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03.junho.2011 15:42:14

Palocci prefere sair a quebrar sigilos de contratos; por isso, entrevista não deve abrandar crise

Se confirmar na entrevista ao Jornal Nacional, daqui a poucas horas, o que informou a ministros e parlamentares nos últimos dias, o ministro Antonio Palocci nada acrescentará ao enredo da crise da qual é protagonista.

Ele tem se mostrado irredutível na defesa da confidencialidade dos contratos de sua empresa de consultoria, o que significa que não poderá responder aos principais questionamentos que certamente lhe fará o repórter Júlio Mosquéra.

No recente jantar oferecido pela presidente Dilma Rousseff à cúpula do Poder Judiciário, no Palácio da Alvorada, Palocci reiterou que não abrirá a carteira de clientes – e, portanto, qualquer dado mais importante que permita avaliar se ultrapassou a fronteira entre a consultoria e o tráfico de influência.

“Perco o cargo, saio, mas não quebro o sigilo dos contratos”, teria dito numa roda de conversa, segundo a versão de um dos participantes do jantar.

Do que se depreende que o mistério persistirá e o governo não terá condições de conviver com a falta de explicações que virem a página da crise e devolva a capacidade de gestão ao Planalto.

Sem apoio do PT, indisposto (por iniciativa própria) com o PMDB, e orientado juridicamente a preservar a qualquer custo o sigilo dos contratos, resta a Palocci a porta de saída.

A ironia é que deixará o governo pela segunda vez pela razão inversa da primeira: hoje, pela recusa em quebrar sigilo de contratos com empresas; ontem, por quebrar o sigilo de um indefeso caseiro.

A não ser que produza na entrevista uma surpresa na qual ninguém acredita, capaz de provar a legitimidade de sua face de consultor.

Nos meios políticos quase ninguém mais acredita que a novela da crise Palocci – que entra em seu vigésimo dia – faça aniversário de um mês.

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Comentários (5) | comente

5 Comentários Comente também
  • 03/06/2011 - 15:58
    Enviado por: Gildo Araújo

    Como assim? O JN não faz parte da mídia carcomida. Paulo Henrique Amorim e Carlos Azenha, jornalistas da TV Record que não publicam nos seus blogues críticas ao governo Lula/Dilma, e muito menos as razões da demissão de Boris Casoy da TV Record, ficarão magoados.

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  • 03/06/2011 - 16:02
    Enviado por: Gildo Araújo

    Ele deveria ter a mesma atitude em relação ao sigilo do caseiro Francenildo. Eles dizem que estão preocupados com o povão, mas só pensam na eleição. Fala sério!

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  • 03/06/2011 - 16:10
    Enviado por: Gildo Araújo

    A Presidenta Dilma Rousseff foi engolida por Garotinho e se tornou a mais nova franciscana do pedaço. É dando que se recebe. Gostaria de ver Marta Suplicy indignada, pois os homossexuais foram usados como moeda de troca, infelizmente os petistas só ficam indignados com as manchetes dos jornais.

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  • 04/06/2011 - 08:58
    Enviado por: beatriz vianna

    Incrivel a atitude do Sr. Palocci que abandona uma firma de Consultoria de sua propriedade extremamente rentável para retornar ao Serviço público com ganhos muito menores.
    Não dá para entender a lógica do sr. ministro. Há alguem que possa explicar?

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  • 04/06/2011 - 11:05
    Enviado por: lupeko

    A torcida de auditório do PIG deve estar decepcionada. Malhar em ferro frio só pode dar nisso.

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