Eis que o setor hoteleiro de Brasília ganha dimensão internacional. Não por uma eventual descoberta virtuosa até aqui despercebida pelos moradores da Capital. Ou por algum elemento arquitetônico à altura do gênio de Niemeyer, porventura escondido.
A visibilidade súbita vem de um informe do Departamento de Estado norte-americano sobre a violência, que mapeia as áreas de risco para seus turistas em todos os pontos do planeta.
O informe dos EUA, segundo José Meirelles Passos, no jornal O Globo, diz que Brasília “outrora livre dos índices de criminalidade registrados em outras cidades brasileiras, agora tem significativos problemas de crime, em especial no setor hoteleiro e nas áreas turísticas”.
Constar desse informe, cujo foco no Brasil recai historicamente nas favelas cariocas submetidas à violência do tráfico, é resultado da dedicação de sucessivos governos à corrupção, coincidentemente a partir da autonomia política da Capital.
Nenhum desses governos apresentou à população qualquer política para áreas estratégicas como Segurança, Educação, Saúde, Transportes, entre outras.
Só a infra-estrutura mereceu investimentos, mesmo assim naquelas obras que podem render caixa-dois e propinas, com total desprezo à visão humanista.
Privilegiada pelo tamanho e pelo pouco tempo de vida, Brasília era, há duas décadas, um laboratório pronto para a implantação de programas urbanos de vanguarda, mas sucumbiu à mesmice dos planejamentos superados pelo tempo, aplicados a cidades seculares, como Rio e São Paulo.
Aqui o pedestre, portanto o cidadão, não dispõe de calçadas (que dizer de ciclovias) e os serviços de saúde e educação são absolutamente desproporcionais aos recursos a eles destinados, que provêm do governo federal, através do Fundo Constitucional que sustenta a Capital com bilhões de reais.
A fiscalização do Estado não existe como ficou demonstrado pelo cenário de corrupção descortinado em vídeos de um policial corrupto que a tudo e a todos gravou para sua segurança pessoal.
E que, como os denunciados – distribuídos estrategicamente pela rede mafiosa nos três poderes e no empresariado -, continua livre leve e solto, a zombar da sociedade, numa prova de que sua estratégia estava correta.
Quem dera que o informe norte-americano fosse preciso ao restringir a violência na cidade ao setor hoteleiro.
Desde o governo passado ficou patente que o policiamento da Capital não é mais prerrogativa do Estado, mas das próprias corporações policiais, especialmente da Polícia Militar, cujo contingente está em grande parte atrás das mesas da estrutura burocrática, cedida ao governo federal.
E dela não quer sair, desafiando governos que perderam a autoridade moral para exercer a cobrança hierárquica, numa exibição da falência do poder constituído. Tudo isso, às portas do Palácio do Planalto.
Quando a presença policial nas ruas é visível, algo cada vez mais raro, é passiva. A abordagem a transgressores é evitada, possivelmente por se tratar da cidade com maior número de inimputáveis por metro quadrado.
O receio fundamentado de ouvir o “sabe com quem está falando”, mais que tolerado, cultuado, na Capital da República, gerou uma polícia passiva e acomodada, capaz de fazer olhar de paisagem para um delito cometido às suas vistas.
Tudo isso deu no que deu – um governador destituído e preso -, mas tudo continua como dantes no quartel de Abrantes.
Sem a intervenção federal, negada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), apesar da contundência dos fatos e do apelo do Procurador-Geral, Roberto Gurgel, a rede criminosa que levou Arruda à prisão, se reorganizou, seus interesses foram restabelecidos e o governo continua acuado.
O novo governador, Agnelo Queiroz (PT), mantém o silêncio com que assumiu há 68 dias, abrindo mão mesmo do recurso de debitar a inércia de sua gestão à herança maldita que recebeu.
De esperança, o início do que pode vir a ser o striptease do clã Roriz, a partir do flagrante da deputada federal Jacqueline Roriz (PMN-DF) recebendo maços de dinheiro com origem em propina na campanha eleitoral de 2006.
Que teoricamente poderá provocar uma espécie de efeito dominó no submundo da política local, a partir da reação do ex-governador e ex-senador “renunciado”, Joaquim Roriz.
Uma espécie de guerra de extermínio, enredo comum às maiores máfias da história.
Porém não terá sido pela ação policial ou judicial, mas pelo instinto de sobrevivência do maior símbolo da corrupção nos governos Roriz e Arruda, o policial Durval Barbosa.
