Cada desembargador do TJ do Maranhão tem seis policiais militares dando expediente em suas residências, num total de 144 disponibilizados pela corporação. Enquanto isso, falta a segurança básica nos fóruns, muitos já assaltados. Em alguns levaram armas e processos.
Com a ausência de policiamento, os fóruns passaram a ser ameaçados pelo banditismo. Alguns foram incendiados, casos das comarcas de Mata Roma e Santa Luzia. Nessa última, foram incinerados 9.731 processos. Pior: houve aviso prévio, a juiza titular pediu ajuda, mas nada aconteceu.
Há casos de penhora, em valor superior a R$ 1 milhão, pedidos e executados no mesmo dia, por ordem judicial, em dinheiro vivo, o que é absolutamente suspeito. A lei que proíbe o nepotismo é ignorada no Judiciário maranhense, onde se pratica o direto e o cruzado.
Um juiz, em Santa Luzia, foi aposentado compulsoriamente por perseguição, retenção indevida de processos, favorecimento pessoal e a parentes, liberação indevida de presos e outras irregularidades. Manteve o ganho e não foi alvo de qualquer ação capaz de gerar a perda do vínculo com a administração pública.
Na Vara Cível de São Luís há caixas com duas centenas de processos aguardando conclusão desde 2007.
Entreouvindo em off:
- Você não vai comentar este post?
- Quác! Quén-quén! Quác! Quén-quén!…
- Não entendi!? Qual o motivo dessa sua voz de pato?
- Bem, eu ainda sou desembargador no TJ do Maranhão, né?
Estamos perdidos pois só tem ladrão. Não tem pra onde fugir.
A Justiça é de fato cega: “aposenta” juiz bandido, quando de fato deveria mandá-lo para a cadeia, e não enxerga as caixas e mais caixas de processos que se amontoam na espera, provavelmente, da virada de mais um milênio.
Por incrivel que pareça, começo a achar os judiciários da China e do Irã mais eficientes, preparados e modernos (…sem falar que mais justos) do que o nosso – pelo menos para países (como o glorioso Brasil) onde o “topo da pirãmide” só tem bandido!
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