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05.setembro.2011 11:30:41

Congresso do PT, um evento autista

O congresso nacional do PT, pós-Lula, foi um repeteco pálido dos anteriores, com uma pauta anacrônica cujo ponto central foi a enfadonha cantilena de controle da mídia, sem a repercussão política pretendida.

Mais do que antes, os temas em debate referendaram o conceito que o próprio Lula já fizera, em seu governo, de que tais conferências não passam de uma “usina de factóides ideológicos” sem qualquer vínculo com o exercício real do poder.

Não é  para se levar a sério, disse o presidente em entrevista ao Estadão à época. A própria tese de controle da mídia foi desautorizada pela presidente Dilma após o congresso, em que se permitiu fazer parte do jogo de cena sustentado pelo partido para politizar os delitos do mensalão.

O PT vai fechando o ciclo de um partido de perfil ideológico à esquerda e se consolidando como uma agremiação cada vez mais similar ao PMDB com quem disputa a hegemonia na composição do governo.

O partido hoje se consome numa disputa interna por território político, com suas diversas facções conduzindo os movimentos dentro de uma pauta de natureza eleitoral em que os conteúdos seguem as conveniências da estratégia de crescimento municipal.

 De fato, o que está em jogo agora é ampliar o número de prefeituras na tentativa de avançar sobre a hegemonia da máquina pemedebista, reduzindo-a em 2012. É o que verdadeiramente importa agora ao partido.

O que se reflete no governo aonde disputa espaço com o PMDB por ministérios e estruturas de segundo escalão capazes de influir no pleito municipal.

A corrupção no governo, cada vez mais desnudada pela mídia, é obstáculo concreto às pretensões eleitorais. Na medida em que foge à responsabilidade de combatê-la, mais se distancia do objetivo. Melhor, então, combater ferozmente o mensageiro, ainda que ele noticie prisões feitas pela Polícia Federal.

Não emanou do congresso recente nenhuma bandeira capaz de sensibilizar o eleitor. O desagravo ao ex-ministro José Dirceu, atingido pela matéria da revista Veja em que figura como um dirigente com influência sobre ministros e autoridades do partido no governo Dilma, deu caráter ainda mais doméstico ao evento.

É nesse contexto que se retoma a idéia delirante de controlar a comunicação no País. Sim, porque é disso que se trata – e não de regulamentação da mídia, eufemismo utilizado para a verdadeira intenção de exercer censura sobre os meios de comunicação.

Velhos chavões, como o monopólio da mídia por famílias proprietárias (tese desmontável com um simples levantamento nacional), não significam absolutamente nada.

O único ponto real desse discurso todo é a necessidade de se rever critérios de concessões de rádio e televisão para deputados e senadores, abordagem, de resto, já feita pela própria mídia.

Mas que empaca no Congresso Nacional, por óbvio. O PT não enxerga que ao concentrar suas energias na mídia, vai se afastando daquilo que realmente interessa à sociedade, como o corporativismo que absolve a deputada Jacqueline Roriz, comemorado pelo líder do governo,, Cândido Vacarezza.

Ou o papel de guardião da lista de parlamentares infratores que mantém negócios de suas empresas com o governo, exercido pelo Conselho de Ética da Câmara.

Ou a defesa do combate seletivo à corrupção, ou seja, aquele que naturalmente poupar seus pares.

E tantas outras mazelas políticas que o partido historicamente condenava –  e que, hoje se confirma, era apenas como plataforma para chegar ao Poder. De onde, agora, demoniza a mídia e o ministério público, instituições  em que se apoiou para o alcançá-lo.

 

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Comentários (21) | comente

21 Comentários Comente também
  • 05/09/2011 - 15:22
    Enviado por: Theo

    Rapaz, eu escrevi um comentário aqui e gostaria de escrever mais uma vez: por favor, mude o título, por respeito aos autistas.

