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12.fevereiro.2010 20:41:20

Intervenção agita Brasília

Os últimos movimentos políticos em Brasília indicam o início de uma outra disputa – a que gira em torno da intervenção federal na Capital. A carta de Arruda, se licenciando do cargo já tinha o propósito de evitá-la.

O raciocínio de Arruda ao licenciar-se foi o de formalizar no cargo o vice, Paulo Octávio, e, com isso, desconstruir o diagnóstico de acefalia e desordem com o qual a Procuradoria-Geral justificou o pedido de intervenção.

Paulo Octávio, governador em exercício

Paulo Octávio, governador em exercício

Imediatamente, a OAB entrou com o pedido de impeachment de Paulo Octávio, investigado também pela operação Caixa de Pandora, para reforçar o que já está visível: o vice de Arruda não representa estabilidade política.

A Câmara Distrital, que decidira apressar o impeachment de Arruda, para sair do foco da crise, e evitar a intervenção, vai ter que ir além disso, votando também o de Paulo Octávio, se quiser que sua estratégia tenha alguma chance.

Para isso, considerando a vulnerabilidade do vice, precisa fazer o processo chegar ao terceiro na linha sucessória, o seu presidente, deputado Wilson Lima, aliado de Arruda.

Além do risco de prováveis auditorias no governo, que inevitavelmente atingirão a maioria da base aliada a Arruda, a intervenção abre caminho para instalar um outro debate, inconveniente a todos os atores em cena: o fim da autonomia política do DF.

Idéia que já encontrava receptividade em boa parte da população e que agora deve ter mais adeptos.

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Comentários (21) | comente

21 Comentários Comente também
  • 12/02/2010 - 23:29
    Enviado por: Leo

    Não acho que limar a democracia de determinado região ajude a melhorar a própria democracia. Democracia se aprende e se aperfeiçoa na prática. Antes de se pensar em tirar o voto do eleitor do DF, que tal pensar numa reforma política a sério, incluindo o fim do voto obrigatório? Que tal aprovar o projeto que proibe candidaturas de ficha suja? Vai ser bom não só para Brasília, mas para todo o Brasil.

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    • 14/02/2010 - 09:34
      Enviado por: Damiel

      Concordo com a opinião expressa por Léo. Retirar o direito ao voto do povo do Distrito Federal não vai inibir a corrupção. O Brasil, como um todo, precisa de reforma política que vete candidaturas de quem responda processos judiciais, que facilite a retiradA do político que é acusado de corrupção,mesmo sem o processo terminado na justiça,não por condenação prévia da opinião pública, mais para preservar as instituições, sua funcionabilidade e credibilidade e nós, como povo e eleitores, temos que acompanhar mais o trabalho dos políticos, cobrÁ-los mais e se não forem bons, não dar-lhes outro cargo, como aconteceu com Arruda que já se envolveu em dois escândalos, o do painel do Senado e agora no DF. Há também uma última sugestão que acho válida: numa eventual reforma política, o voto deveria ser distrital e o politico de qualquer esfera de poder ou cargo, acusado de agir indevidamente no exercício da função pública, poderia ter o fim do mandato antecipado por iniciativa do povo, com a realização de uma nova eleição, como ocorre nos Estados Unidos, se o político vai mal no cargo, ele ta consciênte que o cargo é da nação, do povo, e não dele ou do partido.

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  • 12/02/2010 - 23:54
    Enviado por: Arnaldo

    Essa metanóia que precisa o povo brasileiro em relação ‘a politica esta demorando ! Politicos são pessoas públicas escolhidas pelo povo para beneficiar o país e em consequência a população que nele vive ! Mas no Brasil este conceito esta totalmente desvirtuado e distorcido em todas as esferas do setor público ! E não será um badalado “”voto”", que não vale mais nada, que mudará isso !

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  • 13/02/2010 - 00:12
    Enviado por: Tonho

    Sem dúvida é um momento histórico do Brasil: um governador em exercício indo para a prisão por tentativa de obstrução da Justiça.
    A obstrução da Justiça realmente é considerada um ato muito grave na cabeça de um juiz, é a tentativa de impedir a Justiça nos seus trâmites de investigar os acontecimentos, além do ser um ato implícito do réu, ou réus, de ganhar tempo para eliminação de provas e indícios.
    Agora, o caso de Brasília, visto a pessoa do vice-governador e da Casa Legislativa é de intervenção federal.
    Lula, muito provavelmente, sente urticária ao pensar nisso, mas vai ser obrigado.

