O que está em curso no DF é uma operação política com o objetivo de evitar a intervenção federal - o que já deixou de ser uma possibilidade para se tornar uma probabilidade.
Funciona assim: o Corregedor da Câmara abre processo contra nove deputados envolvidos com o mensalão candango, ainda que pelo menos o dobro esteja envolvido diretamente no escândalo.
O governador interino, até ontem presidente da Câmara, suspende contratos sob suspeita, quase todos do governo com empresas de interesse ou de propriedade de… deputados distritais!
O governador de verdade, licenciado e preso, adia seu julgamento e prepara a renúncia para evitar que se inicie seu impeachment, abrindo caminho para responder em liberdade pelos seus crimes.
A idéia é sugerir normalidade administrativa e o pleno funcionamento das instituições alvos da intervenção, tornando desnecessária sua aprovação pelo Supremo Tribunal Federal.
Seria uma legítima ação política, se não faltasse a isenção indispensável aos seus agentes, boa parte deles sob investigação também.
Como réus, não têm legitimidade para comandar a assepsia na própria Casa onde se produziram escândalos como a compra da aprovação do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot), entre outros tantos.
Os contratos suspensos foram cuidadosamente selecionados entre aqueles que já estão em fase final de avaliação pelo Tribunal de Contas estadual, o que torna suportável a espera pela sua revalidação.
Os processos abertos na Câmara Distrital têm ritos de longo prazo que serão, claro, rigorosamente cumpridos.
Arruda, que não teria a menor chance de obter a liberdade enquanto dono do mandato de governador, renuncia em seu próprio benefício, depois de inviabilizar a permanência de seu vice, Paulo Octávio, e garantir no cargo o aliado que já fizera presidente da Câmara.
Sua defesa sustentará que fora do governo não terá poder de obstruir a Justiça, crime que o levou à prisão.
Um esquema que blinda todos contra a intervenção e os mantém com as rédeas do próprio julgamento.
Tags: Arruda, Câmara Distrital, DF, Intervenção, Paulo Octávio, renúncia
Ainda bem que cidadãos de bem encontram nesse blog inteligência e uma trincheira de resistência a tal cambada e suas maquinações diabólicas. A propósito recomendo a leitura o site http://www.gazetaonline.com.br para o Brasil tenha conhecimento da quadrilha que assaltou o Judiciário capixaba. Tá tudo lá, na edição de hoje.
se me permite,Ricardo, depois de ler A Gazeta, midia ligada à Globo no ES, ou seja, mentirosa, o leitor deve se reportar ao sitio http://www.seculodiario.com, também capixaba, com outras versoes sobre os fatos dos bandidos instituicionalizados no maravilhoso ES.
responder este comentário denunciar abusoO povo de Brasília só não sai às ruas por MEDO de represálias das mais diversas instituições que estão, literalmente, compradas por esta quadrilha. Lembram-se dos protestos em frente ao Palácio do Buriti, em que a policia do DF espancou covardemente aqueles que lá foram manifestar a sua indignação com tamanha falcatrua. Por isto, isto, intervenção já, está na constituição! O que estão esperando? Ou estão também envolvidos?
“Sua defesa sustentará que fora do governo não terá poder de obstruir a Justiça, crime que o levou à prisão.”
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Quem acrediria nisso? Dizer que fora do governo Arruda não teria como obstruir a justiça é substimar a inteligência e capacidade de discernimento dos ministros do STF. Na verdade, essa quadrilha que se instalou no governo do DF representa um risco para sociedade e fora da cadeia dariam continuidade a escalada do crime, inclusive comprando o silêncio de testemunhas, chantagiando adversários políticos e benefiando as empreiteiras que faziam parte do esquema de fraudes e desvio de recursos público.
E a operação abafa ainda conta com o apoio da imprensa local, que insiste em classificar a intervenção como algo antidemocrático. Como seria antidemocrática se está prevista na Constituição?
Gente, vamos lembrar que o cara só foi preso por se meter no q
(Falhei) Quero dizer que devemos nos lembrar que o cara só está preso por se meter no que ha de mais caro para a justiça: atrapalhar as provas. Ter sido mantido preso catalizou o processo que desembocou no que vemos agora. Os magistrados sabem que a indole bandida do mesmo nao tem limites, só nao vê quem nao quer. Nao nos esqueçamos que ele tem que devolver todo o $ publico roubado. Lamentavel.
brasileiro aceita que parlamentares filhos da puta
fui injusto puta tem mais reputaçao do que as maes destes ladroes que fazem leis para proteger bandidos e constanger o contribuinte para num futuro
proximo esqivarem da cadeia.
[...] Blog do Bosco: Operação Abafa no Distrito Federal [...]
Cidadão Brasiliense,
Estamos presenciando a articulação nos ambientes político, empresarial e em alguns setores da sociedade de um estranho processo de “Lobby” contra a intervenção federal na capital de todos os Brasileiros. Alardeiam esses mentores políticos que esse movimento é para preservar a autonomia política do Distrito Federal e isso é deveras questionável. A intervenção é um instrumento jurídico previsto na Constituição Federal para restabelecer a ordem pública e o funcionamento ético legal das instituições em casos como o que estamos presenciando no DF e, que nos deixa envergonhados devido a tanta sujeira ética e moral. Perderam-se os referenciais e inverteram-se os valores no trato da coisa pública. Uma vergonha!
