Sob o pretexto da Copa de 2014, o governo quer criar um ambiente político favorável à redução dos poderes dos órgãos de licenciamento ambiental e do Tribunal de Contas da União (TCU), vistos como entraves ao ritmo de desenvolvimento das obras de infra-estrutura indispensáveis ao Brasil como país sede do torneio.
O governo considera que o TCU exorbita de suas funções ao embargar obras antes de obter explicações para avaliações ainda preliminares sobre possíveis erros ou supostos desvios de dinheiro de projetos em andamento.
Também acha excessivo que o tribunal conceda liminares já que sua finalidade é de fiscalização.
Na área ambiental a queixa é de excesso de burocratização, lentidão na avaliação técnica para efeito dos licenciamentos e também um rigor político para frear os programas de desenvolvimento nas áreas de infra-estrutura e energia.
Outro alvo é a legislação das licitações que, na visão do governo, também responde, em parte, pela morosidade das obras. Ninguém apresentou uma fórmula, mas persegue-se alguma que torne o processo licitatório mais célere. Há quem defenda a excepcionalização da Lei exclusivamente para 2014 e para os jogos olímpicos de 2016.
A pressão internacional por mais velocidade nas ações, especialmente as destinadas à construção, ampliação e reforma de aeroportos – e de estádios -, aumentou o receio com relação ao rigor da fiscalização como fator de atraso nos compromissos assumidos pelo país.
Fontes do governo chegam a lançar suspeitas de manipulação política por parte do tribunal, braço que é do Legislativo e, como tal, fórum ocupado por ex-deputados, senadores e ex-ministros que exerceriam suas funções com interesse partidário.
O conflito é antigo e foi exarcebado pelo ex-presidente Lula que fez campanha pública contra o tribunal, acusando-o de manipular ideologicamente as contas, retardando obras que aumentariam a avaliação positiva do governo.
Lula chegou a conseguir que sua base parlamentar desembargasse obras que o TCU suspendera.
A estratégia do Planalto é dar visibilidade a qualquer falha, de comportamento ou administrativa, dos ministros do TCU, para reforçar a tese da politização do órgão.
Políticos da confiança do governo trabalham no levantamento da rotina do tribunal para fragilizá-lo e viabilizar uma mudança no funcionamento do órgão.
Os tribunais de contas estaduais também estão na mira, muitos deles já bem vulneráveis por indícios de corrupção ou, no mínimo, de desvios de conduta de alguns de seus integrantes.
Daqui em diante, tudo indica que o conflito será intensificado na proporção em que o ritmo das obras provocar vertigem nas autoridades executivas.
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Essa é uma questão absolutamente eleitoreira. Por que o governo só se preocupou com os “excessos” do TCU quando contrariou os interesses eleitoreiros? Será que todos os gastos e obras fossem realizados de acordo com que manda a lei o TCU teria moral de se intrometer no ritmo do PAC?. Mas como quase tudo é feito com gastos extrapolados, fora do orçamento e das condições iniciais, parece que o TCU, para cumprir suas funções institucionais, terá mesmo que ser mais rigoroso. Imaginem o caso do Maracanã que nem orçamento definitivo tem e já estão gastando por conta. Como as promessas eleitorais estão ameaçadas, mas não querem mudar o jeito de governar, propostas de gestão com exceções às regras tradicionais de transparência e legalidade só podem ser vistas como atentados à soberania dos poderes. Como Bosco bem lembrou, “o conflito é antigo e foi exarcebado pelo ex-presidente Lula que fez campanha pública contra o tribunal, acusando-o de manipular ideologicamente as contas, retardando obras que aumentariam a avaliação positiva do governo”. Seria isso possível? Basta com essa mania de peserguição e também com a ideia absurda de que politico bom é aquele que rouba mas faz.
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Só Faltava Esta! Quer dizer que todos os projetos de infra estrutura que, normalmente beneficie toda a população, temos que seguir a legislação, porém para esta “arapuca financeira e de prazo exíguo” em que o Brasil está se metendo,… muda-se a Lei? Olha… quer saber(?) estes politiqueiros sem vergonha não tem limites para “armar” o assalto aos cofres da nossa pobre Nação que, não aguenta pagar R$600,00 de salário mínimo mas, deixa propositalmente o prazo “correr” para que não possam ser conferidas as despesas EXTRAS das obras SUPERFATURADAS e nem fazer NOVA LICITAÇÃO. Malandro é malandro até debaixo d’água.
Quem agradece são os políticos! Até 2014 os processos de licitação nem existirão!
[...] Publicado por: João Bosco Rabello – Política direto de Brasília [...]
Antes de pensarmos na copa vamos dar o endereço ao povo paulistano onde buscar seus direitos em face das enchentes!
Linha Direta do Consumidor: Enchente – Ressarcimento! Confira: http://t.co/2DjHlCe
[...] Postado por Toinho de Passira Fontes: Blog de Jão Bosco Rabello [...]
É a famigerada política de criar dificuldades p/ “Vender facilidades”errei?exagerei?
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