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  • 13/02/2010 - 00:24
    Enviado por: Luís Augusto

    Brasília não é um ente federativo autônomo. É uma cidade cuja finalidade é uma só: administrar o Brasil. Esta característica a torna um patrimônio do país e não apenas de seus habitantes. Grande parte de seu orçamento é bancado pelo Governo Federal. Ora, nada mais justo que todos os habitantes do Brasil influam nas decisões deste pedaço. Duas (pelo menos) são as maneiras: o executivo federal administra e a torna viável para seu objetivo (administrar o Brasil); ou então todos os eleitores do país, inclusive os de Brasília, devem escolher seu administrador. Não há sentido em falar de prefeito, governador, deputado, vereador ou qualquer título idiota destes… apenas um administrador.. como um síndico. O Congresso Nacional é o fórum adequado para se tomar as decisões legislativas. Claro que também não será preciso de TJDFT ou TRE-DF ou qualquer instância de justiça federal…

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    • 13/02/2010 - 02:08
      Enviado por: Juliana Gonçalves

      Senhor Luis Augusto, já que Brasília não tem moradores e nem contribuintes, que tal São Paulo assumir a gestão? vc esqueceu de dizer de onde é.
      Vá votar no inferno da sua cidade e deixe a minha em paz. Bairrismo deveria ser crime para quem elegeu maluf e Pitta, inclusive para cargos do nosso caríssimo Congresso Nacional.
      Atenciosamente.

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    • 15/02/2010 - 12:12
      Enviado por: rinaldo

      A autonomia política de Brasília deve ser discutida nesse momento. Moro na capital desde criança e acho uma pena que a implantação de uma câmara legislativa e do direito a voto para governador tenha se dado de forma tão precária, tornando a Capital do país um lugarejo semelhante a províncias atrasadas de interior. Nossa cidade não é uma qualquer. Ela abriga o poder, é uma região estratégica. Em países como EUA, Austrália e outros, não tem essa de poder local, vereadores, deputados distritais etc. As políticas e diretrizes da cidade são definidas por comissões NOMEADAS pelo governo central do país e ninguém reclama falta de democracia. Não vejo como retrocesso retirar nosso direito a voto. Se analisarmos a qualidade dos políticos que se têm se apresentado nos últimos anos como candidatos a governador e parlamentares locais, enxergo como avanço tirar das mãos dessa gente a possibilidade de governar nossa cidade.

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    • 17/02/2010 - 13:09
      Enviado por: Francisco

      Concordo com Rinaldo,
      Brasília só tem afundado nessas ultimas 3 décadas. Infelizmente os nomes das personalidades que acabaram com a minha cidade está aí nesses notícias escandalo. A mudança de Brasília não se deve também só aos políticos mas também a nossa população onde vive de um lado o curral criado por Roriz e do outro burgueses que em sua maioria vem de outras cidades que trazem seu “estilo” de vida para Brasília, que foi pensada para funcionar de uma maneira diferente. Logo temos um choque de habitantes que não fazem uso de sua cidadânia em quase nenhum momento.

      Quem é brasiliense de verdade sabe que sua cidade e seus conceitos se perderam faz muito tempo…Quero intervenção já!

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  • 13/02/2010 - 10:24
    Enviado por: Euller

    So a intervenção irá completar o trabalho de limpeza, pois o caos institucional esta intalado no Detrito federal, e em todo o Brasil…por consequncia!

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  • 13/02/2010 - 11:01
    Enviado por: fernando

    Moro em Brasília desde que tinha 10 anos, e hoje tenho 44..nestes 34 anos, está claro para mim que no Distrito Federal não se dece ter eleições por suas particularidades como capital da República, tanto que é um distrito e não um estado. E mais: o Distrito Federal só teve suas condições sociais, econômicas, de infraestrutura agravadas em extremo desde que tiveram início as “eleições” de políticos que, em sua grandissísima maioria (vide Roriz, Tartuce, Eurídice Brito, Leonardo Prudente, Junior Brunelli, Eliana Pedrosa e etc.), seja no Executivo, seja no Legislativo, têm drenado o dinheiro do contribuinte através dos mais variados métodos (são criativos na corrupção…), junto com seus apaniguados, que, apesar de não terem sido eleitos, ajudam a formar as quadrilhas. Logo, a estrutura de poder do Distrito Federal está “podre” há muito tempo, e para uma constatação, impírica que seja, basta passear pela capital e arredores e verificar o nível dos hospitais, escolas, ruas, e outros parâmetros que nos levam a um estado de desespero cívico. Brasília está, sim, moral, etica, e financeiramente falida.

