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04.dezembro.2009 06:53:43

Caixa Dois

Uma planilha com registro de 41 empresas abordadas pelos operadores da campanha de José Roberto Arruda (DEM-DF), com valor total de R$ 11 milhões, é o primeiro documento fora do inquérito da Polícia Federal indicando caixa dois na eleição passada. O documento foi elaborado pelo ex-secretário de Obras, Márcio Machado, que reconheceu sua autoria ao jornal O Estado de S.Paulo.

Mantida em sigilo até hoje, a planilha tem indicações de pagamento de altas quantias doadas que não aparecem na prestação de contas do governador. Ao lado de 12 empresas aparece a sigla PG, indicativa de pagamento feito. De um total de 20 construtoras, pelo menos nove delas fecharam contrato com o governo que tomou posse em 2007. Na edição de hoje do Estadão, o repórter Leandro Colon, detalha esses valores e conta essa história ainda desconhecida da campanha de Arruda.

Reprodução

Planilha indica altas quantias doadas que não aparecem na prestação de contas de Arruda. Foto: Reprodução

Machado, nome do PSDB no governo local do DEM, construiu uma versão improvável para explicar o documento: disse que os valores ainda seriam solicitados às empresas por ele listadas. O problema é que os valores são quebrados, o que desacredita sua explicação. O Grupo Olival, por exemplo, aparece como doador de R$ 277 mil. A Unifarma, tem ao lado de seu nome, a cifra de R$ 1,7 milhão.

Além disso, Machado anotava ao lado de alguns valores o quanto tinha realmente recebido. Por exemplo, a Delta Engenharia aparece como doadora de R$ 250 mil, mas teria pago apenas R$ 200, pois ao lado o autor da planilha escreve “-R$ 50″. O valor acertado e o recebido.

Das 41 empresas listadas na planilha, conta Leandro, apenas duas aparecem na prestação de contas de Arruda, mas com valores divergentes. Na planilha, ela teria doado R$ 650 mil, mas na Justiça Eleitoral aparecem R$ 260 mil.

Depois dos nomes de empresas e respectivos valores aparecem um quadro de Receita e Despesa e uma relação de nomes destinatários desse dinheiro, cada qual com a parte que lhe cabe ao lado. Esses nomes podem ser de fornecedores que efetivamente produziram para a campanha, mas a forma de arrecadação e de pagamento é notoriamente informal.

O mais interessante da história: Machado esqueceu esse documento em janeiro de 2007, dois meses após a campanha, numa emissora de TV, onde dera entrevista para falar dos planos de sua secretaria.

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Comentários (2) | comente

2 Comentários Comente também
  • 04/12/2009 - 09:10
    Enviado por: Paulo sp

    Esqueceu numa emissora????? Que mané!!!!!….hahahaha

    responder este comentário denunciar abuso

  • 04/12/2009 - 09:28
    Enviado por: reginaldo menezes

    Eu tô procurando o endereço eletrônico do Sr. Senador
    Álvaro Dias, pq esse senhor é o homem das CPI(s), esse homem acho que não trabalha porque só pensa em cpi, mas até agora eu não ele se manifestar, será porque as denúncias envolvem nomes de políticos do partido tradicionalmente aliado do PSDB, o DEM e de nomes de gente do PSDB. Senador onde está vc, porque não entra com pedido de cpi pra investigar o DEM.

    responder este comentário denunciar abuso

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