1. Usuário
Assine o Estadão
assine

Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam.

Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem.

É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.

quarta-feira 30/07/14

Fidelidade ao eleitor

Em política, a única fidelidade é prestada à perspectiva de vitória. A eleição de Tancredo Neves, no Colégio Eleitoral que devolveu o poder aos civi, em 84, depois da longa ditadura no país, provou que nem o regime militar conseguiu impô-la para fazer o sucessor do presidente João Figueiredo. Àquela época, a formação de uma frente liberal com dissidentes do regime viabilizou a aliança vitoriosa que acabou fazendo de José Sarney presidente da República, com a morte de Tancredo. Dissidente governista, Sarney ...

Ler post
segunda-feira 28/07/14

Indiscrição reveladora

Em que pese a indevida  formalização aos clientes de um ponto de vista eleitoral, a mensagem do Banco Santander aos clientes especiais sobre a conjuntura econômica reflete a visão do mercado. Associá-la a uma sugestão, implícita na análise, para que não votem na candidata governista, é ultrapassar o limite ético e legal. A repercussão do episódio, já objeto de desculpas públicas do banco, materializou o que já indicara, mais de uma vez, o sobe e desce da bolsa a cada pesquisa ...

Ler post
sábado 26/07/14

Decisão do TCU não altera inércia das CPIs

A decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) de responsabilizar 11 ex-diretores da Petrobras pelo prejuízo na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, reforçou na oposição a necessidade investigar a estatal brasileira. Porém, a avaliação é que a conclusão do tribunal não deve alterar o rumo das investigações nem servir para prorrogar o prazo das duas comissões em atividade. A CPI instalada no Senado tem prazo de 180 dias para funcionar. Em tese, acaba em novembro. Pelo regimento ...

Ler post
quinta-feira 24/07/14

Decisão do TCU isenta Dilma, mas agrava Petrobrás

 A decisão do Tribunal de Contas da União de isentar o Conselho da Petrobrás pelos erros na operação de compra da refinaria de Pasadena, deve ser comemorado pelo governo como uma vitória parcial, mas com prazo de validade, já que retira à oposição munição direta contra a presidente Dilma Rousseff na campanha eleitoral.

O atestado de idoneidade dado à presidente pelo TCU teve mais repercussão que a decisão contundente contra a empresa. É compreensível, dada a majestade do cargo e a gravidade que encerraria a culpabilidade da chefe de governo, mas o diagnóstico geral do tribunal é bem mais importante.

São 11 executivos da diretoria da empresa responsabilizados pelo tribunal, por unanimidade, por prejuízo de 792 milhões de dólares, em uma operação cercada de suspeitas que mantêm na prisão o ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Yousseff, réus em investigação que apura lavagem de dinheiro.

O resultado das investigações do tribunal tem origem em denúncia da própria presidente da República, que se disse ludibriada pela diretoria da estatal, que teria sonegado aos conselheiros dados essenciais do contrato de compra da refinaria.

Dilma obtém do TCU respaldo à sua afirmação de que a operação de compra que causou prejuízo à empresa foi mal conduzida no âmbito da diretoria, comprometendo a atuação de seus conselheiros. Se absolve, porém, a presidente da aprovação de um mau negócio, a decisão mantém o governo questionado em sua gestão.

É especialmente importante o diagnóstico do ministro por retirar a chefe de governo de um enredo criminoso cujos desdobramentos ainda estão por vir na sua inteireza. Mas não se deve desconsiderar o peso negativo que o episódio ainda tem sobre o governo do ex-presidente Lula, a quem o ex-diretor Paulo Roberto Costa, pivô das ilegalidades, estava ligado.

Para efeito imediato, Dilma está preservada, mas a Petrobrás continua em má situação, em que pese a inviabilidade de a CPI que a investiga prosseguir em seus trabalhos, obstruída pela campanha e pela anorexia investigativa que provoca no Congresso.

