
Foto: Ed Ferreira/AE
Não se pode pôr em dúvida a afirmação do ministro Joaquim Barbosa quanto a problemas de saúde que limitam sua atividade no Supremo Tribunal Federal (STF).
Nem é disso que tratam seus críticos dentro do próprio tribunal, mas da falta de uma iniciativa sua na direção de uma solução funcional definitiva que não estenda os efeitos do paciente aos contribuintes na fila de espera do julgamento dos 13.193 processos sob sua guarda.
As sucessivas licenças do ministro o afastaram do trabalho desde 26 de abril, o que o torna o campeão de processos estocados, apesar de poupado de distribuições no período da licença.
Qualquer trabalhador já estaria submetido ao regime do INSS, sem ônus para seu empregador, e lutando por um laudo pericial que lhe garantisse aposentadoria por impossibilidade de exercer plenamente suas atividades.
A nota oficial do ministro, em reação ao registro, pelo Estadão, de sua presença num bar de Brasília, depois de comparecer a festa na cidade, repete um padrão político de responder a questionamentos objetivos com a teoria conspiratória. No caso, a de vítima de grupos que o querem fora do STF.
Teria obrigação de nominar os conspiradores, já que seus principais críticos estão dentro do próprio STF e assumindo publicamente a cobrança por uma solução. “Que se defina essa situação”, disse Marco Aurélio Mello.
O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, vai além: “Não há coerência entre a postura de não trabalhar por um problema de saúde, que é natural, qualquer pessoa pode ter, e de uma vida social onde isso não é demonstrado”, pondera.
Como se vê, os críticos de Barbosa se expõem, o que invalida a tese conspiratória de que se vale o ministro.
Barbosa chama de “fabricantes de escândalos” os repórteres que registraram sua presença num bar em Brasília e compara-os aos paparazzi – fotógrafos que invadem ambientes privados para obter fotos de celebridades e vendê-las a preços milionários.
Diz que “sorrateiramente” teve a privacidade invadida em momentos de lazer recomendados pelos médicos que o tratam.
É mais uma interpretação em causa própria que reforça a avaliação de que os homens públicos brasileiros não se consideram obrigados a prestar contas e acham que o espaço público é privado.
Por essa visão distorcida, um ministro da suprema corte brasileira considera sorrateira e invasiva uma foto sua, durante licença médica, em um dos bares mais badalados da Capital, freqüentado por jornalistas, políticos e empresários e a considera de “qualidade duvidosa”.
Seja lá o que essa última avaliação queira dizer – e independentemente da sinceridade de Barbosa quanto à sua dificuldade em suportar as longas sessões do tribunal -, essa postura justifica as críticas que tem recebido.
Tags: Estadão, Joaquim Barbosa, Marco Aurélio Mello, OAB, Pphir Cavalcante, Supremo Tribunal Federal
Gosto do Ministro Joaquim Barbosa e acho que sua presença faz muito bem ao STF, mas também me incomodo com essa história de atestatos médicos por tanto tempo. Me preocupa por exemplo uma possível ausência dele no julgamento que decidirá sobre a aplicação imediata do ficha limpa, já que seu voto parece estar em sintonia com os anseios da sociedade. Espero que ele se recupere breve e retome suas funções tão importantes para o País, mas se isso for clinicamente difícil, acho que deve refletir sobre uma solução definitiva. A propósito, deixo uma pergunta: Depois de quanto tempo de afastamento contínuo ou atestados médicos frequentes, um servidor público é substituido por outro, ou essa tolerância no serviço público é interminável?
Caro Rinaldo, não confie em qualque JUIZ que julgue baseado nos anseios da sociedade, e sim na letra fria da LEI.
responder este comentário denunciar abusoBoa noite. O Sr. Rinaldo Nogueira fez um comentário bastante ponderado. Eu também gosto do Ministro Joaquim Barbosa e acho que sua presença faz bem ao cenário público como um todo, não apenas no STF. Também a mim, os longos atestados médicos deixou-me incomodada. E também preocupo-me quanto à sua presença no STF para o julgamento do ficha limpa e, principalmente, esta “bendita” história do mensalão.