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  • 05/09/2011 - 16:05
    Enviado por: joao hanna

    Caro Theo

    Gostei da observação!
    Os petralhas são muito piores que autistas.
    Na verdade trata-se do oposto, eles sabem muito bem o que fazem!]
    Veja o Chefão, Jose Dirceu .
    Se a Democracia prevalecer no Brasil, ela provará que é o melhor sistema possivel.
    Pois não demorará para esse castelo de mentiras ruir.
    O ruim é que antes de melhorar, vai ter que piorar.
    Sò assim o povo vai aprender a votar!
    Abraços
    Joao

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  • 05/09/2011 - 17:01
    Enviado por: Tiago

    Lendo o seu texto não vejo coerência. Jornalistas cão de guarda simplesmente, talvez intencionalmente como alguns jornalistas, citam sobre o projeto de regulação dos meios de comunicação e não explica uma linha ou não tem essa intenção. Mudam de foco para justificar uma coisa com outra: é superficial afirmar que o PT quer controlar a mídia e não regulamentar a área; diz que o PT age porque quer calar a imprensa que denuncia a corrupção existente nos porões do poder e, por isso, tenta convencer que a imprensa erra, manipula (com táticas “murdochianas”-Veja aprendeu) e faz opiniões com matérias simplesmente declaratórias (não investigativas)e como se aquilo que ela faz de bom justificasse tudo isso. Em suma, é a mesma essência do pragmatismo político – só que esse ponto de vista no jornalismo, por assim dizer, eu poderia definir com “pragmatismo” jornalístico – que apodrece tanto a política no país como a imprensa. Acompanho diariamente a maioria dos jornais, tanto impresso quanto eletrônico e percebo, cada vez mais, que a democracia (e os direitos) é mais conveniente à retórica dos jornais do que a realidade de manter e preservar os princípios democráticos. O que o governo pretende encaminhar para o congresso é discutir que liberdade de imprensa é diferente de liberdade de empresa – e isso é um perigo, veja o que ocorreu na Inglaterra. Só vou acreditar que a imprensa no Brasil é livre e defende a liberdade de imprensa e se autorregula realmente quando eu encontrar uma matéria num grande jornal denunciando outro grande jornal por utilizar táticas medíocres de apuração ou qualquer farsa que foi montada – como fez o The Guardian na Inglaterra; ou seja, por que nenhum jornalista dos grandes jornais não foi apurar como ocorreu, de fato, o caso do Boletim de Ocorrência sobre as maracutaias da Veja e o caso José Dirceu em Brasília? Lembro-me agora da hipocrisia que brota de algumas canetas; no ano passado o jornalismo declaratório criticou a confecção de dôssies contra José Serra, ignorando o conteúdo em todos os sentidos ao afirmar que aquilo atentava contra a privacidade do ex-governador e de tucanos. Mais ainda, que tudo aquilo era contra o Estado de Direito e que, acima de tudo, aquilo seria antidemocrático; agora, com os últimos acontecimentos, a própria revista e outros jornalistas que defendiam esse ponto de vista mudaram de opinião e aceitaram sem pudor algum, sem revisão de princípios morais do bom jornalismo, a versão da Veja. Sobretudo, afirmando que a tese tinha fundamento e que estava cumprindo o papel democrático da imprensa de denunciar o caso! Enfim, a democracia e o Estado de Direito serve para isso? Eu acho um atentado muito grave à democracia inventar, caluniar ou praticar maracutaias ilegais. Independentemente se eram dôssies contra tucanos ou o tal quartel general do Dirceu em Brasília, não existe “meio” Estado de Direito – não há flexibilização, é como se eu fosse roubar um banco para dar para quem precisa! É ultrapassado pensar que os fins justificam os meios. O que a Veja fez foi um atentado aos princípios do Estado Democrático de Direito, e todos os grandes meios de imprensa estabeleceram o pacto de mediocridade (a dissimulação) – quando o assunto é a imprensa e seus métodos, o assunto é abordado como se todos os demais consumidores de informação fossem idiotas – no final das contas ao não criticá-la. Preferiram preservar a falcatrua de uma revista com medo de perder a credibilidade e confiança de que a imprensa só diz a “verdade”. O pacto de mediocridade não é uma novidade, algumas chamadas hoje colocaram:” PT ataca a mídia!” Tentam generalizar a crítica do PT e o debate da regulação como se fosse um ataque a toda a imprensa – a crítica era direcionada a parte da imprensa. Na verdade, novamente a dissimulação serviu aqui para o estabelecimento do pacto acima referido. Não estou discutindo méritos do PT, mas defendendo a democracia de forma plena em todos os seus âmbitos.