Tags: Agnelo Queiroz, Durval Barbosa, EUA, Jacqueline Roriz, Joaquim Roriz, José Roberto Arruda, Violência em Brasília
Brasília devería ter PREFEITO e não GOVERNADOR. Quem conheceu bem Brasília pode sentir o Momento Exato da TRANSFORMAÇÃO. Foi no desGoverno do Roriz(1º e 2º mandatos) que espalhou pra todos os “bolsões” de pobreza do Brasil que, se a família viesse morar em Brasília com o TÍTULO de ELEITOR, recebería um Lote de terreno no “Samambaia” e tijolos com complementos para fazer seu “barraco”. Criou-se então, pela PRIMEIRA VEZ NO BRASIL, a FAVELA SEM INVASÃO, organizada pelo próprio Governo. Este péssimo polítiqueiro “esqueceu” que devería dar emprego á toda esta gente. DEU? Nunca! Naquela época havía um enorme desemprego no Brasil, até em regiões industrializadas, que dirá numa região “Burocrática”.
Enquanto isso, a “tucanalha” paulista se mata, leiam, assistam e curtam, imperdível:
http://www.viomundo.com.br/politica/rodrigo-vianna-o-incrivel-imbroglio-do-shopping.html
A capital do Brasil está mais para a caixa de pondora!
É lamentável que o povo está largado a própria sorte!
O João Rabelo, evidentemente, não conhece Brasília ou mora aqui há pouco tempo para afirmar barbaridades como “aqui não tem calçadas e ciclovias” – claro que tem!; que o “sabe com quem está falando” é cultuado e formou uma polícia passiva”, como se aqui só vivessem deputados e senadores e a polícia não agisse quando deve; e “maior número de ininputáveis por metro quadrado”, numa cidade que, muito além do Congresso Nacional, abriga já quatro gerações de brasilienses. Em que planeta vive o João Rabelo?
Caro colega
Seu texto atropela o bom senso e mata o princípio da identificação do tema: o que é que houve, aonde foi, com quem e o tradicional “e agora?”. Estou a 27 anos em Brasília e não tenho dúvida: 93,5% do que você vociferou sobre Brasília deve ser deletado rapidamente para não se transformar em vírus.
Abraços
A famiglia Roriz é fichinha perto dos prostitutos políticos e midiáticos brasileiros apátridas, traidores que descem as calças perante o governo mais criminoso, assassino e fundamentalista que já surgiu na face da Terra, os governo dos EUA, digo CIA, Obama assim como os vermes Bush e outros que já passaram pela Casa dos Horrores são apenas fantoches da CIA.
Leiam o que diz Altamiro Borges:
http://altamiroborges.blogspot.com/2011/03/wikileaks-os-amigos-dos-eua-no-brasil.html
Gentalha repugnante.
Novela do SBT vai arrancar a máscara dos assassinos fardados, assistam:
http://www.blogcidadania.com.br/2011/03/conheca-a-revolucao-de-1964/
Realmente é para bater na madeira, ler as afirmações do João Rabello. Começa abordando um assunto importante no macro, e vai para um varejão injusto com nossa cidade, mostrando, como diz o Alexandre, que ele não conhece ainda Brasilia. Moro nesta cidade a 40 anos, e reconheço que muita coisa piorou e o tanto que aumentaram suas mazelas. Mas, Brasilia AINDA está longe do nível de violência que acontece no resto do País. Será que a insegurança, a principal “herança maldita” dos últimos anos de incompetência do Governo Federal, acontece apenas aqui? Será que “os programas urbanos de vanguarda aplicados a cidades seculares, como Rio e São Paulo” realmente estão dando certo por lá? Não é o que parece; ou o noticiário gerado nas redações da mídia estão a nos enganar.
O João Rabello devia, ao sair do Beirute, deixar o carro por lá e andar a pé nas quadras em volta; vai verificar que Brasilia tem calçadas sim, e muitas, inclusive nas cidades “satélites”.