Ao Sr. João Bosco quero dizer que o Estadão errou ao fazer de uma notícia, uma série de notícias dignas de tablóides sensacionalistas e revistas de fofocas, durante vários dias consecutivos, visto que a missão da mídia é manter a sociedade informada com imparcialidade. Fiquei surpresa ao ver que um jornal do porte do Estadão está se prestando a um papel desses. Reportagens da Agência Estado, recheadas de picuinhas, numa demonstração nítida de manipulação da opinião pública, coisa que deveria ser sagrada para um jornal de respeito. Onde estão as matérias assinadas pelos jornalistas que as redigem, assim como esta que o senhor assinou?
Quem escreve algo, em qualquer tipo de mídia, Sr. Jõao Bosco, deve assinar embaixo. Como diria meu falecido pai, “isso não é coisa de homem”. Dessa forma, o meu entendimento é que todos os integrantes do jornal têm esta mesma opinião. Estou certa no meu entendimento?
Eu concordo com o Ministro. A sua privacidade foi invadida, sim. O que o jornal deveria ter feito era dar a notícia, informar a sociedade. E esta, sim, cobrar do poder público uma resposta que a satisfaça, mas jamais levada, mesmo que inconscientemente, por notícias tendenciosas de uma mídia que não está se mostrando isenta.
Espero que o Ministro Joaquim Barbosa se recupere brevemente para retomar seu trabalho. Não sendo possível, espero que ele decida, juntamente com seu médico, o que for melhor para sua saúde.
Quanto ao parágrafo do “Qualquer trabalhador já estaria submetido ao regime do INSS, sem ônus para seu empregador blá, blá, blá… O endereço é outro. O senhor deve se dirigir ao seu representante no legislativo e cobrar dele a elaboração de alguma lei ou adequação nas existentes, que iniba essa diferença de tratamento entre os empregados celetistas e os estatutários (que não são “empregados”). Neste caso, funcionários públicos, militares não são como nós mortais. E o senhor acha que o seu artigo é fórum para um argumento caquético desses? Ora, Sr.João Bosco, vamos lá… O senhor pode fazer muito melhor do que isso.
É lamentável ver o grau de pobreza a que chegou esta série de reportagens do Estadão.
Concordo plenamente, Eliane.
Trata-se de um processo difamatório em curso.
O Ministro Joaquim Barbosa já provou que é um brasileiro de valor.
Quanto às licenças, o MInistro já havia confirmado seu retorno à corte bem antes das notícias mal veiculadas por este jornal que se diz sério.
Portanto, tudo se trata de mais um desvio de foco, haja vista os relevantes processos que estão à mesa de Joaquim Barbosa.
responder este comentário denunciar abusoCara Eliane:
Concordo que faz bem às instituições e ao pais, termos o Ministro Joaquim Barbosa no STF.
Discordo quando afirma que o legislador precisa ditar normas que acabem com as diferenças de tratamento entre o chamado “povo” e a chamada “elite”.
E o exemplo?A pessoa achar que pode ficar em festas mas nao pode comparecer ao local de trabalho?
Ele é um Ministro do STF.Quando no Brasil nossos líderes irão começar a perceber que há um ônus em liderar outros?O maior deles está na constância da preocupação em ser exemplo para os seus liderados.O “povo” portanto.
Não se trata de picuínha do Jornal. A pergunta é sobre a enorme quantidade de processos que ficam sem o parecer do ministro enquanto ele é visto no bar …
O ministro, que também fala, lê, escreve e faz versos na lingua alemã, publica livros nesse idioma não ficará mal visto por essa atitude.
Lamentável é o comentário da sra Eliane Bonotto…
responder este comentário denunciar abusoNo meu trabalho se ponho um atestado médico e alguém me vê no Shopping fazendo compras, tô lascado! O prezado ministro deveria dar o exemplo.
responder este comentário denunciar abusoConcordo com a Sra. Eliane. Houve, sim, invasão na privacidade do ministro, como se ele fosse um pop star. Por ser ministro do STF, merece um pouco mais de respeito! Vejo as sucessivas reportagens do Estadão como campanha difamatória e, não, como “prestação de serviço à sociedade”.
responder este comentário denunciar abuso[...] Bosco: Barbosa erra ao cobrar privacidade [...]
E saber que Joaquim Barbosa já foi ídolo da Veja.
Depois que ele denunciou que Gilmar (Dantas) Mendes além da mídia tem outros capangas lá no Mato Grosso, Barbosa se tornou desafeto da Mídia Golpista.
O PIG está numa disputa danada para ver qual veículo de comunicação desse país consegue ser mais cínico que o outro.
