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06.janeiro.2010 17:29:15

Congresso vai ser palanque

Dificilmente o governo conseguirá votar os projetos do pré-sal em 2010,  mas poderá lucrar eleitoralmente com o debate do tema no primeiro semestre, único período de efetivo trabalho legislativo nesse ano.

A campanha eleitoral oficialmente começa no segundo semestre, mas contaminará os trabalhos do Congresso que, a rigor, só funcionará de março a julho. Volta em novembro e dezembro para votar o orçamento, mas aí já haverá um presidente eleito.

Trunfo maior da campanha de Dilma, fator de sedução do discurso nacionalista já lançado pelo presidente Lula, o pré-sal vale mais eleitoralmente não votado, porque mantém a oposição refém de um debate que até aqui a desfavoreceu.

O PSDB parece ter-se apercebido disso e começa a tentar dificultar o trabalho do governo no âmbito do discurso e não da causa. Cobra a liberalização do FGTS para compra de ações da Petrobrás, como foi feito no governo FHC.

Puxa o debate para um aspecto que valorizou quando gestor da Petrobrás,  oferecendo um contraponto ao mantra da privatização da qual o PT o acusa diariamente.

O jogo é o debate, porque mesmo  aprovados pela Câmara, os quatro projetos do pré-sal seguirão para o Senado, onde  serão novamente debatidos e alterados. Com isso, retornarão à Câmara para nova votação.

Assim, o Congresso será inevitavelmente o primeiro palanque de 2010.

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  • 08/01/2010 - 12:24
    Enviado por: EDILOY AC FERRARO

    Concordo que a discussão sobre a regularização da exploração do pré-sal colocou a oposição em saias justas, este efeito espetacular está carimbado nas costas deles, como privatistas. O chamamento para a nacionalização do patrimônio tem um aspecto que transcende os extremos de direita e esquerda, une divergentes, cala fundo no imaginário popular. Isso me remete à sobrevivência dos militares na Argentina, quando intentaram em defesa das ilhas Malvinas e conseguiram a união nacional nesta questão. O PSDB dificilmente encontrará discursos para se contrapor ao ataque neste quesito. O seu potencial candidato, JOSÉ SERRA, foi ministro do planejamento na 1° gestão de FHC e, depois, ministro da Saúde ( já se preparando para a vitrine nacional como candidato à sucessão presidencial). Ademais, a história se encarregou de mostrar alguns equívocos da gestão tucana. A Petrobrás, tida pelo falecido ministro Sérgio Mota como um estorvo perdulário do erário, vítima dos anseios de sua privatização, se mostrou uma das mais respeitáveis empresas do planeta. Idem para a recuperação do Banco do Brasil. Remanesce o trauma da privatização da Vale do Rio Doce, leiloada por valor 50 vezes menor do que o atual valor de mercado, entre outras. Além do que, apesar das privatizações, o governo tucano entregou o bastão para seu sucessor escorado em um empréstimo no FMI. Por fim, Serra privatizou o único banco do Estado mais rico da Federação, a Nossa Caixa, visto que o Banespa já havia sido engolido pelo grupo Espanhol Santander, no governo do falecido tucano Mário Covas. Ocorre-me a célebre declaração de nosso governador: o Estado não tem vocação para ser banqueiro. No mesmo momento que eclodia a maior das crises financeiras já vividas no planeta, onde Barack OBama teve que intervir em Instituições Financeiras para poder ter mecanismos para enfrentar os desafios. O governo federal, valendo-se dos agentes financeiros estatais ( BNDES, BB, CEF,) minimizou os efeitos danosos da catástrofe mundial. São lições recentes, frescas, que, creio,deverão estar presentes nos discursos eleitorais. Ainda há que se acrescentar à recente e jactanciosa publicidade do governo de São Paulo: 10 entre as 10 melhores estradas do País encontram-se em nosso Estado…inclusive os mais caros pedágios do País, isso a gente tem que lembrar cada vez que põe a mão no bolso.

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