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  • 13/02/2010 - 12:01
    Enviado por: EDILOY A C FERRARO

    Estes momentos cruciais por que vive a capital federal, traz-nos interrogações inadiáveis, como o questionamento de o Distrito Federal ser considerado, para os efeitos e altíssimos custos, um ente federado independente, quando não mais é que uma cidade e sua periferia. Quanto custa aos cofres públicos a manutenção de vereadores com pompas de deputados federais distritais, e, ainda, com a existência de senador da república de apenas uma cidade ? Todo o aparato para se manter este status quo se justifica ? O Brasil de tantas carências que torna autônomos distritos miseráveis conduzindo-os à condição de municípios consumindo verbas federais, mantendo-se prefeituras e câmaras municipais, órgãos e entidades que compõem toda a estrutura municipal, criando-se cargos e efetivos de funcionários a ocuparem as máquinas públicas esquálidas de serventias mas onerosas ao Estado Federal e Estadual. O Brasil tem que ser repensado dentro de suas prioridades e necessidades. O Distrito Federal com todo seu funcionalismo agregado, pasmem, servidores que atendem ao executivo, segundo noticias, na ordem de dezoito mil, mais que o número de servidores a serviço do executivo federal, a Presidência da República. Aproveitemos esse embate vivido nesses dias que põe em evidência toda essa situação para repensarmos o Brasil.

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    • 14/02/2010 - 11:19
      Enviado por: Renio Quintas

      Claro que se justifica meu amigo, ou vc prefere que a Capital retorne ao Rio de Janeiro? É inevitável e o Brasil inteiro tem que reconhecer que aqui é a Capital da república de um País com 200.000.000 de pessoas, que trabalham, vivem nascem e morrem com a cultura das mais diversas e ricas do Planeta Terra e deve sê-lo com toda pompa e circunstancia, que esse fato aponta. Sobre a governadoria da cidade já fiz meu comentário!

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  • 13/02/2010 - 23:15
    Enviado por: Nadia

    Há males que vem para bem, ao olharmos, com pesar, toda essa desconstrução da governabilidade de Brasília e do DF, podemos pensar com alívio que a idéia absurda de se criar uma nova capital para o DF ( mais um dos planos mirrabolantes não só do Arruda como de toda classe política “distrital”) pode ter ido para o brejo de vez. Morei por 5 anos no DF e nunca consegui entender, o fato da capital do Brasil não ter funcionarios publicos federais nas suas repartições. As verbas de segurança , saúde e educação são todas de responsabilidade da União, então, nunca consegui entender porque as autarquias e intituições publicas do DF não são federais, afinal Brasília é ou não a capital do Brasil ?

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  • 14/02/2010 - 03:53
    Enviado por: JOSÉ RUDINEI MARQUES

    Esse artigo do dito jurista gaúcho é – no mínimo -curioso. Ao propor a extinção de Brasília, ele esquece-se justamente o Rio Grande do Sul é um antro de corrupção tão grande ou pior que o DF. Senão o que dizer das operações DETRAN/RODIN … lá havia mesada, mensalão, todo o tipo de corrupção. Até o presidente do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul, João Luiz Vargas, teve que renunciar ao cargo e ao posto. Até a UFSM e seus esquemas não escaparam. Só que aí ninguém falou em intervenção e isso aquilo. Brasília não é diferente de São Paulo, com PITTA e MALUF, do RS com Yeda, José OTÁVIO GERMANO, João Luiz Vargas, Frederico Antunes, Elizeu Padilha, entre. XÔ GAUCHADA. Coerência, pelo menos.

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  • 14/02/2010 - 06:41
    Enviado por: Antonio Araujo

    O político e o juiz são profissionais que têm o dever e obrigação cívicos, éticos e morais acima de tudo. Se eles se envolvem com sujeira, deveriam ser condenados com mais eficácia do que se condena um ladrão de carro, por exemplo. Se o governador do estado e políticos, que têm a obrigação de trabalhar pelo bem da população, de empregar bem o dinheiro de trabalhador, rouba, usa esse dinheiro em benefício próprio, deveriam ser punidos nos maiores rigores da lei, porque eles traíram publicamente a confiança que muitos depositaram neles, ou seja, foram, no mínimmo, desonestos com seus eleitores, além de serem infratores da lei. A responsabilidade deles é maior.

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  • 14/02/2010 - 10:52
    Enviado por: Renio Quintas

    Vivo em Brasília desde 1960, vindo do Rio e vivi aqui um Prefeito, Dr. Plinio Catanhede empossado que governava a cidade. Depois da Dita-cuja, vivemos sob uma comissãoq eu governava a cidade e que naturalmente não tinha capilaridade nem condições de atender as necessidades de uma população de, à época, 500.000 pessoas, que dirá agora que somos a terceira cidade mais populosa do Brasil, tendo passado Belo Horizonte! A Governadoria é necessária, a Câmara Legislativa é necessária, precisa ser aprimorada no exercício do voto e da Democracia. A população do Distrito Federal jamais admitirá esse retrocesso! Viva Brasília!