E o Pimenta Neves continua solto…
Roberto,
Será que ninguém consegue ver a realidade além das lentes do “golpismo”? Tudo é tão difuso, que até mesmo chegaram a criar um acrônimo para descrever o sentimento “golpista”: PIG. Acorda, meu caro, porque se você acha que a nossa imprensa é ruim ( e não é !), é a única que temos. O problema é outro. Deve ser muito decepcionante ver um comportamento no mínimo desabonador nos falsos campeões da moralidade e da probidade. Eu também me sentiria assim como você, se os ídolos da minha juventude se mostrassem mais humanos do que eu. Vc. deve viver um dilema tremendo, porque conciliar esperança com mensalão, Irã, Honduras e FARCs deve ser impraticável.
Infelizmente, algumas pessoas ainda não entenderam a gravidade do fato.
Eu tenho um processo no STF há mais de 05 anos, por exemplo, e nada de solução. 05 anos somente no STF….. Talvez pelo fato do Tribunal parar em janeiro e julho, mais o recesso de parte de dezembro, além da quarta-feira de cinzas, da semana santa e de outros inúmeros dias em que a ‘Corte’ está parada. Agora, cabe ao Sr. Joaquim Barbosa a grandeza de reconhecer que a sua enfermidade está trazendo um prejuízo enorme às pessoas que necessitam dos serviços que o Estado lhe paga (e muito bem) para prestar, e entender que se ele tem o direito de ‘encher a cara’ de cachaça onde quiser sem ser importunado, nós temos o direito de ver os nossos processos julgados num tempo razoável. Mas a vaidade…
Não acho condizente com a categoria deste jornal esta espécie de reportagem tendenciosa.Cabe , sim, questionar a longevidade das licenças do Ministro, ou sua ausência na Corte, mas o argumento usado para fundamentar a crítica chega a ser infantil: uma pessoa em tratamento de saúde é obrigada a permanecer 24 horas por dia em casa, não pode ter lazer, nem ir a um local público? Então, quando um jornalista do “Estadão” faltar ao trabalho por doença e se dirigir a um consultório médico, fica proibido de , no meio do caminho, parar para conversar com alguém, tomar um café, ou ir a uma festinha em casa de amigos?
Acho pertinente a crítica, mas ridículo o ponto de partida.
Se a pessoa está em licença médica pressupõe-se que esteja doente. Não acho mal nenhum uma pessoa ir a um bar. O que acho estranho é ela ir a um bar estando doente e em licença médica. Se você trabalha, Vera, sabe que só pode tirar licença médica quando está impossibilitada de trabalhar. Só isso.
responder este comentário denunciar abusoVera,
Ou vc. está doente para obter uma licença médica, ou não está. Qualquer situação intermediária é perigosa porque faz supor que a enfermidade e a licença não são, digamos, verossímeis. É como gravidez. Existe meia-gravidez?
Infelismente a Dna Vera deve ser funcionaria publica, pois só eles podem achar que isso é certo, pois fazem isso toda hora.
responder este comentário denunciar abusoA grande verdade é que os minsitros do STF nao tem chefe ..portanto nao tem cobrança…e cada um faz o que quer !!!
Se o Barbosa quiser ..fica mais 300 dias afastado…ninguem cobra nada mesmo..e como pode ser visto tem muitos brasileiros que concordam com a coçaçao de saco do ministro !!!
Stalone estava certo..brasileiro toma no c…. e ainda agradece e depois da um macaco !!!!
Nosso campeao de processo encalhado tem mais do que dor na coluna !!!!
Nossos juizes comecam as ferias 15 de dezembro e terminam em fevereiro ou marco com o Carnaval , tem as ferias de julho , semana Santa, semana da Patria o que uns 6 meses de trabalho …e se contar o afastamento medico…azar de quem precisa uma decisao da Justiça….
Paulo Maluf adorou esta lentidao…
Sinceramente, não existe nenhuma conspiração nem preconceito: o jornal foi atrás das informações, baseado na insatisfação de quem atua no Supremo e sente o absurdo de não ter acesso a sua pleiteada prestação jurisdicional! São 13 mil processos e, linearmente, 26 mil partes a espera de uma decisão. EXCELENTE A REPORTAGEM e muito pertinente a cobrança em cima de figuras públicas! Aliás, ao invés de criticar, temos que estimular esse tipo de postura investigativa e vigilância!