Esse escândalo alcançou o âmago dos poderes Executivo e Legislativo local. Vimos imagens chocantes, documentos, depoimentos, reportagens e a tentativa vã dos políticos corruptos em mentirem ou tentarem manipular a opinião pública para esconderem os seus crimes num espetáculo deprimente sob todos os aspectos. Mas, as imagens foram contundentes e presenciamos um festival de provas que foram, inexoravelmente, desmascarando os principais corruptos ao longo desse processo. E nós, os cidadãos enganados nos sentimos impotentes e sem mecanismos de defesa institucional para nos contrapormos a essa organização criminosa que se instalou no DF. Constatamos perplexos, que as instituições de estado estavam dominadas pela corrupção! Até a Polícia estava à mercê dessa estrutura.
Um fato que chamou a nossa atenção foi o comportamento da mídia local após as primeiras denuncias, pois os principais jornais do DF apenas noticiaram poucas linhas e sempre tangenciando a verdadeira dimensão do escândalo. Quem, realmente, divulgou a verdade na profundidade real dos fatos foram os jornais e as redes de televisão de âmbito nacional capitaneadas pela Rede Globo de Televisão. A internet através dos blogs de cobertura política foi outra ferramenta de comunicação a serviço da verdade dos fatos. Esse conjunto da mídia merece o nosso respeito.
Parte da mídia local devido a sua omissão nos passou a impressão que apenas defendia um governador corrupto ao invés de informar a sociedade civil sobre a gravidade dos fatos. Pois, informar a população é a mais nobre missão de um órgão de comunicação social. É um pressuposto da democracia o direito da cidadania à informação. Agora esses órgãos locais que foram omissos na cobertura do escândalo, propriamente, dito estão apoiando um movimento para não haver intervenção no DF. Qual o verdadeiro interesse dessa estranha orquestração?
A quem não interessa a intervenção? Ela não interessa aos políticos corruptos, empresários corruptos e entidades que estão a serviço de interesses, no mínimo, inconfessáveis. Não interessa também aos políticos, empresários e às entidades que ainda não foram citados no escândalo pelas limitações temporais, investigativas e processuais. Todos eles têm os mesmos interesses escusos dos patrocinadores centrais desse escândalo ético moral e querem impedir todo e qualquer processo de apuração da verdade.
E a quem interessa a intervenção? Ela interessa à cidadania que deseja ver banida da nossa pratica político administrativa a corrupção e a impunidade dos que cometem delitos contra a fazenda e a ordem pública. Não podemos mais conviver com essa prática que subtrai da cidadania a qualidade dos serviços públicos ou patrocina, até mesmo, a ausência desses serviços porque os recursos públicos estão sendo desviados para a corrupção, para o enriquecimento ilícito das despudoradas autoridades estatais que têm como missão cuidar dos bens e serviços públicos. A intervenção também é um clamor da nossa jovem democracia e de um estado de direito que prescreveu esse remédio para ser aplicado justamente em momentos de gravidade como o que vivenciamos.
Então falseia a verdade quem diz que a intervenção é uma afronta à nossa autonomia política, e sabem porque mentem? Por que têm medo da devassa nos contratos firmados entre o GDF e as empresas e entidades que saquearam os cofres públicos nesse governo desprovido de qualquer proposta ético moral. Ainda podemos inferir que também não querem que sejam apurados outros fatos e a real dimensão da rede de corrupção que se instalou no governo do DF.
Desconfiamos que ainda existam cúmplices ocultos que não foram descobertos e não lhes interessam a profilaxia da intervenção. Essa não é uma discussão simplista sobre a linha sucessória de poder. É antes de tudo uma discussão sobre apurar a fundo os fatos e os crimes ocorridos sob todos os aspectos e punir exemplarmente todos os culpados. Sem exceção! Essa é a verdadeira questão que a cidadania deve debater a exaustão e defender com todas as forças. Chega de corrupção, chega de impunidade!
A gravidade da atual situação do Distrito Federal é de tamanha ordem que não vislumbramos outra solução plausível senão a aplicação do instituto da intervenção federal como único mecanismo eficaz para realizarmos uma apuração isenta e a conseqüente punição dos culpados. A normalidade democrática exige esse remédio, inclusive, como exemplo para as futuras gerações de políticos e de administradores públicos.
Nesse caso, a cidadania e a democracia têm na intervenção a forma mais efetiva de consertar-se de fato e legalmente a situação vexatória em que se encontra o Distrito Federal, chega de operação abafa desses políticos e desses empresários corruptos. Somente a eles não interessa a apuração dos fatos e dos crimes que foram cometidos por essa organização criminosa que se apossou do governo do Distrito Federal. Não podemos deixar que esses corruptos declarados e os ainda, escondidos da opinião e do julgamento público, tentem nos manipular e continuar nos saqueando.
Senhores Ministros do Supremo Tribunal Federal, Senhores Parlamentares do Congresso Nacional e Senhor Presidente da República. Vocês representam a nossa ultima instância da consciência moral. A cidadania, a ética coletiva e a legalidade democrática pedem socorro aos senhores. Defendam o cidadão de bem, a fazenda pública, a democracia, a ordem pública e o pacto ético moral da nossa Capital Federal. Apurem todos os fatos e todos os crimes na maior profundidade possível e punam, exemplarmente, todos os corruptos que se instalaram, usurparam e roubaram o cidadão e as instituições do Distrito Federal.
Socorro! Como cidadão, estou pedindo socorro!
Wellington Corsino do Nascimento
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