
Gurgel descarta o fechamento da Câmara em caso de intervenção.
Foto: Dida Sampaio/AE – 18.12.2009
O processo de julgamento do pedido de intervenção no Distrito Federal entrou na reta final. Até ontem, prazo final, Câmara Distrital e Governo se manifestaram ao Supremo Tribunal Federal sobre o assunto.
O relator, ministro César Peluso, presidente do STF, pediu essas manifestações no último dia 20, sobre o parecer do Procurador-Geral, Roberto Gurgel quanto aos critérios da intervenção.
No parecer, Gurgel descarta o fechamento da Câmara em caso de intervenção, mas a submete ao interventor até a renovação dos mandatos, em 1º de janeiro de 2011.
Limita a pauta do Legislativo, dela excluindo “questões orçamentárias, aumento de gastos públicos, transferências de recursos e quaisquer assuntos relativos a servidores públicos bem assim prerrogativas ou vantagens dos membros do Legislativo, exceto se, a critério fundamentado do interventor, tratar-se de matéria urgente e relevante”.
Estabelece que o Legislativo local deve definir uma pauta de trabalho com o interventor, que, por sua vez, deve realizar “criteriosa fiscalização quanto à observância das limitações impostas”.
Gurgel libera os distritais apenas para prosseguir as investigações sobre seus integrantes, o que é nada, já que o poder corregedor da Câmara Distrital é… nenhum.
Mas, pelo menos, a fórmula de Gurgel impede arquivamentos de investigações sobre parlamentares, sem a anuência do interventor.
O clima nos bastidores do poder local é de ansiedade, embora Cezar Peluso não sinalize quando incluirá o processo na pauta de julgamentos do STF.
A expectativa é de que o faça antes do recesso do Poder Judiciário, que começa em 1º de julho.
Depois disso, a avaliação é de que soaria tardia uma intervenção a três meses da escolha do novo governador e dos novos deputados.
Tags: Câmara Distrital, César Peluso, DF, Intervenção, Roberto Gurgel, Supremo Tribunal Federal
NUNCA É TARDE PARA A JUSTIÇA HONRADA EM TEMPO ALGUM. DEUS SABE. O TEMPO PARA DEUS É SÓ UM DETALHE. DEUS É FIEL.
O ministro Cezar Peluso precisa decidir logo, em qualquer direção, por causa das convenções partidárias no DF.
É difícil aos partidos tomarem decisão sem saber o que vai acontecer com o atual governo.
Se a intervenção vier depois das convenções pode anular decisões tomadas no prazo da legislação eleitoral
É um problema sério, que pode piorar a política brasiliense
O MINISTRO CEZAR PELUSO SABE QUE ESTÁ DIANTE DE UM IMPASSE APENAS APARENTE, PORQUE TUDO ESTÁ ANGUSTIANTEMENTE CLARO E BRASÍLIA É UMA PEQUENA RADIOGRAFIA DE UM PROCESSO DE DESMANDOS QUE TEM AVASSALADO O NOSSO PAÍS. SE USAR PUNHOS DE RENDA PARA DECIDIR SOBRE A QUESTÃO, MAIS DO QUE A BRASÍLIA, ESTARÁ AJUDANDO A INVIABILIZAR A TRANSPARÊNCIA E A VERDADEIRA JUSTIÇA CIDADÃ NO BRASIL.
JÁ SOFRI MUITO, COMO CIDADÃ E SERVIDORA PÚBLICA, REFLETINDO SOBRE TODOS OS LADOS DA INTERVENÇÃO FEDERAL. É DILEMA SALOMÔNICO. EU TAMBÉM RENUNCIARIA A TUDO E OPTARIA PELA VIDA DE UM FILHO CHAMADO BRASIL. QUE DEUS, E APENAS DEUS, INSPIRE O SUPREMO DE PELUSO E AYRES BRITO!
No DF nada mudou. A intervencao e a unica solucao. Inclusive pra servir de exemplos para politicos malandros de outras localidades. O STF tem muma grande oportunidade de ajudar o Brasil. Tenho certeza que a medida tera grande eficacia.
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