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  • 05/09/2011 - 17:31
    Enviado por: Cezarley

    Que artigo mais infeliz de Vossa Senhoria nos brinda. Primeiro por ofender aos autista que nada tem a ver com o caso, pois tenho um em casa. Para seu governo existem tantos tipos de autistas, e dos mais variados graus, que Vossa Senhoria pode ser até um e não sabe. Segundo: é só falarem em regular a imprensa que logo começa a cantilena de “censurar a imprensa”, ou seja, é só começarem a querer acabar com o uso político da imprensa que logo começam a torpedear via reportagens, como essa, para que fique tudo como está.
    O Brasil só vai deixar de ser subdesenvolvido quando parar com esse paroquialismo da imprensa que quase sempre se presta a ser massa de manobra de alguns políticos que estão aí desde o seu descobrimento e não quer largar o osso.

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  • 05/09/2011 - 17:36
    Enviado por: Juvencio

    O trololó petista tentando justificar o injustificável Está na cara que eles querem o controle da mídia para ficar mais à vontade na roubalheira!

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  • 05/09/2011 - 18:22
    Enviado por: Henrique Luz

    Artigo infeliz e míope,não condiz com a realidade;Pena que o meu comentário,embora super light foi censurado!

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    • 05/09/2011 - 21:59
      Enviado por: Adriano Américo Pinheiro

      Como assim, te censuraram? Mas não é o PT que quer fazer isso? Bando de hipócritas oposicionistas…

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  • 05/09/2011 - 21:33
    Enviado por: Ivan Lima

    Como diz Luiz Carlos Azenha, “o Estadão faz de conta que não sabe a diferença entre controle e regulamentação”. E eu pergunto se os articulistas não querem discutir o tema em profundidade ou apenas fazem o jogo do patrão?
    É fácil escrever que são propostas equivocadas do PT, mas não mencionar que vários países democráticos têm regulamentação da atividade da imprensa.
    Lamentável a falta de debate honesto por aqui.

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  • 05/09/2011 - 21:37
    Enviado por: Alexandre

    Ótimo texto! O PT esquece que o Brasil não pertence a um partido político.

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  • 05/09/2011 - 22:13
    Enviado por: Alexandre

    Se vc esta insatisfeito com o jornal, va ler outro. Vc tem a liberdade de escolher o que quer ler. Vai para Venezuela!!!

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  • 06/09/2011 - 00:08
    Enviado por: Lucas

    O controle da imprensa não é exatamente o que o Congresso do PT aprovou, cabe destacar que o controle social é um instrumento das democracias contemporâneas. A falta de regulação de uma determinada atividade não costuma ser bem vinda numa sociedade moderna, vide os escandalos do The Sun na Inglaterra ou mesmo a crise econômica nos Estados Unidos, frutos da falta de regulação social. A propósito, essa pauta não se inicia no Congresso do PT, é algo antigo no país.

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  • 06/09/2011 - 08:23
    Enviado por: Lúcia Matos

    DILMA ROUSSEF NUNCA SERÁ CÚMPLICE DE ASNEIRA DESSE PORTE CONTRA A IMPRENSA. A PRESIDENTA TEM PERFIL DE QUEM PREFERE ENFRENTAR DESAFIOS EM CAMPO ABERTO. ESSA TENTATIVA DE CONTROLAR O CONTEÚDO CRÍTICO DA MÍDIA DESMERECE A PRÓPRIA HISTÓRIA DE LUTAS OUSADAS DO PARTIDO DOS TRABALHADORES. NA DÉCADA DE 90 JORNALISTAS PETISTAS DE DESTAQUE JÁ DISCUTIAM NOS BASTIDORES DE BRASÍLIA A NECESSIDADE DE CRIAR REDE DE MÍDIA DOS TRABALHADORES COM APOIO DE PARCERIAS HISTÓRICAS DE ALIADOS QUE SE TORNARAM EMPRESÁRIOS DE SUCESSO, MAS SOBRETUDO SUSTENTADA POR CONTRIBUIÇÃO FIXA DOS SALÁRIOS DOS MESMOS. CONSIDERAVA-SE ENTÃO QUE ASSUNTOS DE INTERESSE “REAL” DOS TRABALHADORES QUE OCUPAVAM ESPAÇO ACANHADO OU CURTÍSSIMO NO NOTICIÁRIO SERIAM APROFUNDADOS E MERECERIAM AS PRIMEIRAS PÁGINAS OU CHAMADAS. ORA, O PT QUE ME DESCULPE, MAS ESTÁ ESCOLHENDO O CAMINHO ERRADO PARA ENFRENTAR O QUE NUNCA FOI PROBLEMA E SIM OPORTUNIDADE. DEMOCRACIA É ISTO, PT.

