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15.janeiro.2014 17:30:54

PMDB marca território para 2015

Por mais que seja importante numa campanha eleitoral, o próprio prazo legal para ações de governo durante seu curso, desautoriza que se interprete a pressão do PMDB por mais um ministério como uma meta para 2014.

O partido,  ao que tudo indica, busca estabelecer desde já uma cota maior na estrutura com vistas a um eventual segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

A ideia é garantir desde já uma fatia maior para que a discussão futura se dê em torno de nomes e não de quantidade ou valor da Pasta. Estes dois últimos aspectos precisariam ser definidos agora, o que confirma a perspectiva de um segundo mandato para Dilma bem mais difícil que o primeiro.

Neste caso, o custo do apoio da base aumenta na proporção da maior dependência do governo.

O PMDB já está precificando esse apoio futuro, certamente de posse dos cálculos feitos pelo mercado, que quantificam o ajuste de 2015, inflado pelo represamento de medidas adiadas por orientação eleitoral.

É um cenário para além de Dilma: vale para quem for governar o país no próximo ano que também não poderá prescindir do entendimento com o partido, ainda que a vitória venha a ser de uma aliança oposicionista.

A ninguém ocorre a ideia de lucro político imediato no contexto de um ministério-tampão, cuja mudança mobiliza os partidos apenas para manter os territórios já conquistados ou aumentá-los – esta última hipótese só possível, pelo peso político, ao PMDB e ao PT.

A questão é, no mínimo, não registrar perdas na mudança ministerial e, no máximo, ter algum lucro.

A primeira preocupação mobiliza mais, na medida em que a mudança a ser feita nas próximas semanas se caracteriza, como nunca, pela pouca oferta para muita demanda, dado o ano de campanha.

Perder espaço é bem fácil, em alguns casos, provável, porque o governo precisa otimizar seu investimento político. Ganhar espaço é praticamente impossível, como o PMDB acaba de ouvir da presidente Dilma.

Estas são razões mais que suficientes para que não se leve a sério a ameaça do partido de romper com a aliança agora. O PMDB, como sempre faz, administra a pressão sobre o governo ciente de sua força política, tanto em número, como em capilaridade, para marcar território.

Ao fazê-lo, escolhe o momento de maior fragilidade do aliado – como agora, em campanha- , e indica que o governo precisa mais dele do que o contrário. Afinal, na eventual mudança de presidente, sua influência no processo decisório continuará sendo reconhecida – e, mais, indispensável à chamada estabilidade.

E quer dizer também que em 2015 essa realidade será ainda mais crua.

 

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Comentários (2) | comente

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2 Comentários Comente também
  • 15/01/2014 - 20:59
    Enviado por: Marco Celio

    Se, para governar o país, D. Dilma depende de Sarney, Renan e Temer, então é melhor ela jogar a toalha, ou então, pedir uma investigação do MP sobre enriquecimento ilícito desses augustos personagens. O Ministro Barbosa taí pra isso mesmo: um segundo mensalão. Por falar nisto, Barbosa está de férias e vai voltar novinho em folha pra fazer o que mais lhe agrada: botar corrupto na cadeia. Se Dilma ao menos pensa em se livrar dessa herança maldita, tá na hora de mexer os pauzinhos. Para isto, basta considerar que, com esse trio ela perde o segundo mandato. Sem ele, ganha mole. O que o eleitorado quer é o fim da molecagem na política brasileira. Pensa Dilma, pensa…Para de fazer conchavos espúrios. O eleitor está de olho exatamente nisto.

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  • 16/01/2014 - 00:07
    Enviado por: Edgard Padula

