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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam.

Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem.

É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.

sexta-feira 30/05/14

Temperamento à parte, Barbosa fez história

Abstraídos os excessos de temperamento, o ministro Joaquim Barbosa deixa como principal legado, ao antecipar sua aposentadoria, o fim do ciclo de impunidade representado pelo foro especial que se transformara em privilégio para autoridades públicas. É um mérito extensivo aos demais juízes do Supremo Tribunal Federal, incluindo os dois que se aposentaram antes da conclusão da Ação Penal 470, (mensalão), Ayres Britto e César Peluso . Mas a liderança de Barbosa e sua irredutibilidade em momentos cruciais  foram decisivos para a viabilidade ...

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quarta-feira 28/05/14

Estado se omite e manifestações seguem sem regras

A duas semanas da Copa, a reação da presidente Dilma Rousseff  aos distúrbios de rua ainda é o de que  “na Copa não haverá baderna”. Por essa declaração deve-se compreender que ao apito inicial do juiz do primeiro jogo, as forças de segurança saberão como agir contra o vandalismo. Na vida real, o governo adia medidas que podem ter efeito colateral negativo, como o faz na economia, para evitar danos eleitorais. É o que explica a desistência em relação ao projeto ...

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terça-feira 27/05/14

A farsa de Vargas e do PT

Sabe-se agora (O Globo, 27/05/2014) que o pedido de cassação por infidelidade partidária que o PT encaminhou à Justiça Eleitoral contra o deputado André Vargas ((PR), foi  encomendado pelo próprio parlamentar ao partido. É, sem dúvida, uma demonstração de como o arsenal de truques da política brasileira parece inesgotável. Um ato do partido, de aparente coerência, esconde uma artimanha que o torna cúmplice do ex-filiado na estratégia de livrá-lo da inelegibilidade que a cassação pela Comissão de ética imporia por inseri-lo ...

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domingo 25/05/14

Maia poderá ser relator da CPI mista da Petrobrás

A CPI mista da Petrobrás, como sua análoga no Senado, parece destinada a cair no vazio, embora por razões diversas. Como se sabe, a do Senado,  desqualificada por uma maioria governista que a transformou em um “clube de amigos”, está desmoralizada pela caracterização de chapa-branca.

Já a mista, que envolve a Câmara e que reduz significativamente o poder de controle do governo sobre as investigações, tem contra sua eficácia o tempo – será instalada a duas semanas do início da Copa e, ao final desta, enfrentará o recesso parlamentar ampliado pela campanha eleitoral.

Mesmo assim, o governo não quer correr riscos e já elabora a lista de parlamentares de fidelidade indiscutível para integrar a comissão, a começar pelo relator, que deverá ser o ex-presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS). Faz sentido: além da oposição, o governo tem uma base aliada instável, capaz de criar problemas.

Apontando como provável relator, Maia recebeu na legislatura passada, uma missão parecida do partido: blindar o governo na CPI aberta para investigar o caos no sistema aéreo brasileiro, apelidada de “CPI do Apagão Aéreo”.

Em 2007, ele apresentou um relatório final concluindo que os dois maiores acidentes da aviação brasileira não tinham causas comuns, vinculadas à precariedade do sistema e à negligência da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac).

Na época, o petista não sugeriu o indiciamento de diretores da Anac e não cobrou a  responsabilidade do órgão. Deixou de fora Denise Abreu, ex-diretora da agência, ligada ao ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, preso desde novembro do ano passado , como mentor do mensalão.

Seu desempenho lhe valeu o apoio para chegar à vice-presidência da Câmara, em 2009, de onde chegou ao principal cargo da Casa.

Outro parlamentar petista,  vice-líder do partido na Câmara, Sibá Machado (AC), também está na lista. É considerado pelos colegas como um dos mais fiéis ao Palácio do Planalto e escalado frequentemente para enfrentar votações impopulares para o governo, como a do piso salarial dos agentes comunitários de saúde,  cuja sessão ajudou a derrubar.

Iriny Lopes (PT-ES), Secretaria de Políticas para as Mulheres, e Afonso Florence (PT-BA), ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, são mais dois selecionados para compor a comissão e atuar na blindagem do governo.

 

 

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quinta-feira 22/05/14

Mesmo chapa-branca, CPI exibe contradições da Petrobrás

O desmentido da Petrobrás ao seu ex-presidente, Sérgio Gabrielli, mostra que mesmo uma CPI chapa branca acaba produzindo conteúdos ruins para governos e projetando o que poderia levantar se isenta e efetivamente funcionando com o propósito de investigar. Gabrielli afirmou que os contratos da Petrobrás com a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, eram geridos sem conhecimento da diretoria da empresa, uma autonomia exercida pelo ex-diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, investigado pela Polícia Federal e solto há dois dias pelo ...

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quinta-feira 22/05/14

CPIs não devem produzir fatos novos até a eleição

A menos de um mês do início da Copa é improvável que a CPI da Petrobrás produza fatos que possam influenciar no cenário eleitoral, sobretudo pelo êxito do governo na estratégia protelatória da investigação. A CPI já em funcionamento no Senado comprovou o tom amistoso que a caracteriza como uma "ação entre amigos", como a rotulou a oposição. O depoimento do ex-presidente da empresa, José Gabrielli, ontem, confirmou a máxima do Barão de Itararé, de ...

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terça-feira 20/05/14

Foro especial, debate adiado do STF

A decisão do ministro Teori Zavascki de suspender as investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal, é correta tecnicamente, segundo a maioria dos juristas, e mesmo os leigos mais afeiçoados ao contexto processual, assim podem identificá-la. No entanto, seu efeito objetivo produz um hiato nas investigações de duração imprevisível, a indicar que a interpretação do ministro tem efeitos colaterais danosos. Alvos da investigação, o ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, e o doleiro Alberto Yousseff, se beneficiam da companhia de ...

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segunda-feira 19/05/14

PSDB faz acordo para alcançar cinco minutos na TV

O senador Aécio Neves espera concluir antes da Copa as negociações que podem lhe dar um total de cinco minutos na propaganda eleitoral de televisão na campanha deste ano. Aécio conversa com o Partido Trabalhista nacional (PTN), Partido Trabalhista cristão (PTC), PT do B e Partido Social Liberal (PSL) que, juntos somam 1 minuto de espaço na grade eleitoral. Nos cálculos do PSDB, o acréscimo de tempo é considerado estratégico, porque tecnicamente cinco minutos permitem uma mensagem com princípio, meio e ...

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quarta-feira 14/05/14

O outro medo (real) do PT

A necessidade de desconstruir o discurso da oposição em relação à economia, mostrando-o como um retrocesso social, impôs ao governo o ônus de aprofundar o fosso que o separa do mercado, consolidando a expectativa de que um eventual êxito na reeleição representará o agravamento da atual política intervencionista. O discurso da presidente Dilma Rousseff, de seu antecessor, Lula, e, agora, do ministro da Casa Civil, Aloísio Mercadante (Folha de S.Paulo de hoje), revelam sintonia e sincronia indicadores de que a mensagem ...

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