A questão política negativa se mantém: Dilma não foi responsabilizada pela aprovação dolosa da operação comercial, mas sua imagem de gestora continua abalada. Principalmente porque se associa aos maus resultados na economia, hoje o grande risco para a sua reeleição.

A Petrobrás segue mal das pernas, afetada por uma política intervencionista que serviu ao cardápio populista do governo, cujo auge se registrou no congelamento do preço da gasolina, com prejuízo estrondoso para a empresa e a economia.

Com a absolvição da presidente pelo TCU e o esvaziamento da CPI, o caso Petrobrás fica restrito a eventuais vazamentos das investigações conduzidas pelo Poder Judiciário, que o governo torce para que não surjam até a eleição. Mas, sobre isso, não tem controle, o que mantém o Planalto tenso.

O governo tem muitas frentes contra a meta da reeleição, o que o obriga a manter permanente vigilância e constante postura defensiva. Economia em queda (às portas de uma recessão técnica prevista para o terceiro trimestre do ano), dissidência alta nas bases regionais, conflitos internos de campanha e deterioração do patrimônio político do PT.

A decisão do TCU, assim, é um sopro de ar fresco que não abaixa a temperatura da campanha. Apenas, como no folclore popular, tira um bode da sala, reduzindo o aperto geral.

Ler post
quarta-feira 23/07/14

Cláudio: desgaste evitável

A campanha emite os primeiros sinais de que predominará, em boa parte, a guerra de denúncias entre os candidatos, da qual parece que o menos atingido será Eduardo Campos, do PSB,  com notórias dificuldades de firmar a terceira via que se propôs representar. A motivação para denúncias é proporcional ao êxito das candidaturas. Aquela que mais ameaça se presta a alvo mais visado dos adversários, o que é legítimo e faz parte do jogo político, resguardada a consistência dos enredos. Constatada a ...

Ler post
terça-feira 22/07/14

Aliança de contrários

Os números levantados pelos repórteres Daniel Bramatti e Rodrigo Burgarelli, do jornal O Estado de S.Paulo, confirmam ,em larga escala ,os cenários da disputa regional como o fator responsável pelo conflito entre PT e PMDB e, por extensão, a dissidência ampla no principal aliado da presidente Dilma Rousseff no plano nacional.

Desde sempre, o PT tem como um de seus principais objetivos alcançar o PMDB na corrida pela hegemonia partidária para dar ao seu projeto de poder a consistência ...

Ler post
terça-feira 15/07/14

A nova pesquisa

A nova pesquisa Datafolha, com divulgação programada para amanhã, é cercada de curiosidade pelo universo político, por revisitar o eleitor após a Copa do Mundo e conferir se ela influiu – e em que proporção – na intenção de voto para a eleição presidencial. Mas não gera maior expectativa de mudanças consistentes. Há dois aspectos com relação à Copa – o evento bem sucedido e o fracasso da seleção brasileira, em dimensão nunca antes vista pelo país. É provável que as ...

Ler post
terça-feira 15/07/14

Licitação com a “contratação integrada” volta à pauta do Senado

A pauta do esforço concentrado do Senado para o período que começa hoje e vai até quinta-feira, reintroduz a discussão em torno do projeto que revisa a Lei 8666/93, relativa às normas para licitações e contratos da administração pública. O artigo 76 do texto, centraliza a polêmica "contratação integrada", modalidade em que o contratante transfere para o contratado a responsabilidade de elaborar e desenvolver os projetos completo e executivo, a execução de obras e serviços de engenharia e ...

Ler post
segunda-feira 14/07/14

No plano da fantasia

Há notícias suficientes a indicar que a relação com o mundo financeiro centraliza as preocupações da coordenação de campanha do PT – e, mais que isso, as ações de perfis estratégicos empenhados na vitória eleitoral da presidente Dilma Rousseff. Faz sentido e, por mais dissimulada no discurso,  a angústia com a situação econômica e sua influência no desgaste da candidata,  restrita ao bastidor da campanha, cede espaço à realidade quando se trata de buscar caminhos de resgate da relação com o ...

Ler post