O rei da moralidade não pode nunca dar o mau exemplo. Quando o senhor Joaquim Barbosa julga de acordo com a opinião pùblica è implacavèl. No entanto ele critica a mesma opinião pùblica quando ela se volta contra sua conduta.
È bom lembrar que a imprensa sempre “fabrica a opinião pùblica ao divulgar o fato ou a foto”.
João Bosco erra ao dizer que Barbosa não sabe distinguir o espaço público do privado. Sabe, sim, e muito bem. Erra também por desconhecer que dores lombares se curam permanecendo de pé por tempo mais prolongado. Aliás, a foto, de qualidade e gosto duvidoso, sorrateira e invasiva (se não sabe o que é isso, olhe de novo a foto), pelo menos provou uma coisa. O ministro estava em posição erecta, como mandam os médicos. Não simpatizo com Barbosa, mas aqui estou com ele.
Então, tá, Marcos, fica combinado assim: de hoje em diante, em homenagem ao ministro, bares são espaços privados e não públicos. E não se fala mais nisso.
responder este comentário denunciar abusoMarcos,
é compreensível sair em defesa de alguém que, no mínimo, não zela pela imagem. Você dirá: “mas o sujeito não tem direito à privacidade de uma cervejinha com os amigos ? ” Mas a questão não é essa! Estaríamos aqui comentando a notícia se o ministro Barbosa não estivesse em licença que, alega ele, o impede de exercer suas funções ? Acho que não. Guardadas as devidas proporções, qual é o problema de uma modelo, ao aceitar o flerte de um homem, receber alguns diamantes de presente? Nenhum, caso quem presenteia não se chamar Charles Taylor e ocupar uma cela na Haia. Module, meu filho, module.
Nao consigo entender quem chama o Estadao de tendencioso, etc.
Facil dizer isso quando sua vida nao está encalhada num processo na desfaçatez do ministro.
Graças a esse jornal, este assunto veio a público.
O jornal cumpriu seu papel.
Tenho um processo absolutamente parado com Joaquim Barbosa a mais de TRES ANOS E MEIO, que me causa prejuízos MENSAIS. Sem um ÚNICO andamento. Recentemente peticionamos neste processo, porém, este mês, completará 90 DIAS sem que tal petiçao sequer tenha sido juntada !!!!
Joaquim Barbosa é um CONTUMÁS infrator do direito previsto em lei, dos advogados e partes, serem recebidos pelo magistrado: simplesmente NAO RECEBE NINGUEM. Sente-se, pois, acima da lei.
Pior: se vc está nesta situaçao, com seus direitos e sua vida encalhados na mao de um julgador, vai reclamar pra quem?? Vai “levantar a lebre” e expor seus direitos a uam vingança pessoal por parte do julgador ?? (quem é advogado sabe bem do que eu estou falando).
Esse Ministro, que se sente DONO de um cargo público, nao tem a sensibilidade e a humilde que a situaçao requer.
Se o seu mal É CRÔNICO (ou seja, nao tem cura) e o impede de exercer suas atividades no STF, que se aposente.
Se está em condições de exercer suas atividades, volte ao TRABALHO e nao fique tirando sucessivas licenças.
Porque os mais de 13.000 brasileiros, que tiveram o infortúnio de tê-lo como relator, NAO PODEM SER PENALIZADOS pela SUA doença.
Fomos transformados por esse Ministro, que só ve o próprio umbigo, como se fosse DONO da jurisdiçao que execerce, em jurisdicionados de 2ª classe.
Graças ao Estadão, a este ABUSO do Sr Ministro veio a público.
O comentário do Paulo SP é estarrecedor e merece toda a consideração de quem teve, tem ou terá uma demanda judicial.
Eu podia intuir que aquela estória de “ouvir a voz das ruas” não era apenas uma sovada figura de linguagem empregada pelo ministro Barbosa para expor, no entendimento dele, a natureza excessivamente jurídica (se isso for possível !) do parecer do então presidente do STF. Tratava-se de um desabafo do ministro Barbosa ! Deve ser mesmo muito enfadonho passar o dia no ar-condicionado do plenário do STF sem entender a fundo o que se discute. Quanto à alegada tendenciosidade do Estadão, o comentário que posso fazer é que a foto, e bastava a foto, não tinha nada de imparcial ( até foto querem censurar!) : mostrava um alto funcionário do Estado brasileiro em mangas de camisa no que parece ser um botequim, senhor de uma licença médica que o incapacita temporariamente para o trabalho. Acho que está mais do que na hora de o ministro trocar a voz das ruas pelo farfalhar dos autos !
