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19.outubro.2011 11:50:50

Crise é oportunidade para reforma ministerial e administrativa

A crise no ministério dos Esportes, na seqüência dos Transportes, Agricultura e Turismo, revela uma prática comum de desvio de verbas públicas para fins partidários e projeta novos escândalos no governo Dilma Rousseff.

O caso não difere dos que o precederam: autoridades do primeiro escalão governamental respaldam um esquema de patrocínio partidário através de ONGs que não resistem ao simples exame de idoneidade que deveria anteceder a aprovação de convênios milionários.

Na mesma rota está o Ministério das Cidades, por exemplo, cujo titular, Mário Negromonte, sequer se preocupou em defender-se das acusações de patrocinar um mensalão dentro de seu partido, o PP. Limitou-se a ameaçar seus denunciantes, como ocorre agora com o PC do B em relação ao PT.

A ironia máxima é que o esquema de cobrança de propina do ministério dos Esportes ocorria dentro de uma sala cedida pelo Dnit, órgão protagonista do esquema de corrupção no ministério dos Transportes, segundo denúncia do soldado da PM, João Dias Ferreira.

Este, por sinal, protagonista de outros escândalos no governo do Distrito Federal, de quem se diz credor também e onde faz exigências em troca do silêncio sobre o que conhece da campanha que elegeu Agnelo Queiroz governador e sobre os esquemas montados dentro de seu governo.

Se admitida como comum, a prática pode impor à presidente Dilma Rousseff mais que uma reforma ministerial – uma reforma também administrativa, com enxugamento de estruturas.

Além de necessária é uma oportunidade para afirmação de autoridade política da presidente.

Essa expectativa já é detectável nos meios políticos, assim como se discute informalmente a conveniência de manter a previsão da reforma para o ano que vem.

Alguns temem que a pressão característica de ano de campanha eleitoral contamine a reforma ministerial e restrinja a autonomia da presidente para a reformulação de sua equipe, o que, em tese, não ocorreria agora.

A sucessão de escândalos em contraste com a falta de gestão no governo dá nitidez à ineficiência de, pelo menos, 80% dos 37 ministérios, já que a percepção de gerenciamento se restringe  praticamente a área econômica.

 Trocando em miúdos, está cada vez maior a convicção geral de que há ministério demais e resultado de menos – e cada vez mais corrupção.

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Comentários (3) | comente

3 Comentários Comente também
  • 20/10/2011 - 15:50
    Enviado por: adailton pereira de araujo

    O planalto tem o faro dos escandos, rapidamente monta-se uma agenda e o pessoal some, vaigens sem pé e nem cabeça.
    O lula deve esta com as orelhas pegando fogo, seus amigos estão morrendo, achados em buracos escondidos como gangaceiros.
    Seus ministros do”Lula” a maioria verdadeiros ladrões, e começa a devassa no panamericamo, ai o bicho vai pegar é só esperar, tem cheiro de mensaleiros nesta negociação.
    Este do esporte é um despreparado como seu rei lula, quem não deve não precisa apresentar defesa com agressão e palavras chulas.
    O governo esta podre e vai ser dificil desmanchar estas quadrilhas montadas no governo Lula, não é possível o mandatário de uma nação não se atinar para esta roubalheira. A coisa correu frouxa como é em, “casa de noca” todo mundo manda e apronta com o produto do roubo, só que alguém vai ficar beber e dar com a lingua nos dentes.

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  • 20/10/2011 - 21:27
    Enviado por: Francisco Kaveski

    Taí.
    Reduzam o número de misnisterios para Sete.
    Que rapidamente aparecerão os 40 Billhões de reais para a saúde.
    Daí então é só reduzir a selic para 1,5 % que aparecerão todos os bilhões para a implantação do ensino em tempo integral e para as implantações dos PACs que levarão a redução do custo Brasil.
    -Naturalmente que desonerações acontecerão e o desenvolvimento Brasileiro será acelerado.
    -E Viva a Social Democracia Brasileira-Shalom!

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  • 21/10/2011 - 19:23
    Enviado por: Luciano Pinheiro

    Que pena que a presidente Dilma ainda fica pensado que babado é bico. Será que ela ainda não acordou do pesadelo ocasionado pela herança maldita que o Lula passou para ela? Deve ter peito e coragem de efetuar reforma administrativa, extinguindo com canetada só mais da metade desses ministérios inoperantes. Ministros e funcionários públicos demais e nada de trabalho, de produtividade, de rendimento. Junte 3 (cultura, esporte e turismo) e crie o MICET (Ministério da Cultura, Esporte e Turismo). E nomei o Meirelles (ex-Banco Central) para dirigi-lo. E mande o Orlando Silva plantar batatas. Ou melhor: colher cana de açúcar com o amigo Fidel Castro. E que fique por lá.

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