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Quem Faz

JOÃO BOSCO RABELLO está no jornalismo político desde 1977, em Brasília, onde participou da cobertura do período que vai da abertura do regime militar à Assembléia Nacional Constituinte de 88, passando pela redemocratização, com a eleição e morte de Tancredo Neves, o primeiro governo civil, de José Sarney e os que o sucederam.

Iniciou sua carreira em 1974, no extinto Diário de Notícias, no Rio de Janeiro (RJ). Transferiu-se para Brasília (DF), em 1977, onde alternou as funções de repórter político,coordenador, editor e diretor de sucursal, no Correio Braziliense, Empresa Brasileira de Notícias, O Globo, Jornal do Brasil e o Estado de S.Paulo (1990/2013), nessa ordem.

É responsável também pelo conteúdo de análise política do serviço em tempo real Broadcast, da Agência Estado.

quarta-feira 30/04/14

Oposição tem razões para comemorar, mas governo ainda tem fôlego

Os candidatos de oposição têm razões para o otimismo que tomou conta de suas campanhas desde a pesquisa mais recente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT/MDA. A consulta, afinal, confirma que o aparição no programa de televisão cumpre o objetivo de ampliar a visibilidade de ambos.

É principalmente nos resultados do senador Aécio Neves que essa relação de causa e efeito se apresenta, embora também deva se registrar o crescimento de Eduardo Campos. O salto para além dos 20% ...

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terça-feira 29/04/14

Movimento do PR é,antes, “Sai,Dilma”

Em política, como na economia, o êxito é vinculado à capacidade de criar expectativas positivas. Nesse momento, a presidente Dilma Rousseff caminha na contramão, sem gerar expectativa de poder no campo político, ao tempo em que consolida a relação de desconfiança construída junto ao mercado, no campo econômico. A queda gradual e segura nas pesquisas corrói seu patrimônio político às vésperas da eleição em que tenta o segundo mandato e abre fissuras na sua base de sustentação congressual, ...

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segunda-feira 28/04/14

Lula: mensaleiros não eram de sua confiança, já Roberto Jefferson…

O que surpreende na entrevista do ex-presidente Lula a uma emissora de TV portuguesa não é a avaliação de que o julgamento do mensalão foi político. Mas a de que os políticos condenados e presos não eram de sua confiança. Como não fez distinção entre os presos do PT e os demais, a declaração abrange o seu ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha e o ex-presidente do partido, ...

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segunda-feira 28/04/14

Semana reabre com governo acuado

A semana começa com a pauta da CPI da Petrobrás dividindo a cena com as investigações da Polícia Federal,e o desdobramento do caso do deputado André Vargas (PR), que desligou-se do PT para enfrentar o processo de cassação e o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, agora na berlinda.

É mais uma rodada que se desenvolvida sem imprevistos, deve representar a continuidade do desgaste do governo, mergulhado numa agenda negativa de difícil reversão, pela sua diversificação. Vai da inflação à corrupção, sem escalas.

A CPI da Petrobrás, a rigor, jamais deveria ter sido objeto de consulta ao Supremo Tribunal Federal (STF). O mérito da liminar da ministra Rosa Weber, baseado no conceito de CPI como instrumento da minoria, era previsível e o recurso à Corte teve apenas o efeito protelatório que orienta as ações do governo em quase tudo na reta final do mandato de Dilma Rousseff.

É verdade que a iniciativa de ir ao STF foi da oposição, mas levada pelo impasse criado pelo governo no Senado com a proposta de uma CPI Combo, que incluísse investigações sem conexão entre si. Agora, o governo vai tentar ganhar mais tempo ainda, provavelmente esticando as indicações dos integrantes da CPI e recorrendo ao plenário do Supremo.

Mais que a CPI, as investigações que já a legitimam sem qualquer esforço da oposição, é que causam estragos diários ao governo. Não procede, portanto, a queixa do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, de que seu nome aparece como estratégia eleitoreira da oposição.

Padilha surge na mesma cena do doleiro Alberto Yousseff por uma mensagem de André Vargas informando que Marcus Cezar Ferreira da Silva, ex-assessor do ministro, ocupa a diretoria institucional do laboratório de fachada, Labogen, por indicação deste.