Minha mulher tem um problema cardiaco grave irreversível e irrecuperavel que lhe impede ter qualquer atividade profissional.’Há algum tempo, em primeira instância, os juizes já deram a sentença favorável a sua aposentadoria. Porém, o INSS recorre ao Supremo todos os processos perdidos.
Também eu tenho processos ganhos contra a Caixa Econômica e Banco do Brasil, que também apelam para o Supremo. Pelo que me informaram, isso são ordens superiores, para que todos os orgãos públicos recorram.
Assim, ficam os senhores juizes do Supremo carregados e o afastamento de um, obviamente, faz cada vez acumularem esses processos. Parece até que é de propósito, pois, numa empresa privada, quando alguém se afasta por qualquer motivo, logo se coloca alguém para substituí-lo.
Por que no serviço público tal não pode ser aplicado?
A propósito desse “Sr.Juiz” é bom lembrar que todo cidadão que tenha algum cargo público estará sujeito as especulações sobre sua vida privada, seja ele político, artista, jogador, etc. Sua conduta estará sempre em foco, razão pela qual devem privar-se de muita coisa que um cidadão comum faz.
Para que tanto salamaleque na defesa deste funcionario publico, nao importa o cargo, recebe salario altissimo para nossa realidade e deveria cumprir as regras.
Se esta incapaz que se aposentasse, acumular lincenca, atrapalhar, prejudicar quem aguarda decisoes e protegendo bandido do colarinho branco nao julgando, isso só é justificavel para os interessados(as) e pucha saco de plantao.
Ele quer privacidade, ele sempre a teve, ele alias adora a mídia quando interessa.
O problema é que tanto buscou, que sua sacanagem chama atencao por si.
Desculpem, mas o Ministro comporta-se como a grande média dos brasileiros e é figura extremamente representativa da mentalidade do nosso povo. Apegou-se a uma discussao com o Ministro Gilmar Mendes e de forma convenientemente paranoíca disse que ninguém o tira do STF. A sua coluna nao é mais importante que a busca da soluçao de milhares de brasileiros aguardando seus atestados médicos acabarem. Isso o ministro deveria saber, mas por ”vaidade” permanece agarrado ao cargo em prejuízo de muitos. Isso é a cara da grande maioria dos brasileiros que nao esta nem ai para o outro, e que por sua vez é a cara dos petralhas cujo plano de governo é um plano de poder eterno às custas da sangria daqueles que realmente produzem.
Graças ao bom Deus, não tenho processo nenhum no STF e nem em tribunal nenhum. Nem conheço a corte.
Não conheço o Min. Joaquim Barbosa. Acredito que seja um sujeito 100%, apesar de meio esquentado – podia melhorar – …. e lhe desejo, do coração, um pronto restabelecimento.
Mas há que admitir o problema que um ministro a menos causa, uma vez que, além de sobrecarregar os outros com centenas de processos, lhes retira tempo para teclar no MSN com seus pares ou frequentar restaurantes badalados da mesma capital federal com conversas comprometedoras nos celulares da vida ….
Também inviabiza contatos dos mais esquisitos com eminências pardas da República, o que, afinal de contas, é o padrão em uma República de cidadãos-palhaços como nós.
O Mensalão é só uma da muitas ações que, se bem me lembro, tramitam por aquela corte e que a população deseja ver julgada. Cadê o resto da corja, de quem ninguém fala? Da outra ponta, a do cidadão pseudo-jurisdicionado, e temos que convir que é humanamente impossível julgar um zilhão de ações por semana, por mês ou por ano. Quem é que julga isso? A assinatura eletrônica do ministro? Ou será o porteiro cabideiro de emprego? Quero um também!!!!!
Ora, ora, ora … Onde é que já se viu isso!!!! Querem é dar um pézão na busanfa do Joaquim Barbosa, sem ter moral para isso!!!!
A ausência do ministro Barbosa se insere no contexto do principado ou do reinado que se constitui os magistrados da justiça brasileira. Altos salários, dois meses de férias por ano, autonomia absoluta sem cobrança efetiva e um elenco de outras regalias. Se ele foi visto numa festa , na mesa de um bar, com um copo de bebida na frente, como mostra a foto, é evidente que não se encontra tão doente, incapaz para a labuta que lhe foi outorgada, muito bem remunerada. Acho sim uma saia justa e ele deveria vir a público explicar.
