Com o rompimento do acordo que, bem ou mal, fora assinado pelas suas lideranças em torno do texto de reforma do Código Florestal do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), o governo exibiu a fragilidade de sua articulação política, insuficiente até aqui para administrar os conflitos de interesses entre PT e PMDB – para ficar nos dois maiores partidos de sua base de sustentação.
À parte o mérito da questão ambiental, o que emerge do episódio da última quarta-feira, é a necessidade do Planalto de apelar para um recurso regimental próprio das minorias – a obstrução em plenário -, para salvar-se de uma derrota acachapante. O texto do relator seria aprovado por mais de 400 votos se posto em votação.
É certo que estava em pauta uma causa de maioria suprapartidária que exige uma negociação muito mais ampla e complexa do que as dos confrontos rotineiros entre governo e oposição. Mas o Planalto condenou seu líder na Câmara, Cândido Vacarezza (PT-SP), à desconfiança eterna dos seus pares.
O sentimento de insatisfação na base não se limita apenas a nomeações frustradas – embora saciadas, representem forte componente de sedução política. Está em curso uma oposição silenciosa à estratégia da presidente Dilma Rousseff de implantar uma gestão de resultados, fortemente baseada no modelo privado, inconciliável com o poder político na forma em que este se consolidou no País.
Nesse quadro, resta ao Palácio o poder coercitivo, cuja eficácia – mostra a história – diminui na proporção do desgaste natural dos governos.
Tags: Aldo Rebelo, base aliada, Cândido Vacarezza, Dilma Rousseff, PMDB, PT
É lamentável o que está acontecendo na política brasileira. Não vejo saída com os políticos que temos, pelo menos a grande maioria. Não serão votadas a reformas importantes para destravar o país, com isso o investidor estrangeiro não investirá no Brasil. Nunca se viu uma classe política tão descompromissada com o fururo do país, quando se faz alguma coissa é em favor de um partido, nunca da Nação. Como vai, não temos futuro. Só com educação, quando????
Se eu fosse o presidente da Câmara, eu trocaria o relator desse projeto de lei, que reformula o Código Florestal Brasileiro. Pelo que eu vi pela televisão (TV Câmara) no dia 11/05 sobre a votação dessa matéria, que mais uma vez foi adiada. A meu ver, esse processo está mal conduzido pela relatoria, apresenta vícios de origem, e agora chegou a um ponto crítico de desgaste e descrédito do relator e seu relatório. O relator não vem demonstrando equilíbrio e isenção, nas suas exposições e posições relativas à defesa do conteúdo de seu relatório. O tema é relevante e de alta responsabilidade, diz respeito aos interesses do conjunto da nação brasileira, do presente e do futuro, e não apenas de segmentos justapostos e representados no parlamento que votam por causas próprias ou interesses particulares. Afinal de contas segundo preconiza o código vigente, Lei 4771/65, Art. 1°: “As florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes do País, exercendo-se os direitos de propriedade, com as limitações que a legislação em geral e especialmente esta Lei estabelecem.”
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