    Pode alterar como quiser e pode passar para outro colunista. Mas se possível dê publicidade ao texto abaixo. O voto é a única defesa.
    Grato. Edgard.
    =====================================
    Se você anda só de ônibus, vote nesse governo…
    Mas se você usa carro, pense bem em quem você vai votar daqui para frente.
    A Prefeitura de São Paulo tornou um inferno o trânsito da cidade e o voto é a nossa única forma de defesa contra esse governo, que enxerga o cidadão que usa carro como fonte de renda e como inimigo.
    Os motoristas de São Paulo já enfrentam inúmeras dificuldades.
    Excesso de veículos, agressão de caminhoneiros, ônibus (com faixa exclusiva), motos (também), agora os ciclistas (idem), enchentes, buracos, criminalidade, rodízio, protestos que param o trânsito, obras pela cidade, feiras li-vres, desrespeito de pedestres e outros motoristas, farta legislação de trânsito, …
    As faixas exclusivas – de ônibus, de motos, de bicicletas – ficam vazias , inutilizadas, enquanto os veículos fi-cam parados, e seus motoristas à mercê dos bandidos, que não são reprimidos. Enquanto isso, nos Estados Unidos, há uma frota de 250 milhões de veículos em um trânsito organizado de forma inteligente e honesta.
    Pagamos pela gasolina, manutenção, estacionamento, e em tudo há impostos.
    E há também as obrigações formais: licenciamento, seguro obrigatório, IPVA, multas (justas ou nem tanto), agora a inspeção veicular e tantas outras.
    Num primeiro momento, o Governo Federal reduziu o IPI dos carros para fazer média com a indústria auto-mobilística. Nesse momento não se considerou o aumento dos congestionamentos, o meio ambiente, nem a lógica da mobilidade pública. Pessoas pobres foram incentivadas a comprar seu carrinho, com sacrifício, financiados a perder de vista.
    Num segundo momento, depois de comprado um veículo com tanto sacrifício, passamos a ser fonte de renda com o IPVA, ICMS, multas e outros impostos, cobrados sobre o veículo, a gasolina, peças de reposição, e por aí vai.
    Num terceiro momento, fomos declarados inimigos públicos pela Prefeitura administrada pelo mesmo partido do Governo Federal (que havia incentivado a compra do carro), ao se fechar a cidade inteira com faixas exclusivas de ônibus, provocando intencionalmente um trânsito infernal, para nos obrigar a deixar o carro na garagem e andar de ônibus.
    Detalhe: o ICMS e o IPVA são pagos ao governo estadual, mas essa verba é repassada à Prefeitura. Confira no artigo 158 da Constituição Federal.
    As doutas autoridades públicas mandam seus filhos à escola de ônibus?
    O transporte público é precário, mal organizado, desconfortável e perigoso.
    Mas acima de tudo, se compramos um carro, se o mantemos, se pagamos os impostos e se obedecemos a imensidão do Código Nacional de Trânsito, temos o direito de andar de carro, ou de transitar da forma que quisermos. Inclusive de ônibus ou metrô. Ou de helicóptero, se o prefeito nos der uma carona.
    Ao invés de criar novas alternativas de tráfego, as ruas foram eliminadas pela Prefeitura de São Paulo, que foram pavimentadas com o nosso dinheiro, espalhando faixas exclusivas de ônibus numa política populista arcaica e hipócrita, desconectada com a realidade pois na mais remota periferia todos têm um carro.
    Uma visão tacanha em que aqueles que lutaram e conquistaram algo precisam eternamente pagar ou so-frer por aqueles que supostamente são desfavorecidos.
    A solução encontrada pela Prefeitura para o trânsito caótico é perseguir os motoristas. Isso. Parece que de-vemos um favor pelo fato de termos adquirido um veículo. Ocorre que hoje também as classes D e E da população têm carros. O Sr. Prefeito precisa ser melhor assessorado.
    Por que as prefeituras dão preferência aos ônibus? Por serem uma forma racional de transporte? Vale lem-brar que as companias de transporte de Santo André faziam ‘repasses’ ao município. Os mesmos ‘repasses’ que levaram ao assassinato do Prefeito Celso Daniel.
    Afinal, se os ônibus são forma racional de transporte público então por que a Prefeitura de São Paulo expulsou os ônibus fretados e por que os perueiros clandestinos foram perseguidos, mais do que qualquer bandido jamais foi?
    Aliás, se as companias de ônibus são empresas privadas por que a tarifa é decidida pelo prefeito?
    Houve uma campanha, com aparência de civilizatória e boas intenções, para respeitar a faixa de pedestres, parando o veículo para as pessoas atravessar a rua com segurança. Mas se o “pedestre” vier te assaltar, quem irá te aju-dar?
    A lógica é simples, mas perversa: o que se pretende é cooptar o voto pelo “politicamente correto” e ao mesmo tempo arrecadar recursos com a multa imposta a quem está dirigindo. Perseguir e capturar bandidos só dá des-pesa e dor de cabeça. O melhor é lucrar com que tem dinheiro a pagar. Tanto é assim que se fez convênio para a Polícia Militar poder multar no trânsito. E deixam de lado a segurança pública.
    A democracia é simples. Se o político favorecer a maioria, ela então retribui votando em seu partido, que se mantém no poder – desde que seja merecedor. Se ele descontentar a maioria é defenestrado pela via eleitoral, dando lugar a outro com melhor proposta.
    Aqueles que se sentem favorecidos com a política de faixas exclusivas de ônibus, vote a favor de quem instituiu essa prática, em qualquer município que você esteja, seja de que partido for. Mas se você for, por exemplo, usuário de um dos sete milhões de veículos que compõem a frota de São Paulo, pense bem – pois nós motoristas não temos ninguém (sindicato, ONG, partido, associação) que nos represente ou defenda. O voto é nossa única defesa.

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