Considerando que a magistratura é uma classe com direitos à tais privilégios , o ministro não deve explicação à ninguém.
É um absurdo ver que um profisssional da comunicação se proponha a comentar uma foto que não mostra nada de anormal, ou de extraordinário, ou de interessante ou de polêmico. A pior parte da matéria foi a de justificar e tentar responsabilizar um único ministro e um único Tribunal pelo caos que vive hoje o poder judiciário. Talvez o nobre jornalista devesse mudar o foco da matéria ou mesmo de sua linha de trabalho, já que revistas sensacionalistas como a ‘Caras’ e a ‘Contigo’ são as que se dedicam a informar seus leitores do cotidiano de pessoas públicas, publicando fotos de celebridades usando o banheiro ou aguardando a vez numa fila de supermercado. Não se mede a competência de alguém pelo fato dela tomar café na padaria ou mesmo conversar descontraidamente num bar. A culpa pelo caos da Justiça é do legislativo que faz lei inócuas e também do executivo, que não cumpre com suas atribuições. Se cada um fizesse a sua parte, as coisas funcionariam melhor. Esse nobre reporter deveria divulgar e comentar sobre temas mais interessantes e construtivos.
Prezada Rejane,
apenas utilizando a sua expressão ‘se cada um fizesse a sua parte, as coisas funcionariam melhor’, talvez 13.000 brasileiros não estariam anos sentados esperando o nobre magistrado fazer a sua parte, qual seja, julgar os processos que estão dentro do seu gabinete. Se pode ir ao boteco, presume-se que pode trabalhar. Se tem condições de escolher a ‘cervejinha’ e debater amenidades, também deve ter para julgar os assuntos que lhe são confiados e lhe rendem R$ 27.000,00 por mês, além de apartamento funcional, carro com motorista, despesas pagas, etc.
responder este comentário denunciar abusoPergunto : Quem fiscaliza um Ministro do Supremo?
É sério???
Huauauauauauauauauauauauaua
Huauauauauauauauauauauauauau
Huauauauauauauauauauauauauau
Aaaaaaaaahhhhh
Deveria ser a população né …….
É invasão de privacidade sim, e coloca sob suspeição o jornal ESTADO, pois o mesmo vem acusando a justiça de censurá-lo e nada melhor do que criar um fato para constrager o judiciário. Não nos esqueçamos que o diário fez o mesmo em relação ao desembargador que deu a primeira decisão favorável ao empresário Fernando Sarney.
Não vou entrar no mérito dos excessos de julgamentos pelos leitores ou na abrangência da matéria, mas ausência desde abril? colocar outro no lugar para que a “fila ande” não seria mais adequado? em toda empresa é assim! Não podemos ficar à espera de decisões que demandem tanto tempo!
Eu gratuitamente gosto do Ministro Barbosa, e acho que ele tem sim direitos, inclusive o de se afastar se quiser definitivamente da Suprema Corte, na minha opinião o melhor e mais sensato entre os 11 e merece crédito; agora o que eu não entendo é o seguinte:
1) Porque não existe um instrumento para casos de ausências médicas.
2) Os politicos não tem suplentes ?, quem não deveria ter tem…
3) Onde estão os protestos da OAB e jornalistas da operação da PF caso Boi barrica.
4) Na op. SATHIAGRAHA, onde estão os criticos do Min. Gilmar Mendes que deu o HC.
Uma coisa é certa, tivesse ele bajulando algum figurão ou na festa de um ufanado politico, ou mesmo requisitando poder a qualquer custo haveria um coro de criticos puxando o S…dele para ganhar uma boquinha, mas como o incauto magistrado estava com a sua pança encostada a um balcão de botequim de aparência duvidosa em uma tarde frugal de brasília vem esses que só querem tumultuar em constranger o Sr. Ministro Joaquim Barbosa, tenham piedade vão pegar no pé do Ministro Gilmar Mendes que soltou por duas vezes o mesmo corrupto na calada da noite contra a vontade do país inteiro e ainda perseguiu os ilustres Senhores Delegado Dr. Protógenes e o Ilustre Desenbargador Dr. Fausto de Santis. O Ministro Joaquim barbosa desafiou o Ministro Gilmar Mendes a sair à rua coisa que ele mesmo fêz, e com propriedade de cidadão comum, imagino eu tendo o privilegio de me encontrar com a ilustre figura do Dr. Joaquim Barbosa naquele botequim, seria o máximo. Se tem um brasileiro que merece todas as láureas no STF chama-se Dr. Joaquim Barbosa……..
