ir para o conteúdo
 • 

Patrocinado por

17.fevereiro.2010 13:42:46

DF sob suspense da intervenção

Pelos transtornos que causa, a intervenção federal é  precedida de um avaliação  custo/benefício que, historicamente, sempre a mantém no arquivo das hipóteses.

Podendo evitá-la, tanto melhor, inclusive porque é daquelas medidas que não podem ser banalizadas.

A circunstância de Brasília, porém, se reveste de características inéditas, pela extensão do esquema de corrupção que levou o governo José Roberto Arruda à lona.

A rigor, a intervenção é a medida mais correta, porém suas chances ainda parecem remotas.

Nesse momento, a Câmara Distrital, onde a contaminação pela rede de corrupção é de quase 100% , acena com as cassações de Arruda e de mais três parlamentares, para  evitá-la.

Simula um ânimo punitivo ostensivamente casuístico, agindo em cima dos personagens que aparecem nos vídeos de Durval Barbosa, como se eles resumissem a lista de culpados.

Os jornais locais, refletindo o interesse do empresariado – e os seus próprios – assumem a campanha contra a intervenção, rotulando-a de  “golpe” contra a democracia.

Nada mais falso. Não há golpe numa intervenção pela via judicial, em ambiente democrático, num contexto em que o governador está preso e toda a linha sucessória comprometida.

Há interesses em jogo muito mais fortes do que o do Governo Federal em não paralisar o processo de votação de emendas no Congresso Nacional – um dos efeitos colaterais da intervenção.

Em ano eleitoral, o governo sabe que pouco obterá do Congresso, mas o pretexto de não paralisá-lo  será usado pelos que precisam evitar a intervenção  a qualquer custo.

Tags: , , ,

1 Comentário | comente

1 Comentário Comente também
  • 18/02/2010 - 00:27
    Enviado por: Luís Augusto

    A intervenção não é um bálsamo nesta ferida aberta e abandonada, mas apenas uma necessidade. Particularmente me sinto muito triste com esta situação do Arruda. Como ser humano tendo a ter compaixão. Porém, como cidadão não há o que se fazer. Esta organização criminosa que, por incrível que pareça, ainda está administrando Brasília e mais incrível ainda, com apoio desse empresariado local, precisa ser orientada ao fato de que são simplesmente cidadãos. Eles não são imprescindíveis.
    Seria ótimo ocorrer aqui um choque de cidadania para que todos se sentissem motivados a participar das decisões locais. Porém, percebe-se uma apatia de quem levou um choque maior que deveria…

    responder este comentário denunciar abuso

Deixe um comentário:

Arquivo

Seções

Blogs do Estadão