Que lá ganha R$ 25 mil, acrescenta a Polícia Federal, para a qual Ferreira é lobista de Yousseff, que estava para fechar um contrato de R$ 30 milhões com o ministério da Saúde, o que só não ocorreu por causa da denúncia. O que a oposição teve a ver com isso, não se sabe.

O governo que estabeleceu como estratégia para esse resto de mandato impedir que as coisas aconteçam antes das eleições, enfrenta uma série de dificuldades políticas com potencial para agravar o declínio da presidente Dilma nas pesquisas de aprovação pessoal e de governo.

Os casos políticos que se desenvolvem à margem da batalha pela CPI  – André Vargas, Cândido Vacarezza (PT-SP), Vicente Cândido (PT-SP), Sérgio Gabrielli (ex-presidente da Petrobrás), Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobrás, preso, Alexandre Padilha, ex-ministro da Saúde, giram, todos, em torno de Alberto Yousseff.

O doleiro está presente no ambiente petista com a desenvoltura de quem opera alinhado ao esquema de captação de financiamento eleitoral, provável razão para tanto empenho em evitar a qualquer custo a CPI da Petrobrás. Essa é a desconfiança da Polícia Federal, cuja atuação faz da estratégia anti-CPI do governo uma ação de enxugar gelo.

 

 

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domingo 27/04/14

PMDB apóia reeleição de Colombo em SC

O PMDB de Santa Catarina decidiu mesmo pelo apoio à reeleição do governador Raimundo Colombo (PSD), apesar da ameaça de racha que ainda ronda o partido. O vitorioso foi o  senador Luiz Henrique, que correu o estado em campanha pela reedição da aliança que o elegeu para o senado em 2010 junto com Colombo. Henrique derrotou a posição do deputado federal Mauro Mariani e do pelo ex-prefeito de Florianópolis Dário Berger,  favoráveis a uma candidatura própria, em convenção neste sábado.  O ...

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quinta-feira 24/04/14

Decisão de Rosa Weber acua o governo

A decisão da ministra Rosa Weber, pela CPI exclusiva da Petrobrás, pode não representar, por si só, garantia de sua instalação automática, já que o governo é ostensivo na estratégia protelatória. Mas é um duro revés para o Palácio do Planalto com efeito político imediato. A decisão de Rosa Weber ocorre em meio a uma sucessão de escândalos que parecem alcançar uma periodicidade diária. Nos jornais de hoje, além da decisão da ministra, mais fatos conspiram a favor da CPI. É gravíssima ...

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terça-feira 22/04/14

Petrobrás, de ontem e de hoje, perdida em versões conflitantes

O longo feriado com o qual o governo esperava esfriar o debate em torno da CPI da Petrobrás, terminou sem que o tema saísse da pauta. E, mais uma vez, à revelia da oposição, que continua se beneficiando da guerra de versões dentro do próprio ambiente oficial. A entrevista do ex-presidente da empresa, Sérgio Gabrielli, ao jornal O Estado de S.Paulo, acentuou o conflito interno que separa as gestões Lula e Dilma – e, por extensão, a percepção de que há ...

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segunda-feira 21/04/14

Conselho de Ética, muito aquém de sua missão

Criado para analisar a conduta dos parlamentares em 2001, o Conselho de Ética da Câmara não tem sido muito eficaz no trabalho proposto no início do século. Somente nesta legislatura, de 14 processos por quebra de decoro parlamentar iniciados no colegiado, somente dois chegaram a plenário com recomendação de cassação. Mas esse retrospecto pode mudar na próxima semana. O órgão deve se reunir para analisar o parecer prévio contra o deputado André Vargas (PT-PR). Ele é acusado de quebra de decoro ...

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quinta-feira 17/04/14

Foster e Cerveró mantêm suspeitas sobre a Petrobrás

Somados, os depoimentos do ex-diretor da Petrobrás, Nestor Cerveró, e o da presidente da empresa, Graça Foster, mantêm a contradição essencial que permeia a crise gerada pela compra da refinaria de Pasadena. Graça confirmou a versão presidencial de que a sonegação  de cláusulas estratégicas levaram à aprovação pelo Conselho do que ela considerou “um inquestionável mau negócio”.  Cerveró prefere chamar de “negócio inconcluso”. Mas ambos admitem, cada um a seu modo, que houve prejuízo. Graça, de forma explícita, o quantifica: pouco mais ...

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