011.

Limita a  pauta do Legislativo, dela excluindo “questões orçamentárias, aumento de gastos públicos, transferências de recursos e quaisquer assuntos relativos a servidores públicos bem assim prerrogativas ou vantagens dos membros do Legislativo, exceto se, a critério fundamentado do interventor, tratar-se de matéria urgente e relevante”.

Estabelece que o Legislativo local deve definir uma pauta de trabalho  com o interventor, que, por sua vez, deve realizar “criteriosa fiscalização quanto à observância das limitações impostas”.

Gurgel libera os distritais apenas para prosseguir as investigações sobre seus integrantes, o que é nada,  já que o poder corregedor da Câmara Distrital é… nenhum.

Mas, pelo menos, a fórmula de Gurgel impede arquivamentos de investigações sobre parlamentares, sem a anuência do interventor.

O clima nos bastidores do poder local é de ansiedade, embora Cezar Peluso não sinalize quando incluirá o processo na pauta de julgamentos do STF.

A expectativa é de que o faça antes do recesso do Poder Judiciário, que começa em 1º de julho.

Depois disso, a avaliação é de que soaria tardia uma intervenção a três meses da escolha do novo governador e dos novos deputados.

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Comentários (4) | comente

4 Comentários Comente também
  • 26/05/2010 - 14:34
    Enviado por: Lúcia de Souza

    NUNCA É TARDE PARA A JUSTIÇA HONRADA EM TEMPO ALGUM. DEUS SABE. O TEMPO PARA DEUS É SÓ UM DETALHE. DEUS É FIEL.

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  • 26/05/2010 - 20:11
    Enviado por: renato riella

    O ministro Cezar Peluso precisa decidir logo, em qualquer direção, por causa das convenções partidárias no DF.
    É difícil aos partidos tomarem decisão sem saber o que vai acontecer com o atual governo.
    Se a intervenção vier depois das convenções pode anular decisões tomadas no prazo da legislação eleitoral
    É um problema sério, que pode piorar a política brasiliense

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  • 27/05/2010 - 10:55
    Enviado por: Lúcia de Souza

    O MINISTRO CEZAR PELUSO SABE QUE ESTÁ DIANTE DE UM IMPASSE APENAS APARENTE, PORQUE TUDO ESTÁ ANGUSTIANTEMENTE CLARO E BRASÍLIA É UMA PEQUENA RADIOGRAFIA DE UM PROCESSO DE DESMANDOS QUE TEM AVASSALADO O NOSSO PAÍS. SE USAR PUNHOS DE RENDA PARA DECIDIR SOBRE A QUESTÃO, MAIS DO QUE A BRASÍLIA, ESTARÁ AJUDANDO A INVIABILIZAR A TRANSPARÊNCIA E A VERDADEIRA JUSTIÇA CIDADÃ NO BRASIL.

    JÁ SOFRI MUITO, COMO CIDADÃ E SERVIDORA PÚBLICA, REFLETINDO SOBRE TODOS OS LADOS DA INTERVENÇÃO FEDERAL. É DILEMA SALOMÔNICO. EU TAMBÉM RENUNCIARIA A TUDO E OPTARIA PELA VIDA DE UM FILHO CHAMADO BRASIL. QUE DEUS, E APENAS DEUS, INSPIRE O SUPREMO DE PELUSO E AYRES BRITO!

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  • 29/05/2010 - 16:01
    Enviado por: glaisson

    No DF nada mudou. A intervencao e a unica solucao. Inclusive pra servir de exemplos para politicos malandros de outras localidades. O STF tem muma grande oportunidade de ajudar o Brasil. Tenho certeza que a medida tera grande eficacia.

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