Os processos parados prejudicam as partes,pois a justiça neste pais e bastante lenta,tá na hora em se pensar numa solução,pois este fato podera ocorrer outra vez.
Sr. Dide Pimenta,
Só para esclarecer, não sou funcionária pública, embora os respeite, pois não engulo as generalizações da mídia, para a qual todo servidor público é vagabundo.Sou uma mãe de família e trabalhadora, que cumpro diariamente tripla jornada de trabalho, e me acho no direito de opinar sobre qualquer assunto, assim como o senhor ou qualquer outra pessoa.Infelizmente (com “z”, por favor!), não fui bem compreendida por V.Sª, cuja resposta me pareceu óbvia e mal escrita.Que tal um cursinho de escrita criativa?Ou de ortografia?
Vera:
O que eu vi aqui depois que escrevi meu comentário foi exatamente o que vejo em qualquer fórum de debates. Quem será impactado pela discussão (no caso aqui aqueles que têm processos parados) será, obviamente, contra o ministro… Como se ele fosse o único responsável pelo atraso dos seus processos. Ou será que nenhum outro ministro dá as suas saidinhas?
Aqueles de cabeça mais aberta à vida e ao mundo, se posicionam sem medo, contra ou a favor, porque os que têm medo de se posicionar perante uma situação, ficam sempre em cima do muro. Isso é o que acontece na maioria esmagadora dos fóruns.
Eu não respondo a ninguém que tenha dito qualquer coisa a respeito do meu comentário, porque esta é a minha opinião e dela não abro mão. Eu faço parte de um pequeníssimo percentual de brasileiros privilegiados em ter tido boa escola (e foi pública até o antigo ginásio) que forma cidadãos, com capacidade de raciocinar, tentar se colocar no lugar do outro, analisar as situações, refletir, ter senso crítico e jamais ser um “maria-vai-com-as-outras”.
Não se estresse em entrar na pilha de quem não possui conteúdo para debater porque não sabe o que dizer. Aliás, os melhores comentários foram os femininos, lúcidos e assertivos.
Quando eu disse “É lamentável ver o grau de pobreza a que chegou esta série de reportagens do Estadão”, é porque há uma pergunta que não quer calar… Por que só este jornal está fazendo este buzz todo de, às vezes, noticiar mais de uma vez por dia no jornal on-line? Os outros jornais também noticiaram o fato, mas informaram a população e ponto. Há um sem número de notícias a serem passadas aos leitores que são tão sérias quanto esta. Por que não dar o devido espaço para as prioritárias?
Eu pergunto: Se o Ministro Joaquim Barbosa tivesse morrido há uma semana, a imprensa estaria fazendo o mesmo estardalhaço porque há milhares de processos parados no STF? E, no entanto, o presidente da república teria de indicar outra pessoa, o que levaria um bom tempo e por aí vai.
O que observei nos comentários é que todos estão se pegando no fato de ele ter de DAR O EXEMPLO. Por que ele, especificamente? Eu não vi esse patrulhamento todo com outras pessoas públicas em casos vergonhosos. Por que o Ministro Joaquim Barbosa? Eu acredito que esse “dar o exemplo” seja porque ele representa para todos nós aquilo que nós gostaríamos de ver acontecer mais vezes nesse país, um homem que veio das camadas mais desfavorecidas chegar onde chegou e ser o homem inteligente que é. Ele, definitivamente, é um “herói” (está entre aspas, tá?!) para os brasileiros. E o que está doendo em todos nós é que foi ELE e não outra pessoa, de quem já se esperasse uma conduta desse tipo.
Eu o admiro bastante, sim, apesar de ele ter um defeito na minha opinião. Ele é PT. Mas fazer o que? Ninguém é perfeito. Eu admiro a pessoa e o profissional que ele é. E NÃO ME ENVERGONHO DE DIZER ISSO.
Eu tenho certeza que quase todos aqui, se não todos, estão, por dentro, loucos de vontade de dizer… “Mas por que justo você tinha de sair pra ir ao bar naquele dia?” Pensem nisso.
Tenham todos um bom dia de trabalho.
[...] João Bosco Rabello, diretor da Sucursal de Brasília [...]
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