Prezado Francisco,
Espero esclarecer o post criticado por você, pelo Alexandre e pelo Carlos Augusto. Também estou em Brasília há quase quarenta anos, tempo integralmente dedicado ao jornalismo. Primeiro, no principal jornal local, o Correio Braziliense, no qual exerci , entre outras, a função de Editor de Cidade. Não partiria de mim, portanto, qualquer menosprezo a uma cidade que aprendi a amar. O que escrevi é resultado de uma indignação com a desfaçatez de sucessivos governos que conspiraram contra o modelo de cidade único no mundo. Não fiz comparações com outras cidades e me referi de forma crítica aos “programas urbanos seculares”, reivindicando para a Capital uma administração de vanguarda, que se distinguisse das demais. Não há ciclovias em Brasília: há acostamentos improvisados como ciclovias aumentando os riscos dos ciclistas que já fazem parte de uma estatística de mortes criminosa. O que estou cobrando ao novo governador é a denúncia sobre o que encontrou e o anúncio de providências para restabelecer uma gestão eficiente nas áreas de Saúde, Educação, Segurança e Transportes, sob pena de reproduzir o governo anterior, refém de acordos políticos que deram no que deram. A crítica não é à cidade e nem o objetivo é diminuí-la: ao contrário,é uma cobrança para que se evite a deterioração urbana. Por fim, não freqüento o Beirute, embora o considere um dos endereços mais simbólicos de Brasília.
responder este comentário denunciar abusoO Brasil está virando capa de notícia em todo o mundo mostrando as mazelas que temos para exportar!
Linha Direta do Consumidor! http://twitter.com/#!/ezizzi
João Bosco, então tá explicado a sua “ignorância” a respeito da cidade, apesar de estar aqui há tanto tempo e ter editado o “Cidades”: você não frequenta o Beirute! Bricadeiras à parte, não aguento mais matérias, artigos e comentários detonando a nossa cidade como se ela se resumisse à Esplanada dos Ministérios. Chegou a hora dos cidadãos brasilienses serem respeitados pelo que fazem no trabalho, na família e na comunidade. E você será bem-vindo, João, à essa luta, junte-se a nós e qualquer hora apareça no Beirute.
Caro
o “alerta” americano sobre a criminalidade em Brasília, é genérico e está defasado. A embaixada não apresenta números que indiquem que houve aumento nas referidas regiões do DF. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal não pretende confrontar, mas está levantando e vai mostrar dados estatísticos para prestar informações atuais e precisas sobre a realidade do DF. Os dados gerais que dispomos apontam, no entanto, que a criminalidade em geral vem caindo no DF na proporção de MENOS 6,1% quando se compara os anos de 2009 e 2010 cheios. Na modalidade de crimes contra o patrimônio, em números absolutos, houve uma QUEDA de 6,5% e, na taxa por 100 mil habitantes, QUEDA de 8,2%. Nos crimes contra a pessoa, os índices caíram 5,1% no geral, sendo que a redução foi mais significativa na modalidade dos homicídios: 15,5% em 2010. Na comparação entre os meses de janeiro de 2010 com janeiro de 2011, já no novo governo e em decorrência da nova política de segurança, os homicídios caíram ainda mais. No primeiro mês de 2011, houve uma queda de 44,2% nos homicídios. Em 2010 foram 95, enquanto neste ano, 53. Em decorrência da metodologia de pesquisa aplicada no DF, que reastreia por 45 dias as tentativas de homicídio até consolidar o dado, essas estatística ainda pode sofrer variação.
Abs
Vasconcelo Quadros (Vasco), assessor de imprensa da SSP-DF.
É o que posso fazer no momento.
(61) 9269-5812
João Bosco. Ocorre que Brasilia não foi feita para o povo e para bandidos.
Brasilia foi uma cidade construida para as Excelências e, essa nata da sociedade politica, não precisa de policiais.
Houve em Brasilia, zé povinho e bandidos, aí sim, fazia sentido ter policiamente.
Mas como político é um cidadão da mais alta confiança do povo e, gente de extrema honestidade, seriedade e que, nem sabe o que quer dizer: bandido, corrupto e corrupção. Para que gastar grana com isso.
Para o Frias, Dilma tem que usar pombo correio.
O que seria da mídia brasileira se não fosse cínica?
Leiam quanta charlatanisse:
http://cloacanews.blogspot.com/2011/03/reporter-toddynho-entala-com-canudinho.html
Aí tem uma fauna de babacas que ficam, cínicos que são, falando do tal “mensalão do PT”, aquele roubo de galinhas perto da traição e entrega da própria Pátria promovida pelos “tucanalhas”, tá no DNA dos caras.
Leiam:
http://www.conversaafiada.com.br/politica/2011/03/12/tucanos-entregam-o-brasil-a-diplomata-americano/
2012
2011
2010
2009
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