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  • 06/09/2011 - 11:55
    Enviado por: Gildo Araújo

    “Levantamento feito pela Federação Nacional dos Jornalistas demonstra que até março de 1979, data da posse de Figueiredo, havia 1.483 emissoras de rádio e TV no Brasil. Durante o governo de Sarney, foram distribuídas 1.091 concessões, 257 no mês que antecedeu a promulgação da Constituição. Daquele total, 165 beneficiaram 91 parlamentares, 90% dos quais votariam a favor do mandato de cinco anos, mas também ganhariam concessões do governo ministros, governadores, jornalistas e funcionários da administração pública.” Fonte: Portal São Francisco. Quando sai o decreto cancelando tudo isso?

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  • 06/09/2011 - 11:56
    Enviado por: Gildo Araújo

    Deu no Estadão em 04/07/2006: “Farra das concessões começou no governo Sarney, cujo clã controla uma rede de comunicações com seis emissoras de rádio e três de televisão.” Quando sai o decreto cancelando tudo isso?

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  • 06/09/2011 - 11:58
    Enviado por: Gildo Araújo

    “O governo Lula reproduziu uma prática dos que o antecederam e distribuiu pelo menos sete concessões de TV e 27 rádios educativas a fundações ligadas a políticos. Entre políticos contemplados estão os senadores Magno Malta (PL-ES) e Leonel Pavan (PSDB-SC) os deputados federais João Caldas (PL-AL), Wladimir Costa (PMDB-PA) e Silas Câmara(PTB-AM), além de deputados estaduais, ex-deputados, prefeitos e ex-prefeitos. Em 3 anos e meio de governo, Lula aprovou 110 emissoras educativas, sendo 29 televisões e 81 rádios.” Elvira Lobato, jornalista da Folha.

    Quando sai o decreto cancelando tudo isso?

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  • 06/09/2011 - 11:59
    Enviado por: Gildo Araújo

    “É natural que se dê preferência aos amigos.” Fernando Sarney, justificando a utilização das concessões de radiodifusão como moeda de barganha política.

    É dando que se recebe.

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  • 06/09/2011 - 12:01
    Enviado por: Gildo Araújo

    Deu no site da Folha em 31/01/2007: ”Governo federal dá canal de TV à Igreja Renascer.” Vale salientar que os líderes da Igreja Renascer foram presos nos EUA e também respondem a ação judicial do Ministério Público de São Paulo por lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e estelionato.

    Era essa turma que iria mudar o Brasil? Fala sério!

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  • 06/09/2011 - 12:02
    Enviado por: Gildo Araújo

    “Aparentemente passou despercebido à época que o Decreto 1720/95, embora importante, incidia somente sobre as emissoras de radiofusão comercial que, aliás, vinham de uma avalache de concessões ao final do governo do general Figueiredo e ao longo do governo de José Sarney, que se tornou exemplo histórico.” Venício A. de Lima, em As concessões de radiodifusão como moeda de barganha política.

    Lula da Silva tem toda razão, Sarney não é uma pessoa comum.

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  • 06/09/2011 - 12:09
    Enviado por: Gildo Araújo

    Em 2001, Marilena Chaui, mentora intelectual dos petistas, mandou essa: “Ao desqualificar os partidos políticos e a imprensa, José Arthur Giannotti, aliado do Presidente FHC, desqualifica politicamente algo mais profundo: a sociedade civil e o conjunto dos cidadãos.” Ou seja, hoje são os petistas que desqualificam a sociedade civil e o conjunto dos cidadãos.

    É preciso reconhecer, essa tal de Chaui fala bem pra caramba.

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  • 06/09/2011 - 12:11
    Enviado por: Gildo Araújo

    “Nós cuspimos na rotativa em que comemos.” Paulo Delgado, deputado federal do PT de Minas Gerais, critica hoje seu partido pela ofensiva política e ideológica que a direção deflagra contra a imprensa.

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  • 06/09/2011 - 18:05
    Enviado por: Reno

    Artigo lúcido. Não vejo problema nem com o título. Autistas são pessoas com problemas médicos, que vivem num mundo particular sem vínculo com a realidade. Eles são assim, como o PT também passa a ser quando se reúne num congresso partidário que seus próprios dirigentes afirmam que “não é para ser levado a sério”. Excelente texto. Parabéns.

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