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  • 15/02/2010 - 16:26
    Enviado por: Rodrigo Reis

    Se o fim da autonomia política do DF resultar em menos despesas, se resultar no fim da Câmara Distrital, e em redução de cargos políticos, não há que ser contra. Somente um anencéfalo pode ser a favor da manutenção desta autonomia “podre” que o DF possui.

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  • 17/02/2010 - 04:25
    Enviado por: nestor oliveira

    Sempre fui contra a autonomia política do Distrito Federal, por razões doutrinárias e eleitorais – estas relacionadas com a (de)formação ideológica da grande massa de habitantes, encabrestada pelas boçalidades de Roriz e seus sequazes. Hoje, considero o estatuto político da Capital irreversível, cabendo a todos nós encontrarmos a solução para a alienação e apatia política dos que aqui residem, não somente do ponto de vista eleitoral, mas também do ângulo da participação comunitária nos assuntos públicos. Quanto à intervenção, sou a favor, pelas razões enunciadas pelo Procurador-Geral da República, mas não acho que tal processo possa culminar na alteração do estatuto político-institucional do DF. É só uma espécie de ‘freio de arrumação’, que permita a apuração dos desvios e roubalheiras e a reconstrução da administração pública e do legislativo em novas bases.

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  • 18/02/2010 - 12:52
    Enviado por: Adriano

    É muito fácil pessoas que nunca vieram à Brasília, algumas que nem mesmo conseguem achar a cidade no mapa, dizerem que a sua população não deve ter autonomia para eleger seus governantes. Para conhecimento dos Srs, Brasília vai muito além da esplanada dos ministérios que vocês vêem na TV. Brasília hoje tem quase 3 milhões de habitantes. Se o DF não deve ter um governante eleito por seu povo por quê não acabamos com as prefeituras e deixamos apenas os governadores dos estados governarem suas cidades? Além disso, existe corrupção em todas as esferas de governo, em praticamente todos os estados e municípios Brasileiros. Na maioria dos lugares ela é até acobertada pela mídia. A corrupção no governo local de Brasília só veio a tona por interesses políticos de outro corrupto chamado Roriz, que, pelo que eu me lembre, no seu primeiro mandato não foi eleito e sim nomeado. Não estou dizendo que concordo com a corrupção, mas retirar o direito dos Brasilienses de elegerem seus representantes não vai acabar com corrupção e nem resolver os problemas da cidade.

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  • 24/02/2010 - 14:59
    Enviado por: Édison Domingos

    Entendo que diante da dimensão do problema, sugiro a intervenção e a extinsão do Câmara Distrital, por questões bem racionais:

    Transparência, legitimidade e moralização do poder público.

    Obs: A exemplo, deverão ser presas “também”, todas as pessoas citadas que fizeram parte do governo Roriz e governo atual e Câmara Legislativa.
    Desta feita,assim o eleitor brasiliense não se sentirá tão constrangido diante das úrnas.

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  • 02/03/2010 - 01:51
    Enviado por: Bira

    Faz vinte anos que moro em Brasília. Roriz, Arruda, Prudente (aquele das meias), Brunelli (o da prece), são péssimos mesmos. Mas os governantes e deputados dos outros Estados não ficam atrás. Perdão, mas dizer que tem que haver intervenção no DF… Tá brincando! Constitucionalmente, quem vai decretá-la é o Lula, aquele que não sabe de nada, não sabe da corrupção do PT, não sabe do roubo dos amigos próximos. Pessoal, o DF é o “iceberg” do sistema político brasileiro. Por causa de uma filmagem vamos tirar a autonomia de uma unidade da federação? Sou contra a corrupção também. Mas, você de outro Estado acha que não há caixa dois na eleição dos seus governantes, deputados, prefeitos e vereadores? Os salários deles não pagam os gastos para elegê-los. É preciso irmos além. Mudar o sistema político. Exemplos: financiamento público de campanha; criminalizar condutas de políticos; desobrigar o voto; etc.
    Se houver intervenção no DF quem será prejudicado? Os que roubam o país? Não, o povo. As obras vão para – será um caus(aqui está cheio de viadutos e estradas em construção). Não haverá concurso público no DF. Não haverá votação nacional para Emendas à Constituição (as PECs).
    A democracia tem que se auto-regular, achar o seu caminho. Democracia se aprende fazendo – errando e acertando.
    Brasil, vocês se esqueceram de: Pita, Sarney, Roseana, ACM, Garotinho, Paulo Maluf….
    Amigos, continuem tentando acertar aí que nós vamos continuar tentando aqui. Um dia essa democracia vai dar certo e teremos uma maioria no Congresso Nacional que votará conforme a vontade popular. Agora vocês entendem porque o povo aqui não está indo as ruas.

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