Setores do governo e do Judiciário defendem o aprofundamento das investigações que materializem a desconfiança sobre a relação entre o dinheiro de Carlos Cachoeira na Delta e os preços competitivos que garantiu vitórias para a empresa em licitações públicas.
Trocada em miúdos, a ideia é provar o que para muitos é certeza: ao lavar dinheiro dos negócios ilegais de cachoeira, a construtora ganhava lastro para compensar os preços baixos nas concorrências e conquistar obras oficiais de vulto.
Sustentável ou não, a simples desconfiança é outro elemento para tornar, mais que imprópria, cínica, a pretensão de limitar as investigações sobre a construtora aos seus negócios no Centro-Oeste. A frustração dessa tentativa anunciada virá a ser um dos primeiros sinais mais claros sobre a improbabilidade de controle político da CPI pelo seu proponente.
Mais provável é que a ideia seja uma das muitas iniciativas em curso voltadas para interesses individuais de parlamentares que veem na CPI a oportunidade para exterminar politicamente adversários históricos. O que já ocorre em parte com a farta distribuição de grampos que banaliza a escuta telefônica como método investigativo complementar, para tornar-se instrumento principal das operações policiais.
A CPI do Cachoeira começa por onde as outras terminaram, ou seja, poupando seus integrantes da fase investigativa, com provas produzidas e relatórios policiais conclusivos em alguns casos. O que impõe aos parlamentares o dever seletivo de convocações e objetividade nas suas ações.
O foco na Delta certamente desvendará uma teia de relações promíscuas de políticos e partidos com o submundo do crime organizado, a partir de Cachoeira, dando dimensão concreta ao discurso do “doa a quem doer”, até aqui aparentemente mera peça retórica de quem julga possível condenações seletivas segundo um mapa político previamente traçado.
Nesse momento, sequer ainda nas preliminares, a CPI já sabe, por exemplo, que governadores como Agnelo Queiroz (PT-DF), Sérgio Cabral (PMDB-RJ) e Marconi Perillo (PSDB-GO) – nessa ordem e ressalvados os respectivos graus de delito – estão em maus lençóis e com suas carreiras políticas seriamente ameaçadas.
Ou seja, antes mesmo de entrar em pleno funcionamento, a CPI já tem no banco dos réus governadores do PT, PSDB e PMDB. Promete doer ainda em um universo mais amplo, constatação que talvez explique a tentativa de setores partidários, principalmente do PT, de levar ao palco também a mídia – principal obstáculo à estratégia de controle das informações comprometedoras.
Além, claro, da Constituição, que garante o sigilo das fontes, sem especificar quais, e de legislação complementar que a reforça proibindo à autoridade pública impor sua quebra àqueles cujas atividades impliquem a guarda do segredo profissional. Rol em que estão jornalistas, médicos, advogados e outros.
A investigação profunda da Delta importa também ao mercado, ainda que como efeito colateral, para avaliar minimamente os danos comerciais de empresas concorrentes com o cartel criminoso da empresa, que vai da construção civil à locação de veículos, passando por coleta de lixo e venda de sistemas tecnológicos.
Tudo isso com dinheiro público federal e estadual.
Tags: Agnelo Queiroz, CPI do Cachoeira, Delta, Marconi Perillo, PMDB, PSDB, PT, Sérgio Cabral
EXATAMENTE, CERTÍSSIMO, chega de demagogia e revanchismos. Chega de oportunistas, enganadores, enquanto o chefe do mensalão e os mensaleiros não forem punidos a Justiça Brasileira será parcial e comprometida com este desgoverno sem caráter, demagogo e oportunista. Está corrupção generalizada em todos os níveis governamentais foi implantada pelo lulla e seus quadrilheiros, enquanto a Justiça não recolhecer que o PT implantou e foi conivente com toda esta sujeira e safadesa não teremos um país justo.
Não vejo meus comentários publicados, algo me deixa cabreiro, num país que a cor a cada dia fica mais vermelha.
O PT tenta impor uma ditadura ala “Chaves” com seu principal Lula e seu eterno coadjuvante ZE DICEU “homen das consultoria, esta em todos os escândolos”
Este Senhor, Odair Cunha, teve muitos votos em minha pequena cidade – Cruzília-MG. Espero que como homem de religião, bom moço. Tido por nós, povo pequeno como ético e honesto Faça com que esta CPMI siga com a mais profunda moralidade. É vergonhoso e também lamentável que uns poucos indivíduos tido como parlamentares, faça de duzentos milhões de habitantes, deste nosso querido Brasil, de idiotas, bobocas, inúteis… Onde estão as pessoas de Bem deste país, os Honestos, os Éticos, com certeza estão por aí comprando bobo e vendendo pasmado (como sempre dizia minha saudosa vó) É um absurdo o que estão fazendo, querendo proteger uns tantos e desgraçar uns outros.
Bandido é bandido, roubando um ou cem reais, devem sumir todos os culpados da vida pública.
2013
2012
2011
2010
2009
Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.
Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.
Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastradoEm instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.
Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.
Deixe um comentário: